"Jornal de Sesimbra", 2 de Junho de 2006
Foi no dia 4 de Maio, Feriado Municipal, que foi assinado o Acordo de Intenções entre a Câmara Municipal de Sesimbra e a Guarda Nacional Republicana (GNR), permitindo abrir as portas do espaço público da Fortaleza de Santiago à população.
“Uma cerimónia carregada de significado, num dia também com muito significado para os sesimbrenses, dia da Festa das Chagas e um dos poucos dias em que a Fortaleza era aberta ao público, em que as pessoas utilizavam as suas muralhas para assistirem à procissão.
É um acto que, a partir de agora, vai passar a ser possível todos os dias”, palavras proferidas por Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra. Durante muitos anos, os sesimbrenses lutaram pela devolução integral da Fortaleza. O dia marcou o início desse desejo, já que apenas os espaços públicos foram abertos à população. Segundo esclarece Augusto Pólvora, “há outras formas de conseguir aquilo que é essencial para a população de Sesimbra, que é a utilização pública do espaço e a criação de condições para o objectivo principal, que é a construção do Museu do Mar. Não poderíamos andar a discutir por mais vinte anos, se a GNR sai ou não.”
Para o Secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, as actividades culturais que estão pensadas para o local podem ser conciliadas com a permanência da GNR, “é possível abrir a fruição pública de determinado espaço do forte e prosseguir a discussão para saber qual a delimitação exacta de usos de espaços necessária para contabilizar segurança interna e fruição cultural. É um esforço completamente possível desde que não tenhamos o espírito tudo ou nada”.
A preocupação inicial de José Magalhães é “garantir que o Forte seja devidamente preservado, com as novidades das tecnologias que hoje existem do ponto de vista arquitectónico e de engenharia, preservando todas as suas características únicas.”
Adiantando, que os problemas, tanto das áreas exteriores como também das áreas interiores, “estão a ser estudados e resolvidos em parceria e conjugação de esforços entre a administração central e a administração local “. O Secretário de Estado não deixou de elogiar o edifício, classificando-o de “monumento multifuncional”, que, pela sua “localização estratégica relevante”, pode vir a conciliar cultura e segurança, onde as pessoas se podem divertir, mas também estarem protegidas pela GNR.
Segundo Augusto Pólvora, muitas actividades previstas para o Verão já estão programadas para acontecerem na Fortaleza, adiantando, que, também, já há destinos para acolher as crianças da colónia de férias da GNR, com a disponibilização da Escola Primária de Sesimbra e de um terreno na Lagoa de Albufeira, assumindo a autarquia os custos da adaptação dos espaços.
quinta-feira
quarta-feira
Abandono escolar: prevenir para não remediar
Jornal "Sesimbrense", 9 de Setembro de 2006
C om o fim do Verão e o início das aulas põe-se a questão de quantos alunos não vão regressar às escolas este ano. O insucesso escolar e consequente abandono dos estudos, é uma realidade que afecta todo o país, e o concelho de Sesimbra, não é excepção.
Em Portugal, o ensino é obrigatório até ao 9º ano de escolaridade, ano este de transição para muitos jovens que preferem trabalhar a continuar os estudos.Para tentar inverter esta situação e chamar os alunos de volta às escolas, a Câmara Municipal de Sesimbra (CMS) tem realizado diversos projectos. “Nos Trilhos do Desafio” é um deles, exactamente com o objectivo de prevenir o abandono escolar. A ser executado nas Escolas Navegador Rodrigues Soromenho (antigo Costa Marques) e 2/3 de Santana, o programa é o resultado de parcerias entre a CMS, a Cercizimbra, as Escolas, a Segurança Social e o Centro de Formação de Professores das Escolas de Sesimbra.
A fornecer apoio a alunos e famílias – parte decisiva e decisora na escolha dos mais jovens – trabalham duas psicólogas (a quem cabe a tarefa de orientar psicologicamente os participantes e ajudar na escolha de uma formação específica) e três monitores (responsáveis pela realização de ateliers de animação). Por ano, este projecto conta com uma média de 50 participantes, um número ainda assim reduzido para os objectivos da CMS.
Uma das principais causas de abandono escolar em Portugal, é a necessidade dos jovens terem de trabalhar para poderem ajudar os pais no sustento da família. Em Sesimbra, e embora existam motivações familiares e sociais, a maior parte dos casos de abandono relaciona-se simplesmente com a desmotivação e falta de gosto pelos estudos.Para Felícia Costa, Vice-Presidente da CMS e vereadora da Educação, “o abandono e o insucesso escolar não se combate apenas com uma medida”, e por isso há que atacar o problema na sua raiz, isto é, antes dos alunos decidirem sair da escola.
Tornar a instituição escolar um local apelativo e não apenas uma obrigação, é a finalidade dos programas GISC e PIPA, onde “o risco de abandono é combatido através de uma componente lúdica, que tem tudo para resultar”, afirma a Vice-Presidente.
O projecto GISC, disponível a todos os alunos do 3º Ciclo e Ensino Secundário, pretende promover estilos de vida saudáveis, enquanto o projecto PIPA, visa através da expressão artística, despertar o interesse dos alunos pela escola. Reduzir o abandono escolar passa, na opinião de Felícia Costa, por “mudar a representação que os alunos têm da escola”, ou seja, que os jovens gostem de ir às aulas e das actividades realizadas dentro e fora delas. Para isso “é necessária a participação dos professores” e que esse gosto seja incutido desde cedo.Na escolas do 1º Ciclo, nº 2 de Santana e nº 3 da Quinta do Conde, prevenir os comportamentos violentos entre os alunos e evitar que se tornem possíveis desistentes escolares no futuro, é o que tentam dois técnicos de desporto, uma supervisora técnica e uma psicóloga. Mas se o gosto pelos estudos é habitualmente decidido nos primeiros anos, o trabalho deve ser continuado nos ciclos seguintes, por isso cerca de 20 professores apoiados por uma psicóloga têm nos últimos anos explorado, nas escolas de 2º e 3º ciclos e nos ATL’s do concelho, o desenvolvimento de competências sociais e pessoais como forma de prevenir comportamentos de risco e desviantes, muitas vezes associados ao insucesso e consequente abandono escolar.
Orientação Vocacional: 14 ou 15 anos é a idade média de um aluno que alcança o 9º ano de escolaridade, tendo transitado todos os anos de seguida. Aqui coloca-se a questão de saber se o jovem vai ou não continuar os estudos, de saber se os projectos nas escolas surtiram algum efeito.Muitos destes jovens, terminam o 9º ano e mesmo que queiram continuar a estudar, muitas vezes não sabem que área escolher. Para isso, a CMS põe à disposição dos alunos do 3º Ciclo e do Secundário, uma psicóloga e uma psicopedagoga, que ajudam estes jovens na decisão da sua orientação vocacional. Com testes psicotécnicos, conversas e informação, pretende-se que o aluno não se sinta só quando tem de decidir o seu futuro. De acordo com os dados cedidos pela CMS, aderem por ano a este projecto de orientação vocacional, cerca de 300 estudantes. Os que não recorrem a este apoio, decidem sozinhos qual a área a escolher, outros contam com a ajuda de familiares e amigos, mas muitos continuam simplesmente a desistir.
“Apesar da definição desta estratégia, com os vários processos em curso, o concelho de Sesimbra tem uma taxa de abandono escolar de 10 a 15%”, uma taxa que a Vice-Presidente da Câmara Felícia Costa, pretende diminuir nos próximos anos.
Ana Filipe
C om o fim do Verão e o início das aulas põe-se a questão de quantos alunos não vão regressar às escolas este ano. O insucesso escolar e consequente abandono dos estudos, é uma realidade que afecta todo o país, e o concelho de Sesimbra, não é excepção.
Em Portugal, o ensino é obrigatório até ao 9º ano de escolaridade, ano este de transição para muitos jovens que preferem trabalhar a continuar os estudos.Para tentar inverter esta situação e chamar os alunos de volta às escolas, a Câmara Municipal de Sesimbra (CMS) tem realizado diversos projectos. “Nos Trilhos do Desafio” é um deles, exactamente com o objectivo de prevenir o abandono escolar. A ser executado nas Escolas Navegador Rodrigues Soromenho (antigo Costa Marques) e 2/3 de Santana, o programa é o resultado de parcerias entre a CMS, a Cercizimbra, as Escolas, a Segurança Social e o Centro de Formação de Professores das Escolas de Sesimbra.
A fornecer apoio a alunos e famílias – parte decisiva e decisora na escolha dos mais jovens – trabalham duas psicólogas (a quem cabe a tarefa de orientar psicologicamente os participantes e ajudar na escolha de uma formação específica) e três monitores (responsáveis pela realização de ateliers de animação). Por ano, este projecto conta com uma média de 50 participantes, um número ainda assim reduzido para os objectivos da CMS.
Uma das principais causas de abandono escolar em Portugal, é a necessidade dos jovens terem de trabalhar para poderem ajudar os pais no sustento da família. Em Sesimbra, e embora existam motivações familiares e sociais, a maior parte dos casos de abandono relaciona-se simplesmente com a desmotivação e falta de gosto pelos estudos.Para Felícia Costa, Vice-Presidente da CMS e vereadora da Educação, “o abandono e o insucesso escolar não se combate apenas com uma medida”, e por isso há que atacar o problema na sua raiz, isto é, antes dos alunos decidirem sair da escola.
Tornar a instituição escolar um local apelativo e não apenas uma obrigação, é a finalidade dos programas GISC e PIPA, onde “o risco de abandono é combatido através de uma componente lúdica, que tem tudo para resultar”, afirma a Vice-Presidente.
O projecto GISC, disponível a todos os alunos do 3º Ciclo e Ensino Secundário, pretende promover estilos de vida saudáveis, enquanto o projecto PIPA, visa através da expressão artística, despertar o interesse dos alunos pela escola. Reduzir o abandono escolar passa, na opinião de Felícia Costa, por “mudar a representação que os alunos têm da escola”, ou seja, que os jovens gostem de ir às aulas e das actividades realizadas dentro e fora delas. Para isso “é necessária a participação dos professores” e que esse gosto seja incutido desde cedo.Na escolas do 1º Ciclo, nº 2 de Santana e nº 3 da Quinta do Conde, prevenir os comportamentos violentos entre os alunos e evitar que se tornem possíveis desistentes escolares no futuro, é o que tentam dois técnicos de desporto, uma supervisora técnica e uma psicóloga. Mas se o gosto pelos estudos é habitualmente decidido nos primeiros anos, o trabalho deve ser continuado nos ciclos seguintes, por isso cerca de 20 professores apoiados por uma psicóloga têm nos últimos anos explorado, nas escolas de 2º e 3º ciclos e nos ATL’s do concelho, o desenvolvimento de competências sociais e pessoais como forma de prevenir comportamentos de risco e desviantes, muitas vezes associados ao insucesso e consequente abandono escolar.
Orientação Vocacional: 14 ou 15 anos é a idade média de um aluno que alcança o 9º ano de escolaridade, tendo transitado todos os anos de seguida. Aqui coloca-se a questão de saber se o jovem vai ou não continuar os estudos, de saber se os projectos nas escolas surtiram algum efeito.Muitos destes jovens, terminam o 9º ano e mesmo que queiram continuar a estudar, muitas vezes não sabem que área escolher. Para isso, a CMS põe à disposição dos alunos do 3º Ciclo e do Secundário, uma psicóloga e uma psicopedagoga, que ajudam estes jovens na decisão da sua orientação vocacional. Com testes psicotécnicos, conversas e informação, pretende-se que o aluno não se sinta só quando tem de decidir o seu futuro. De acordo com os dados cedidos pela CMS, aderem por ano a este projecto de orientação vocacional, cerca de 300 estudantes. Os que não recorrem a este apoio, decidem sozinhos qual a área a escolher, outros contam com a ajuda de familiares e amigos, mas muitos continuam simplesmente a desistir.
“Apesar da definição desta estratégia, com os vários processos em curso, o concelho de Sesimbra tem uma taxa de abandono escolar de 10 a 15%”, uma taxa que a Vice-Presidente da Câmara Felícia Costa, pretende diminuir nos próximos anos.
Ana Filipe
PJ investiga homicídio durante assalto a supermercado da Carrasqueira
Jornal "Diário de Notícias", 28 de Agosto de 2006
A Polícia judiciária está a investigar o homicídio de um homem de 35 anos que ocorreu cerca das 22:00 de sábado, durante um assalto ao supermercado Plus na Carrasqueira, em Sesimbra, disse hoje à Lusa fonte policial.
O assalto ocorreu uma hora depois do encerramento do supermercado Plus da Carrasqueira, junto à EN 378, quando três encapuzados irromperam no estabelecimento, surpreendendo os funcionários que procediam às últimas arrumações.
Segundo o director de expansão das Lojas Plus, João Brás Teixeira, os assaltantes fizeram refém o funcionário da cafetaria, exigiram-lhe que abrisse o cofre da loja e acabaram por atingi-lo mortalmente.
"O funcionário da cafetaria, que está concessionada, terá explicado que não tinha forma de abrir o cofre porque não tinha os códigos e acabou por ser atingido mortalmente com um tiro na cabeça", disse João Brás Teixeira.
A vítima ainda foi transportada ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.Os três assaltantes, que levaram apenas uma pequena quantia em euros, fugiram numa viatura conduzida por um quarto indivíduo que os aguardava no exterior.
A Polícia judiciária está a investigar o homicídio de um homem de 35 anos que ocorreu cerca das 22:00 de sábado, durante um assalto ao supermercado Plus na Carrasqueira, em Sesimbra, disse hoje à Lusa fonte policial.
O assalto ocorreu uma hora depois do encerramento do supermercado Plus da Carrasqueira, junto à EN 378, quando três encapuzados irromperam no estabelecimento, surpreendendo os funcionários que procediam às últimas arrumações.
Segundo o director de expansão das Lojas Plus, João Brás Teixeira, os assaltantes fizeram refém o funcionário da cafetaria, exigiram-lhe que abrisse o cofre da loja e acabaram por atingi-lo mortalmente.
"O funcionário da cafetaria, que está concessionada, terá explicado que não tinha forma de abrir o cofre porque não tinha os códigos e acabou por ser atingido mortalmente com um tiro na cabeça", disse João Brás Teixeira.
A vítima ainda foi transportada ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.Os três assaltantes, que levaram apenas uma pequena quantia em euros, fugiram numa viatura conduzida por um quarto indivíduo que os aguardava no exterior.
Restrições à pesca vão aumentar na Arrábida
Jornal "Público", 23 de Agosto de 2006
As restrições à pesca no mar da Arrábida entram hoje numa nova fase, um ano depois da publicação do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA).
A partir de agora, a zona de protecção parcial passa a "total", o que significa que só será possível pescar a mais de um quarto de milha (463 metros) de distância da costa e, no caso especial da pesca à linha, a mais de 200 metros da costa.
João Lopes, dirigente da Associação dos Armadores de Pesca do Centro e Sul, continua a manifestar-se contra as restrições - ainda que faseadas - e repete que muitos dos cerca de 300 pescadores de Sesimbra serão "forçados" a abandonar a actividade. Neste primeiro ano de vigência do plano, os pescadores ainda estavam autorizados a pescar em toda a costa da Arrábida, ao contrário da náutica de recreio, que só está autorizada a navegar para além de um quarto de milha.Esta é, aliás, uma das razões que levaram as associações do sector a convocar uma manifestação para o próximo sábado. Representantes da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, do Clube Naval de Sesimbra, do Clube Naval Setubalense, empresas do sector náutico, utentes da náutica de recreio e pescadores vão protestar contra as "regras absurdas e prepotentes" do plano de ordenamento da Arrábida.
Numa reunião realizada na semana passada na secretaria de Estado do Ambiente, João Lopes exigiu "medidas de compensação" para fazer face aos "prejuízos" causados aos profissionais do mar pelo POPNA, embora não tenha recebido qualquer garantia nesse sentido. Ainda de acordo com este representante dos pescadores, o Governo propôs a sua participação num "grupo de trabalho" para avaliar os impactos ambientais e sociais do regulamento. "Tudo bem, concordamos, mas este grupo de trabalho devia ter sido criado antes da definição das regras", acusa João Lopes.
As restrições à pesca no mar da Arrábida entram hoje numa nova fase, um ano depois da publicação do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA).
A partir de agora, a zona de protecção parcial passa a "total", o que significa que só será possível pescar a mais de um quarto de milha (463 metros) de distância da costa e, no caso especial da pesca à linha, a mais de 200 metros da costa.
João Lopes, dirigente da Associação dos Armadores de Pesca do Centro e Sul, continua a manifestar-se contra as restrições - ainda que faseadas - e repete que muitos dos cerca de 300 pescadores de Sesimbra serão "forçados" a abandonar a actividade. Neste primeiro ano de vigência do plano, os pescadores ainda estavam autorizados a pescar em toda a costa da Arrábida, ao contrário da náutica de recreio, que só está autorizada a navegar para além de um quarto de milha.Esta é, aliás, uma das razões que levaram as associações do sector a convocar uma manifestação para o próximo sábado. Representantes da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, do Clube Naval de Sesimbra, do Clube Naval Setubalense, empresas do sector náutico, utentes da náutica de recreio e pescadores vão protestar contra as "regras absurdas e prepotentes" do plano de ordenamento da Arrábida.
Numa reunião realizada na semana passada na secretaria de Estado do Ambiente, João Lopes exigiu "medidas de compensação" para fazer face aos "prejuízos" causados aos profissionais do mar pelo POPNA, embora não tenha recebido qualquer garantia nesse sentido. Ainda de acordo com este representante dos pescadores, o Governo propôs a sua participação num "grupo de trabalho" para avaliar os impactos ambientais e sociais do regulamento. "Tudo bem, concordamos, mas este grupo de trabalho devia ter sido criado antes da definição das regras", acusa João Lopes.
Passar pela Arrábida em férias
Jornal “Diário de Notícias”, 8 de Agosto de 2006
Miguel e Rodrigo sobem a ladeira que vai do convento ao cimo da serra e procuram um novo trilho para o regresso a Azeitão. Ainda não é meio-dia e já levam uma hora e meia de caminho. "Estamos a ver se fazemos melhor tempo para lá." Vão equipados conforme as regras de um caminheiro actual, mas não chega para enfrentar os 40 graus que dizem estar na Arrábida. Não há termómetro, mas são altos os indicadores que medem a sede e o suor.
São do Barreiro, estão a passar férias em Vila Nogueira de Azeitão e sempre que podem vão para a Arrábida. Caminhar ou fazer escalada no paredão entre a praia do Creio e o Portinho. Rodrigo fala do silêncio, do cantar dos pássaros que se ouve em contraste com o ruído que vem da praia. Miguel diz que se vêem raposas na mata. Pisam a estrada onde Pedro escreveu que ama Rosa e passa por eles muita gente de carro. Um grupo de ciclistas de Setúbal faz uma pausa no reconhecimento da serra para uma prova no próximo fim-de-semana, mas Miguel e Rodrigo são os únicos caminhantes que se avistam numa Arrábida cheia junto ao mar.
Cortada ao trânsito a estrada entre o Outão e o Portinho, a multidão fixa-se nas praias mais próximas de Setúbal. No parque de merendas não há sombra que sobre e há quem durma em cima de uma manta, apesar do barulho do gerador no bar onde há filas para uma água que fica mesmo ao lado, da criança que chora porque não foi com as outras brincar na água do rio que corre verde, do cão que ladra a quem não conhece, e não conhece quase ninguém. É hora de almoço e cheira a frango assado e a sardinha. Carne e peixe assam no mesmo assador e ninguém protesta com a mistura. No lavadouro, tão ou mais comunitário, lavam-se tomates para a salada e a louça de quem já almoçou. De cima, isso não se adivinha. Apenas se sabe da multidão que ocupou até as três ilhas em frente, formadas na maré vazia e sõ acessíveis de barco. De cima, do sítio onde passam os caminheiros e pára agora uma roulotte, vê-se a serra ao domingo, um serpentear de carros que se dilui à medida que a estrada avança para oeste e as praias vão ficando menos acessíveis a quem vai de quatro rodas.
É domingo na Arrábida. Cá em baixo, há gente de calções, de fato de mergulho e fugitivos de um casamento em Azeitão. Estacionaram o Mercedes enfeitado de tule e seguem a pé para ver o mar do Portinho. Vão de gravata e de cetim.
Miguel e Rodrigo sobem a ladeira que vai do convento ao cimo da serra e procuram um novo trilho para o regresso a Azeitão. Ainda não é meio-dia e já levam uma hora e meia de caminho. "Estamos a ver se fazemos melhor tempo para lá." Vão equipados conforme as regras de um caminheiro actual, mas não chega para enfrentar os 40 graus que dizem estar na Arrábida. Não há termómetro, mas são altos os indicadores que medem a sede e o suor.
São do Barreiro, estão a passar férias em Vila Nogueira de Azeitão e sempre que podem vão para a Arrábida. Caminhar ou fazer escalada no paredão entre a praia do Creio e o Portinho. Rodrigo fala do silêncio, do cantar dos pássaros que se ouve em contraste com o ruído que vem da praia. Miguel diz que se vêem raposas na mata. Pisam a estrada onde Pedro escreveu que ama Rosa e passa por eles muita gente de carro. Um grupo de ciclistas de Setúbal faz uma pausa no reconhecimento da serra para uma prova no próximo fim-de-semana, mas Miguel e Rodrigo são os únicos caminhantes que se avistam numa Arrábida cheia junto ao mar.
Cortada ao trânsito a estrada entre o Outão e o Portinho, a multidão fixa-se nas praias mais próximas de Setúbal. No parque de merendas não há sombra que sobre e há quem durma em cima de uma manta, apesar do barulho do gerador no bar onde há filas para uma água que fica mesmo ao lado, da criança que chora porque não foi com as outras brincar na água do rio que corre verde, do cão que ladra a quem não conhece, e não conhece quase ninguém. É hora de almoço e cheira a frango assado e a sardinha. Carne e peixe assam no mesmo assador e ninguém protesta com a mistura. No lavadouro, tão ou mais comunitário, lavam-se tomates para a salada e a louça de quem já almoçou. De cima, isso não se adivinha. Apenas se sabe da multidão que ocupou até as três ilhas em frente, formadas na maré vazia e sõ acessíveis de barco. De cima, do sítio onde passam os caminheiros e pára agora uma roulotte, vê-se a serra ao domingo, um serpentear de carros que se dilui à medida que a estrada avança para oeste e as praias vão ficando menos acessíveis a quem vai de quatro rodas.
É domingo na Arrábida. Cá em baixo, há gente de calções, de fato de mergulho e fugitivos de um casamento em Azeitão. Estacionaram o Mercedes enfeitado de tule e seguem a pé para ver o mar do Portinho. Vão de gravata e de cetim.
“Vertigem Azul” de Carlos Sargedas
“Jornal de Sesimbra, 28 de Julho de 2006
Jornal de Sesimbra - Porquê o título “Vertigem Azul”?
Carlos Sargedas – “O “Vertigem Azul” representa aquela sensação de quem está pendurado num helicóptero a cerca de 300/400 metros de altura, é o que tem, é uma vertigem azul sobre este mar lindíssimo que é a costa da Arrábida. E foi o sentimento que eu tive a primeira vez que sobrevoei toda a zona e a melhor forma de descrever esse sentimento foi atribuir esse nome ao trabalho”.
J.S. – Depois de oito anos a trabalhar para terceiros, surge finalmente uma edição própria. Foram necessários oito anos para idealizar este livro?
C.S – “Não, este livro poderia estar pronto há mais tempo, há cerca de três anos o livro estava praticamente pronto mas foi nessa altura que Sesimbra sofreu uma transformação tal que me fez pensar que dentro de poucos meses as fotos estariam completamente desactualizadas. Então decidi esperar (… ) Por exemplo, posso adiantar que a primeira foto constante no livro tem oito anos e a ultima foi tirada duas semanas antes do lançamento. Por entre gruas e guindastes era difícil encontrar uma boa perspectiva de fotografia e, por isso, esperei tanto tempo”.
J.S. – Esta é a altura ideal para lançar “Vertigem Azul”?
C.S. – “É, é a altura ideal porque acredito efectivamente que a autarquia e a própria comunidade sesimbrense estão empenhadas na vertente turística. Este é um livro para turistas, não só os nacionais mas também os internacionais. Estamos cada vez com maior afluência de visitantes que vão apreciar este livro e poderão partir à descoberta dos locais referenciados no mesmo”.
J.S. – Sem qualquer tipo de apoio, e tendo consciência do suporte financeiro necessário para a elaboração de um trabalho desta envergadura, como é que conseguiu concretizar este projecto? C.S. - “Eu faço fotografia aérea já há muitos anos, nomeadamente de obras e grandes construções, e tenho uma parceria com uma das empresas de helicópteros com a qual eu trabalho e quando eu necessitava fotografar, o cliente com o qual eu trabalhava adjudicava o helicóptero durante duas ou três horas e eu pagava apenas o excesso desse trabalho. Ou seja, saindo de Tires até Sesimbra, ida e volta que é cerca de hora e meia, custava mais de mil euros. Se eu quisesse fotografar para mim, a título particular, iria pagar uma série de transferes que eram impraticáveis e utilizando o espaço que eu tinha, a mais, do cliente final, paguei valores um pouco mais acessíveis”. Infelizmente houveram alturas em que não havia trabalhos para clientes e eu tive que pagar algumas vezes mais de dois mil euros para tirar duas ou três fotografias. A acrescentar a tudo isto é de salientar que as fotografias são momentos, ou acontecem naquela hora, ou passou, (…) se eu às oito da manhã via o sol de determinada feição já sabia que à tarde a luz seria a perfeita para captar uma imagem impressionante. Por isso é que é caro, tem de ser no momento exacto”.
J.S. – O que podemos encontrar nesta “Vertigem Azul”?
C.S. – Eu tentei transmitir a paixão que tenho por toda esta costa. É das costas mais bonitas deste país. Além disso, é importante dar conta da luminosidade e transparência desta costa que tem sido a eleita por produtores e fotógrafos de todo o mundo. Nós temos uma costa belíssima mas, principalmente, com uma luz que não há em mais lado nenhum. Estas águas transparentes, translúcidas, fazem um reflexo de cor que não há em sitio algum. (…) Isto, como digo no livro, é uma paleta de cores (…).Este é um livro de fotografia e por isso não irá ter textos explicativos a acompanhar as mais de 150 imagens e terá apenas um índice final indicativo da zona a que se refere cada fotografia. As pessoas têm que se maravilhar com as fotos…”
J.S. – Sendo mais um acréscimo nos custos da elaboração deste trabalho, ainda se propõe a fazê-lo acompanhar por um DVD. Qual é o objectivo?
C.S. – “Quando eu faço workshops nas escolas eu faço sempre um desafio à maior parte das crianças (…) quase toda a gente fotografa, a maioria mal, mas é importante fazer as pessoas entenderem que a melhor imagem surge quando menos se espera e não quando temos o local e o tempo perfeitos para que isso ocorra. Eu faço sempre os miúdos pegarem num vídeo, de natureza, documentário, particular ou o que quer que seja e sugiro-lhes que fotografem com esse vídeo. É só, na altura exacta, parar e fazer pausa. (…) Este DVD é todo o preenchimento visual desta área da costa e que, no fundo, representa todo o meu trabalho que é, nada mais, nada menos, a procura do momento. (…) Este vídeo pretende, por outro lado, tentar preencher parte de uma das lacunas da vila que é não ter um vídeo promocional.
J.S – Onde podemos encontrar este livro?
C.S. – “Para já só estará disponível no meu estabelecimento e em mais dois ou três em Sesimbra, é um livro caro mas que compensa o valor. Tendo em conta que cada foto que está no livro ronda os 100 euros, estão lá 150 fotos (….) O livro custa cerca de 60 euros. Não penso que seja despropositado, pelo contrário. Mas para já “Vertigem Azul” não vai estar muito visível a nível de mercado”.
As grandes diferenças geológicas entre a Arriba Fóssil da Costa da Caparica, atravessando os Planaltos e grandes falésias do Cabo Espichel, passando pela “grandiosa” Serra da Arrábida e Serra do Risco até à Península de Tróia acabando nos Pântanos do Estuário do Sado são apenas alguns dos temas salientados, num registo fotográfico, neste trabalho de Carlos Sargedas. O livro conta com um texto explicativo do Dr Paulo Caetano, da Universidade nova de Lisboa, cujo objectivo é proporcionar aos leitores uma associação de ideias e lógicas face às imagens que constam no “Vertigem Azul”. O prefácio da obra é da responsabilidade do Vice-presidente da Região de Turismo da Costa Azul, Ezequiel Lino e da Directora do Parque natural da Arrábida, Madalena Sampaio.
Jornal de Sesimbra - Porquê o título “Vertigem Azul”?
Carlos Sargedas – “O “Vertigem Azul” representa aquela sensação de quem está pendurado num helicóptero a cerca de 300/400 metros de altura, é o que tem, é uma vertigem azul sobre este mar lindíssimo que é a costa da Arrábida. E foi o sentimento que eu tive a primeira vez que sobrevoei toda a zona e a melhor forma de descrever esse sentimento foi atribuir esse nome ao trabalho”.
J.S. – Depois de oito anos a trabalhar para terceiros, surge finalmente uma edição própria. Foram necessários oito anos para idealizar este livro?
C.S – “Não, este livro poderia estar pronto há mais tempo, há cerca de três anos o livro estava praticamente pronto mas foi nessa altura que Sesimbra sofreu uma transformação tal que me fez pensar que dentro de poucos meses as fotos estariam completamente desactualizadas. Então decidi esperar (… ) Por exemplo, posso adiantar que a primeira foto constante no livro tem oito anos e a ultima foi tirada duas semanas antes do lançamento. Por entre gruas e guindastes era difícil encontrar uma boa perspectiva de fotografia e, por isso, esperei tanto tempo”.
J.S. – Esta é a altura ideal para lançar “Vertigem Azul”?
C.S. – “É, é a altura ideal porque acredito efectivamente que a autarquia e a própria comunidade sesimbrense estão empenhadas na vertente turística. Este é um livro para turistas, não só os nacionais mas também os internacionais. Estamos cada vez com maior afluência de visitantes que vão apreciar este livro e poderão partir à descoberta dos locais referenciados no mesmo”.
J.S. – Sem qualquer tipo de apoio, e tendo consciência do suporte financeiro necessário para a elaboração de um trabalho desta envergadura, como é que conseguiu concretizar este projecto? C.S. - “Eu faço fotografia aérea já há muitos anos, nomeadamente de obras e grandes construções, e tenho uma parceria com uma das empresas de helicópteros com a qual eu trabalho e quando eu necessitava fotografar, o cliente com o qual eu trabalhava adjudicava o helicóptero durante duas ou três horas e eu pagava apenas o excesso desse trabalho. Ou seja, saindo de Tires até Sesimbra, ida e volta que é cerca de hora e meia, custava mais de mil euros. Se eu quisesse fotografar para mim, a título particular, iria pagar uma série de transferes que eram impraticáveis e utilizando o espaço que eu tinha, a mais, do cliente final, paguei valores um pouco mais acessíveis”. Infelizmente houveram alturas em que não havia trabalhos para clientes e eu tive que pagar algumas vezes mais de dois mil euros para tirar duas ou três fotografias. A acrescentar a tudo isto é de salientar que as fotografias são momentos, ou acontecem naquela hora, ou passou, (…) se eu às oito da manhã via o sol de determinada feição já sabia que à tarde a luz seria a perfeita para captar uma imagem impressionante. Por isso é que é caro, tem de ser no momento exacto”.
J.S. – O que podemos encontrar nesta “Vertigem Azul”?
C.S. – Eu tentei transmitir a paixão que tenho por toda esta costa. É das costas mais bonitas deste país. Além disso, é importante dar conta da luminosidade e transparência desta costa que tem sido a eleita por produtores e fotógrafos de todo o mundo. Nós temos uma costa belíssima mas, principalmente, com uma luz que não há em mais lado nenhum. Estas águas transparentes, translúcidas, fazem um reflexo de cor que não há em sitio algum. (…) Isto, como digo no livro, é uma paleta de cores (…).Este é um livro de fotografia e por isso não irá ter textos explicativos a acompanhar as mais de 150 imagens e terá apenas um índice final indicativo da zona a que se refere cada fotografia. As pessoas têm que se maravilhar com as fotos…”
J.S. – Sendo mais um acréscimo nos custos da elaboração deste trabalho, ainda se propõe a fazê-lo acompanhar por um DVD. Qual é o objectivo?
C.S. – “Quando eu faço workshops nas escolas eu faço sempre um desafio à maior parte das crianças (…) quase toda a gente fotografa, a maioria mal, mas é importante fazer as pessoas entenderem que a melhor imagem surge quando menos se espera e não quando temos o local e o tempo perfeitos para que isso ocorra. Eu faço sempre os miúdos pegarem num vídeo, de natureza, documentário, particular ou o que quer que seja e sugiro-lhes que fotografem com esse vídeo. É só, na altura exacta, parar e fazer pausa. (…) Este DVD é todo o preenchimento visual desta área da costa e que, no fundo, representa todo o meu trabalho que é, nada mais, nada menos, a procura do momento. (…) Este vídeo pretende, por outro lado, tentar preencher parte de uma das lacunas da vila que é não ter um vídeo promocional.
J.S – Onde podemos encontrar este livro?
C.S. – “Para já só estará disponível no meu estabelecimento e em mais dois ou três em Sesimbra, é um livro caro mas que compensa o valor. Tendo em conta que cada foto que está no livro ronda os 100 euros, estão lá 150 fotos (….) O livro custa cerca de 60 euros. Não penso que seja despropositado, pelo contrário. Mas para já “Vertigem Azul” não vai estar muito visível a nível de mercado”.
As grandes diferenças geológicas entre a Arriba Fóssil da Costa da Caparica, atravessando os Planaltos e grandes falésias do Cabo Espichel, passando pela “grandiosa” Serra da Arrábida e Serra do Risco até à Península de Tróia acabando nos Pântanos do Estuário do Sado são apenas alguns dos temas salientados, num registo fotográfico, neste trabalho de Carlos Sargedas. O livro conta com um texto explicativo do Dr Paulo Caetano, da Universidade nova de Lisboa, cujo objectivo é proporcionar aos leitores uma associação de ideias e lógicas face às imagens que constam no “Vertigem Azul”. O prefácio da obra é da responsabilidade do Vice-presidente da Região de Turismo da Costa Azul, Ezequiel Lino e da Directora do Parque natural da Arrábida, Madalena Sampaio.
Luís Baena em Tóquio
Jornal “Diário de Notícias”, 14 de Agosto de 2006
O chefe Luís Baena está a viver um momento particularmente feliz da sua carreira, com o êxito que o seu restaurante Quinta de Catralvos, em Azeitão, está a obter. Fortemente influenciado pelas cozinhas asiáticas, sobretudo pela japonesa, tendo já trabalhado em hotéis de Hong Kong e Macau, ele não perde oportunidade para ir até ao Oriente, estando agora em Tóquio, no restaurante Victor's, no 22.º andar do Hotel Westin, a apresentar a sua arte.
O Victor's apresenta a cozinha de Luís Baena durante este mês, mas ele deve voltar a Portugal ainda antes do fim do mês. Durante a sua temporada nipónica, Luís Baena aproveitou para estagiar em dois restaurantes bastante importantes , o Mai e o Tsuji, dar aulas de cozinha portuguesa a jornalistas, participar em programas de televisão e ainda dar consultoria à Bunmeido, a maior e mais antiga empresa a fabricar o famoso castella, "descendente" do nosso pão-de-ló.Além da riqueza da sua cozinha, Tóquio também é conhecida por apresentar restaurantes de alguns dos mais prestigiados chefes de cozinha do mundo, caso dos franceses Joel Robuchon, Alain Ducasse (este está no 21.º andar do Westin) e Pierre Gagnaire, ou do britânico Gordon Ramsay . Ou ainda do japonês Nobu um dos principais responsáveis pela "cozinha de fusão" no Ocidente.
Os admiradores de Luís Baena esperam que ele, apesar de ir frequentemente ao Japão, traga de lá novas ideias para aplicar na Quinta de Catralvos, eleito o melhor restaurante português de "cozinha criativa" pelo painel de gastrónomos do DN.E também que traga histórias como esta que contou, por e-mail, ao DN: o famoso chefe catalão Ferran Adrià esteve recentemente a estagiar no Tsuji, que, por sua vez, tem o chefe mais conhecido e respeitado do Japão (tem também um restaurante em Kioto). Em retribuição, Adrià convidou o cozinheiro japonês e a mulher a visitarem o El Bulli, na Catalunha. Só que os pratos que o catalão serviu foram tantos que a mulher do chefe japonês confessa que acabou por adormecer à mesa...
Duarte Calvão
O chefe Luís Baena está a viver um momento particularmente feliz da sua carreira, com o êxito que o seu restaurante Quinta de Catralvos, em Azeitão, está a obter. Fortemente influenciado pelas cozinhas asiáticas, sobretudo pela japonesa, tendo já trabalhado em hotéis de Hong Kong e Macau, ele não perde oportunidade para ir até ao Oriente, estando agora em Tóquio, no restaurante Victor's, no 22.º andar do Hotel Westin, a apresentar a sua arte.
O Victor's apresenta a cozinha de Luís Baena durante este mês, mas ele deve voltar a Portugal ainda antes do fim do mês. Durante a sua temporada nipónica, Luís Baena aproveitou para estagiar em dois restaurantes bastante importantes , o Mai e o Tsuji, dar aulas de cozinha portuguesa a jornalistas, participar em programas de televisão e ainda dar consultoria à Bunmeido, a maior e mais antiga empresa a fabricar o famoso castella, "descendente" do nosso pão-de-ló.Além da riqueza da sua cozinha, Tóquio também é conhecida por apresentar restaurantes de alguns dos mais prestigiados chefes de cozinha do mundo, caso dos franceses Joel Robuchon, Alain Ducasse (este está no 21.º andar do Westin) e Pierre Gagnaire, ou do britânico Gordon Ramsay . Ou ainda do japonês Nobu um dos principais responsáveis pela "cozinha de fusão" no Ocidente.
Os admiradores de Luís Baena esperam que ele, apesar de ir frequentemente ao Japão, traga de lá novas ideias para aplicar na Quinta de Catralvos, eleito o melhor restaurante português de "cozinha criativa" pelo painel de gastrónomos do DN.E também que traga histórias como esta que contou, por e-mail, ao DN: o famoso chefe catalão Ferran Adrià esteve recentemente a estagiar no Tsuji, que, por sua vez, tem o chefe mais conhecido e respeitado do Japão (tem também um restaurante em Kioto). Em retribuição, Adrià convidou o cozinheiro japonês e a mulher a visitarem o El Bulli, na Catalunha. Só que os pratos que o catalão serviu foram tantos que a mulher do chefe japonês confessa que acabou por adormecer à mesa...
Duarte Calvão
segunda-feira
Sesimbra
Jornal “Diário de Notícias”, 6 de Agosto de 2006
No fogareiro de Olegário não há água para domar o lume. As brasas temperam-se com cinza e à paulada, com a ajuda de uma ripa de madeira. Há dez anos que assa peixe e diz que é a coisa que mais adora. Disso e de "sair à noite", mas só no Meco, que "por aqui não há nada", lamenta-se, de garfo na mão e copo de vinho na outra. Olegário gosta de assar peixe mas também gosta da conversa. Apresenta-se como o "marido da filha da dona do restaurante", e todos lhe chamam Gaio. "Poucos sabem por aqui que o meu nome é Olegário António da Rosa", alentejano com muitos anos de mar e mais ainda de Sesimbra.
Chapéu de cowboy, chinelas havainas, uma camisola de alças a vincar a barriga, Olegário, o Gaio, vai virando as sardinhas enquanto lhes gaba a cor. Já virou muitas, "uns milhões de unidades", arrisca com um ar de quem se impressionou até a ele mesmo para depois revelar o que prometera nunca dizer. "O segredo disto está na atenção que se dá ao pêxe", dito assim, suprimindo um 'i' que há-de ir para outro lado qualquer porque Gaio, assador afamado, conversa atropelando palavras, com a mesma agilidade com que vira o peixe para não o queimar. "Este é do bom; p'xinho de'inzol." Agora é o 'i' que vai para o lugar do 'a' e sobram sempre letras em qualquer frase porque Gaio só não se distrai das brasas. O p'xinho a que se refere há-de ser o do seu almoço. "São x'quilhas", outro nome para petinga, uma sardinha pequena, mais saborosa aos paladares treinados.
Gaio assa e há uma fila de gente à espera do seu peixe na tasca junto ao mercado de Sesimbra. "Sesimbra é peixe", dizia um homem no hotel em vésperas de dia de enchente na praia, e sem suspeitar de que aquela era noite de excepção na lota. Uma e outra sem os pregões de antes, mas as duas cheias que nem lata. De gente e de peixe. "De sexta para sábado é raro haver peixe por aqui, mas hoje há peixe a dar com um pau", grita Justino para se fazer ouvir na confusão de peixe e homens, de barcos que chegam e carrinhas que saem carregadas para Lisboa, Setúbal, Almada... Há vendedores à espera para poderem licitar um cabaz de carapau, de sardinha, de cavala ou boga. E há turistas que foram só "ver o movimento". É meia-noite na lota de Sesimbra e só se vê peixe e homens. O Luís Adão chega carregado ao cais. Gruas retiram os contentores e a tripulação de um e do outro apressam-se a separar o peixe "conforme a qualidade", que é como quem diz, a espécie. Sardinhas para um lado, carapau para o outro... Justino distribuiu a atenção entre quem quer vender e os que vão comprar com a sirene a anunciar mercadoria. Os peixeiros tomam posição na bancada. Comando na mão, reagem ao preço-base anunciado ao microfone, depois de verem uma amostra do peixe que cada barco pescou nessa noite. Há um código de conduta a respeitar e aqueles homens conhecem muito bem as regras. "Só se senta aqui quem estiver identificado por um número atribuído pela Docapesca e em troca de uma fiança", explica uma vez mais Justino, que afinal se chama João Manuel e foi jogador de futebol no Varzim, no Paços de Ferreira e no Sesimbra. João Marquês é um desses peixeiros encartados. Há 30 anos que "todas as noites" vai à lota de Sesimbra. Acaba de comprar 500 quilos de sardinha que vai arrumando com muito gelo em caixas de esferovite seguindo depois para o MARL. Há-de estar em Lisboa às duas horas, quando o mercado abrir. Outros ficam ainda, à espera de uma segunda oportunidade. Anunciam-se sobras no Luís Adão e há nova correria à bancada. Quinze cabazes de carapau são postos à venda a um preço-base de dois euros e vendidos a 0,85 a quem carregou primeiro no botão do comando. Ninguém ofereceu mais e em menos de dois segundos o peixe foi arrematado. É uma da manhã e Justino anuncia novo barco para daí a meia hora. "Carregado de cavala", precisa.
O cais já está quase vazio e há peixe espalho por todo o lado. É hora de lavar os barcos que hão-de voltar ao mar quando forem umas três e meia porque a partir das seis voltará a ser hora de ponta no cais. A lota nunca fecha, mas nem sempre é hora de peixe. Depende dos dias, depende do mar. Justino, o ex-jogador, há 26 anos guarda-nocturno da Docapesca, acaba o turno quando forem cinco da madrugada e já não irá comandar as chegadas da manhã. Estará a dormir quando o mercado abrir e há-de ouvir as queixas de Maria Antónia, a peixeira. Deseja a reforma, diz que já houve melhores dias enquanto compõe a montra da sua banca, dando destaque à arruma a pescada d'anzol e à pata-roxa para a caldeirada. Ao lado já há carapau à venda. Custa três euros e meio e consta que veio de Setúbal.
No fogareiro de Olegário não há água para domar o lume. As brasas temperam-se com cinza e à paulada, com a ajuda de uma ripa de madeira. Há dez anos que assa peixe e diz que é a coisa que mais adora. Disso e de "sair à noite", mas só no Meco, que "por aqui não há nada", lamenta-se, de garfo na mão e copo de vinho na outra. Olegário gosta de assar peixe mas também gosta da conversa. Apresenta-se como o "marido da filha da dona do restaurante", e todos lhe chamam Gaio. "Poucos sabem por aqui que o meu nome é Olegário António da Rosa", alentejano com muitos anos de mar e mais ainda de Sesimbra.
Chapéu de cowboy, chinelas havainas, uma camisola de alças a vincar a barriga, Olegário, o Gaio, vai virando as sardinhas enquanto lhes gaba a cor. Já virou muitas, "uns milhões de unidades", arrisca com um ar de quem se impressionou até a ele mesmo para depois revelar o que prometera nunca dizer. "O segredo disto está na atenção que se dá ao pêxe", dito assim, suprimindo um 'i' que há-de ir para outro lado qualquer porque Gaio, assador afamado, conversa atropelando palavras, com a mesma agilidade com que vira o peixe para não o queimar. "Este é do bom; p'xinho de'inzol." Agora é o 'i' que vai para o lugar do 'a' e sobram sempre letras em qualquer frase porque Gaio só não se distrai das brasas. O p'xinho a que se refere há-de ser o do seu almoço. "São x'quilhas", outro nome para petinga, uma sardinha pequena, mais saborosa aos paladares treinados.
Gaio assa e há uma fila de gente à espera do seu peixe na tasca junto ao mercado de Sesimbra. "Sesimbra é peixe", dizia um homem no hotel em vésperas de dia de enchente na praia, e sem suspeitar de que aquela era noite de excepção na lota. Uma e outra sem os pregões de antes, mas as duas cheias que nem lata. De gente e de peixe. "De sexta para sábado é raro haver peixe por aqui, mas hoje há peixe a dar com um pau", grita Justino para se fazer ouvir na confusão de peixe e homens, de barcos que chegam e carrinhas que saem carregadas para Lisboa, Setúbal, Almada... Há vendedores à espera para poderem licitar um cabaz de carapau, de sardinha, de cavala ou boga. E há turistas que foram só "ver o movimento". É meia-noite na lota de Sesimbra e só se vê peixe e homens. O Luís Adão chega carregado ao cais. Gruas retiram os contentores e a tripulação de um e do outro apressam-se a separar o peixe "conforme a qualidade", que é como quem diz, a espécie. Sardinhas para um lado, carapau para o outro... Justino distribuiu a atenção entre quem quer vender e os que vão comprar com a sirene a anunciar mercadoria. Os peixeiros tomam posição na bancada. Comando na mão, reagem ao preço-base anunciado ao microfone, depois de verem uma amostra do peixe que cada barco pescou nessa noite. Há um código de conduta a respeitar e aqueles homens conhecem muito bem as regras. "Só se senta aqui quem estiver identificado por um número atribuído pela Docapesca e em troca de uma fiança", explica uma vez mais Justino, que afinal se chama João Manuel e foi jogador de futebol no Varzim, no Paços de Ferreira e no Sesimbra. João Marquês é um desses peixeiros encartados. Há 30 anos que "todas as noites" vai à lota de Sesimbra. Acaba de comprar 500 quilos de sardinha que vai arrumando com muito gelo em caixas de esferovite seguindo depois para o MARL. Há-de estar em Lisboa às duas horas, quando o mercado abrir. Outros ficam ainda, à espera de uma segunda oportunidade. Anunciam-se sobras no Luís Adão e há nova correria à bancada. Quinze cabazes de carapau são postos à venda a um preço-base de dois euros e vendidos a 0,85 a quem carregou primeiro no botão do comando. Ninguém ofereceu mais e em menos de dois segundos o peixe foi arrematado. É uma da manhã e Justino anuncia novo barco para daí a meia hora. "Carregado de cavala", precisa.
O cais já está quase vazio e há peixe espalho por todo o lado. É hora de lavar os barcos que hão-de voltar ao mar quando forem umas três e meia porque a partir das seis voltará a ser hora de ponta no cais. A lota nunca fecha, mas nem sempre é hora de peixe. Depende dos dias, depende do mar. Justino, o ex-jogador, há 26 anos guarda-nocturno da Docapesca, acaba o turno quando forem cinco da madrugada e já não irá comandar as chegadas da manhã. Estará a dormir quando o mercado abrir e há-de ouvir as queixas de Maria Antónia, a peixeira. Deseja a reforma, diz que já houve melhores dias enquanto compõe a montra da sua banca, dando destaque à arruma a pescada d'anzol e à pata-roxa para a caldeirada. Ao lado já há carapau à venda. Custa três euros e meio e consta que veio de Setúbal.
terça-feira
Os melhores restaurantes portugueses
Jornal “Diário de Notícias”, 29 de Julho de 2006
A qualidade e diversidade dos peixes e mariscos portugueses justificou que os restaurantes que melhor os apresentam merecessem uma categoria à parte neste eleição do painel de gastrónomos do DN. Como seria de prever, a dispersão de votos foi muito grande, porque não faltam boas casas nesta categoria. Além disso, quem é que não tem um local favorito, onde servem "os melhores peixes e mariscos do mundo", "fresquíssimos", onde "sabem cozinhá- -los como ninguém".
Entre os muitos mencionados, a maior votação acabou por ser para o Ribamar, em plena marginal de Sesimbra, que recebeu um total de oito pontos, correspondentes a dois primeiros lugares (três pontos por cada) e um segundo (dois pontos). Uma vitória interessante, já que Hélder Chagas, que, juntamente com a sua filha, carrega a tradição desta casa com mais de meio século, não se limita a servir grelhados ou cozidos os magníficos peixes e mariscos que compra a pescadores da região, mas também elabora receitas em que, sem que os sabores se percam, eles mostram outras qualidades .
Em segundo lugar, com seis pontos (correspondentes a um primeiro, um segundo e um terceiro lugar), a típica Cervejaria Ramiro, em Lisboa, que conta com uma multidão de fanáticos que lá vão atraídos pela qualidade dos produtos, servidos de forma simples e a bons preços.
Por fim, para a eleição do terceiro, recorreu-se a um critério de desempate, já que os vizinhos Porto de Santa Maria e Mar do Inferno tiveram a mesma pontuação: quatro pontos. Porém, como o primeiro recebeu mais menções dos membros do painel (um segundo e dois terceiros), contra apenas duas do Mar do Inferno (dois segundos), foi ele que subiu ao pódio.
De salientar que, fora os já mencionados, nenhum outro restaurante teve mais do que uma referência dos jurados. Por um lado é bom, porque há mais sugestões para os leitores. No próximo sábado, há mais.
Duarte Calvão
A qualidade e diversidade dos peixes e mariscos portugueses justificou que os restaurantes que melhor os apresentam merecessem uma categoria à parte neste eleição do painel de gastrónomos do DN. Como seria de prever, a dispersão de votos foi muito grande, porque não faltam boas casas nesta categoria. Além disso, quem é que não tem um local favorito, onde servem "os melhores peixes e mariscos do mundo", "fresquíssimos", onde "sabem cozinhá- -los como ninguém".
Entre os muitos mencionados, a maior votação acabou por ser para o Ribamar, em plena marginal de Sesimbra, que recebeu um total de oito pontos, correspondentes a dois primeiros lugares (três pontos por cada) e um segundo (dois pontos). Uma vitória interessante, já que Hélder Chagas, que, juntamente com a sua filha, carrega a tradição desta casa com mais de meio século, não se limita a servir grelhados ou cozidos os magníficos peixes e mariscos que compra a pescadores da região, mas também elabora receitas em que, sem que os sabores se percam, eles mostram outras qualidades .
Em segundo lugar, com seis pontos (correspondentes a um primeiro, um segundo e um terceiro lugar), a típica Cervejaria Ramiro, em Lisboa, que conta com uma multidão de fanáticos que lá vão atraídos pela qualidade dos produtos, servidos de forma simples e a bons preços.
Por fim, para a eleição do terceiro, recorreu-se a um critério de desempate, já que os vizinhos Porto de Santa Maria e Mar do Inferno tiveram a mesma pontuação: quatro pontos. Porém, como o primeiro recebeu mais menções dos membros do painel (um segundo e dois terceiros), contra apenas duas do Mar do Inferno (dois segundos), foi ele que subiu ao pódio.
De salientar que, fora os já mencionados, nenhum outro restaurante teve mais do que uma referência dos jurados. Por um lado é bom, porque há mais sugestões para os leitores. No próximo sábado, há mais.
Duarte Calvão
Gama de férias em Sesimbra
Jornal “Correio da Manhã”, 30 de Julho de 2006
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, estará de férias durante todo o mês de Agosto, a maior parte do tempo na sua casa de Sesimbra. Mas, de acordo com o seu gabinete, é provável que dê ainda um salto aos Açores, de onde é originário.
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, tirará férias também durante o mês de Agosto, com destino à Galiza depois de ter estado nas praias de Moledo do Minho, onde facilmente se cruzará com o presidente da bancada do CDS, Nuno Melo, que também escolheu Moledo para gozar férias. Neste grupo parlamentar a maioria irá a banhos para o Algarve.Já o líder da bancada do PSD, Marques Guedes, parte terça-feira com a família para o Alentejo, região escolhida igualmente pelo presidente da bancada comunista, Bernardino Soares, que passará ainda uma parte do período de descanso no Sul de Espanha.
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, estará de férias durante todo o mês de Agosto, a maior parte do tempo na sua casa de Sesimbra. Mas, de acordo com o seu gabinete, é provável que dê ainda um salto aos Açores, de onde é originário.
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, tirará férias também durante o mês de Agosto, com destino à Galiza depois de ter estado nas praias de Moledo do Minho, onde facilmente se cruzará com o presidente da bancada do CDS, Nuno Melo, que também escolheu Moledo para gozar férias. Neste grupo parlamentar a maioria irá a banhos para o Algarve.Já o líder da bancada do PSD, Marques Guedes, parte terça-feira com a família para o Alentejo, região escolhida igualmente pelo presidente da bancada comunista, Bernardino Soares, que passará ainda uma parte do período de descanso no Sul de Espanha.
segunda-feira
Golfe: Europeu de Sub-18 na Suécia
Jornal “Record”, 12 de Julho de 2006
A selecção portuguesa classificou-se hoje no 12.º lugar, entre 20 nações, na primeira fase do campeonato da Europa de equipas sub-18, que decorre até sábado no "Old Course" do Bokskogens Golf Club, nos arredores de Malmoe, na Suécia. A equipa "anfitriã" foi a vencedora em "stroke play", o formato que serviu para agrupar as equipas para a fase seguinte, a disputar em "match play". Portugal ocupava o quarto lugar após a primeira jornada, "ex- aequo" com a Noruega, o que lhe abria as portas do primeiro 'flight', reservado aos oito primeiros classificados. No entanto, na segunda volta a pressão falou mais alto e os golfistas nacionais não evitaram a queda na tabela, falhando os quartos-de-final por apenas quatro "shots", ao totalizarem um agregado de +41 para +37 da Holanda, oitava classificada e detentora do título.
O resultado é obtido ao somar-se os cinco melhores resultados de cada sexteto: o agregado de terça-feira tinha sido de 376 pancadas (16 acima do par do campo), enquanto o de hoje foi de 385 (+25), para um total de 761 (+41). Na selecção portuguesa, o destaque vai para Pedro Figueiredo, de apenas 15 anos, que hoje marcou 72, depois do 71 de terça-feira, para um total de 143 (-1 par), que o colocam na posição de melhor jogador da prova a nível individual, juntamente com o espanhol Luís Garcia del Moral, o sueco Robin Wingarth e o belga Joanne Hughesl.
Mais um bom resultado do jovem de Azeitão, pouco mais de um mês depois de ter sido vice-campeão do Campeonato Internacional Júnior de Espanha, na Andaluzia, também para golfistas sub-18.
As nações apuradas para os quartos-de-final são, por esta ordem, Suécia (+13), Noruega (+19), Espanha (+25), Escócia (+26), Bélgica (+28), França (+36) e Holanda (+37).
A selecção portuguesa classificou-se hoje no 12.º lugar, entre 20 nações, na primeira fase do campeonato da Europa de equipas sub-18, que decorre até sábado no "Old Course" do Bokskogens Golf Club, nos arredores de Malmoe, na Suécia. A equipa "anfitriã" foi a vencedora em "stroke play", o formato que serviu para agrupar as equipas para a fase seguinte, a disputar em "match play". Portugal ocupava o quarto lugar após a primeira jornada, "ex- aequo" com a Noruega, o que lhe abria as portas do primeiro 'flight', reservado aos oito primeiros classificados. No entanto, na segunda volta a pressão falou mais alto e os golfistas nacionais não evitaram a queda na tabela, falhando os quartos-de-final por apenas quatro "shots", ao totalizarem um agregado de +41 para +37 da Holanda, oitava classificada e detentora do título.
O resultado é obtido ao somar-se os cinco melhores resultados de cada sexteto: o agregado de terça-feira tinha sido de 376 pancadas (16 acima do par do campo), enquanto o de hoje foi de 385 (+25), para um total de 761 (+41). Na selecção portuguesa, o destaque vai para Pedro Figueiredo, de apenas 15 anos, que hoje marcou 72, depois do 71 de terça-feira, para um total de 143 (-1 par), que o colocam na posição de melhor jogador da prova a nível individual, juntamente com o espanhol Luís Garcia del Moral, o sueco Robin Wingarth e o belga Joanne Hughesl.
Mais um bom resultado do jovem de Azeitão, pouco mais de um mês depois de ter sido vice-campeão do Campeonato Internacional Júnior de Espanha, na Andaluzia, também para golfistas sub-18.
As nações apuradas para os quartos-de-final são, por esta ordem, Suécia (+13), Noruega (+19), Espanha (+25), Escócia (+26), Bélgica (+28), França (+36) e Holanda (+37).
quinta-feira
Ministra inaugura exposição na festa de Joe Berardo
Jornal "Primeiro de Janeiro", 21 de Junho de 2006
A Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima inaugura hoje uma exposição de fotografia de Manuel Freitas de Jesus e de José Diogo de Freitas, no âmbito da Festa de Verão da Bacalhôa, Vinhos de Portugal, promovida pelo Comendador José Berardo, na Quinta da Bassaqueira, em Azeitão.
Durante o evento, Joe Berardo vai dar a conhecer melhor o seu ambicioso projecto de construir o maior jardim asiático na Europa, enriquecido com centenas de peças de arte, nomeadamente, mais de trezentas estátuas em mármore e granito e três pagodes. Trata-se de um espaço oriental, com 75 hectares, na Quinta dos Loridos, no Bombarral.
O anfitrião vai proceder à entrega de donativos à Liga Portuguesa contra o Cancro e para a Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.
A Ministra da Cultura Isabel Pires de Lima inaugura hoje uma exposição de fotografia de Manuel Freitas de Jesus e de José Diogo de Freitas, no âmbito da Festa de Verão da Bacalhôa, Vinhos de Portugal, promovida pelo Comendador José Berardo, na Quinta da Bassaqueira, em Azeitão.
Durante o evento, Joe Berardo vai dar a conhecer melhor o seu ambicioso projecto de construir o maior jardim asiático na Europa, enriquecido com centenas de peças de arte, nomeadamente, mais de trezentas estátuas em mármore e granito e três pagodes. Trata-se de um espaço oriental, com 75 hectares, na Quinta dos Loridos, no Bombarral.
O anfitrião vai proceder à entrega de donativos à Liga Portuguesa contra o Cancro e para a Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.
Tubarão apanhado em Sesimbra
Jornal "O Sesimbrense", 16 de Junho de 2006
No passado dia 12 de Junho, pelas 5 horas da manhã, a tripulação do “Deusa da Baía” teve uma grande surpresa. Ocupados a colher a caçada, nunca lhes passou pela cabeça que um tubarão anequin rondava ali por perto.
Ao sentirem que algo puxava as redes, atribuíram-no a roazes que tentavam comer a isca; qual não é o espanto dos camaradas quando, de repente, um animal de dimensões imensas rompe as águas pelo lado da popa, num salto que, como alguns descreveram, se assemelhava ao explodir de um vulcão.
Após alguma espera, dedicação e um grande esforço , a tripulação foi capaz de caçar um caçador. Eram algumas as pessoas já reunidas na doca, quando o barco do “Deusa da Baía” atracou, trazendo consigo esta grande pescaria, um animal pescado a cerca de 25 milhas da costa, e que pesava 430 kg (sendo apenas 100 em fígados, tripas e outros).
Ao “Deusa da Baía” votos que de futuro tenham mais surpresas agradáveis e toda a sorte do mundo.
M.ª Madalena Costa
No passado dia 12 de Junho, pelas 5 horas da manhã, a tripulação do “Deusa da Baía” teve uma grande surpresa. Ocupados a colher a caçada, nunca lhes passou pela cabeça que um tubarão anequin rondava ali por perto.
Ao sentirem que algo puxava as redes, atribuíram-no a roazes que tentavam comer a isca; qual não é o espanto dos camaradas quando, de repente, um animal de dimensões imensas rompe as águas pelo lado da popa, num salto que, como alguns descreveram, se assemelhava ao explodir de um vulcão.
Após alguma espera, dedicação e um grande esforço , a tripulação foi capaz de caçar um caçador. Eram algumas as pessoas já reunidas na doca, quando o barco do “Deusa da Baía” atracou, trazendo consigo esta grande pescaria, um animal pescado a cerca de 25 milhas da costa, e que pesava 430 kg (sendo apenas 100 em fígados, tripas e outros).
Ao “Deusa da Baía” votos que de futuro tenham mais surpresas agradáveis e toda a sorte do mundo.
M.ª Madalena Costa
sábado
«Mais Tempo para o Futuro»
"Agência Ecclesia", 10 de Maio de 2006
A Associação Meninos de Oiro, Associação para a defesa dos direitos da Criança de Azeitão e Setúbal, promove dia 15 de Maio a III Conferência Meninos de Oiro, a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
A III Conferência Meninos de Oiro com o tema “Mais tempo para o Futuro” inicia-se às 9h30 e conta com a presença de algumas figuras de relevo no que respeita à defesa dos direitos das crianças: Luís-Villas Boas, director do Refúgio Aboim Ascenção, Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Catalina Pestana, Provedora da Casa Pia de Lisboa, Laurinda Alves, Jornalista, Manuel Pina, Presidente da Unicef. Ao longo deste dia serão debatidos temas relacionados com a falta de tempo que a Sociedade, e muito particularmente a Família, tem para as suas Crianças. Suas causas, suas consequências? Haverá maneira de contornar este problema que atinge toda a sociedade e que se está a tornar dramático? Estaremos nós a hipotecar o Futuro?
A Associação Meninos de Oiro, Associação para a defesa dos direitos da Criança de Azeitão e Setúbal, promove dia 15 de Maio a III Conferência Meninos de Oiro, a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
A III Conferência Meninos de Oiro com o tema “Mais tempo para o Futuro” inicia-se às 9h30 e conta com a presença de algumas figuras de relevo no que respeita à defesa dos direitos das crianças: Luís-Villas Boas, director do Refúgio Aboim Ascenção, Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Catalina Pestana, Provedora da Casa Pia de Lisboa, Laurinda Alves, Jornalista, Manuel Pina, Presidente da Unicef. Ao longo deste dia serão debatidos temas relacionados com a falta de tempo que a Sociedade, e muito particularmente a Família, tem para as suas Crianças. Suas causas, suas consequências? Haverá maneira de contornar este problema que atinge toda a sociedade e que se está a tornar dramático? Estaremos nós a hipotecar o Futuro?
sexta-feira
GNR detém dois suspeitos de furto de arte sacra
Jornal “Diário de Notícias”, 18 de Maio de 2006
A GNR anunciou ontem a detenção de dois homens suspeitos de furto de arte sacra, em Alfarim, Sesimbra, e a recuperação de mais de 50 estatuetas de santos. As detenções foram o culminar de uma investigação que durava há cerca de um ano. A operação começou com a interceptados os suspeitos à porta das suas residências, que foram alvo de mandado de buscas domiciliárias. No interior, os militares da GNR encontraram 56 estatuetas de vários santos, duas das quais, com cerca de um metro de altura, que tinham sido furtadas há cerca de um ano de uma pequena igreja da Lagoa de Albufeira. As autoridades apreenderam ainda uma televisão, quatro facas de mato, quatro telemóveis, cerca de 300 moedas antigas, diversos electrodomésticos, ferramentas, peças de louça antiga e duas balanças para pesar ouro. Foram ainda confiscados uma caçadeira, dois cartuchos, diversos artigos em ouro e prata (15 fios, 14 anéis, cinco relógios de pulso, quatro pulseiras, 18 pares de brincos e três gargantilhas) e 650 euros.
A GNR anunciou ontem a detenção de dois homens suspeitos de furto de arte sacra, em Alfarim, Sesimbra, e a recuperação de mais de 50 estatuetas de santos. As detenções foram o culminar de uma investigação que durava há cerca de um ano. A operação começou com a interceptados os suspeitos à porta das suas residências, que foram alvo de mandado de buscas domiciliárias. No interior, os militares da GNR encontraram 56 estatuetas de vários santos, duas das quais, com cerca de um metro de altura, que tinham sido furtadas há cerca de um ano de uma pequena igreja da Lagoa de Albufeira. As autoridades apreenderam ainda uma televisão, quatro facas de mato, quatro telemóveis, cerca de 300 moedas antigas, diversos electrodomésticos, ferramentas, peças de louça antiga e duas balanças para pesar ouro. Foram ainda confiscados uma caçadeira, dois cartuchos, diversos artigos em ouro e prata (15 fios, 14 anéis, cinco relógios de pulso, quatro pulseiras, 18 pares de brincos e três gargantilhas) e 650 euros.
segunda-feira
Volta Às Origens
Jornal “Boqueirão” (São Paulo, Brasil), 21 de Maio de 2006
Portugal é um dos primeiros países da Europa. Se você quer relaxar, procure as pequenas vilas, espalhadas pelo território luso, dentro de antigas muralhas ou no meio da natureza ainda selvagem. Portugal é um país com uma excelente tradição histórica e cultural. Hotéis e resorts dão todo conforto ao visitante. Já imaginou o rigor monástico de um convento do século 12 adaptado a hotel, onde a decoração, confortável e sofisticada responde ao design moderno ou um moderno estádio construído para a Euro 2004, onde se contempla um anfiteatro rupestre?
O País herdou marcas de muitos lugares e culturas e um jeito natural para juntar o antigo e o moderno, tradicional e contemporâneo. Nas festas de Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, ou nas danças dos pauliteiros de Miranda vivem também as mais arraigadas tradições. Mas também em artes como o fado ou o rock, o povo gosta de ser inovador.
Gozando de temperaturas primaveris no inverno e de verões refrescados pela brisa atlântica , a Costa de Lisboa, na costa sudoeste, oferece uma rica e impressionante diversidade. Capital de Portugal desde a sua conquista aos Mouros em 1147, Lisboa é uma cidade lendária com mais de 20 séculos de história.
Um céu radioso ilumina a cidade monumental, com fachadas de azulejos e estreitas ruas medievais, onde à noite se pode ouvir o fado. Lisboa é também o palco de festas populares, local de compras especiais, divertida vida noturna, e interessantes museus, uma cidade com várias opções. Não muito longe, o charme da Serra de Sintra convida-o a passear nas carruagens de cavalos e a apreciar as maravilhosas casas de quinta, com séculos de história, à medida que se aproxima do Palácio da Pena, um fabuloso exemplo de arquitetura Romântica que preserva a atmosfera de residência real.
Um pouco mais longe, fica o Convento de Mafra, as belezas costeiras a caminho de Cascais, a verdejante Serra da Arrábida e a pitoresca Sesimbra, o Estuário do Sado e as aristocráticas Quintas de Azeitão. Dirigindo-se para o Sul, as praias azul e ocre da Costa Alentejana abrem-lhe a paisagem para o Atlântico.
Portugal é um dos primeiros países da Europa. Se você quer relaxar, procure as pequenas vilas, espalhadas pelo território luso, dentro de antigas muralhas ou no meio da natureza ainda selvagem. Portugal é um país com uma excelente tradição histórica e cultural. Hotéis e resorts dão todo conforto ao visitante. Já imaginou o rigor monástico de um convento do século 12 adaptado a hotel, onde a decoração, confortável e sofisticada responde ao design moderno ou um moderno estádio construído para a Euro 2004, onde se contempla um anfiteatro rupestre?
O País herdou marcas de muitos lugares e culturas e um jeito natural para juntar o antigo e o moderno, tradicional e contemporâneo. Nas festas de Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, ou nas danças dos pauliteiros de Miranda vivem também as mais arraigadas tradições. Mas também em artes como o fado ou o rock, o povo gosta de ser inovador.
Gozando de temperaturas primaveris no inverno e de verões refrescados pela brisa atlântica , a Costa de Lisboa, na costa sudoeste, oferece uma rica e impressionante diversidade. Capital de Portugal desde a sua conquista aos Mouros em 1147, Lisboa é uma cidade lendária com mais de 20 séculos de história.
Um céu radioso ilumina a cidade monumental, com fachadas de azulejos e estreitas ruas medievais, onde à noite se pode ouvir o fado. Lisboa é também o palco de festas populares, local de compras especiais, divertida vida noturna, e interessantes museus, uma cidade com várias opções. Não muito longe, o charme da Serra de Sintra convida-o a passear nas carruagens de cavalos e a apreciar as maravilhosas casas de quinta, com séculos de história, à medida que se aproxima do Palácio da Pena, um fabuloso exemplo de arquitetura Romântica que preserva a atmosfera de residência real.
Um pouco mais longe, fica o Convento de Mafra, as belezas costeiras a caminho de Cascais, a verdejante Serra da Arrábida e a pitoresca Sesimbra, o Estuário do Sado e as aristocráticas Quintas de Azeitão. Dirigindo-se para o Sul, as praias azul e ocre da Costa Alentejana abrem-lhe a paisagem para o Atlântico.
sábado
Mais tempo para o futuro
“Agência Ecclesia”, 10 de Maio de 2006
A Associação Meninos de Oiro, Associação para a defesa dos direitos da Criança de Azeitão e Setúbal, promove dia 15 de Maio a III Conferência Meninos de Oiro, a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. A III Conferência Meninos de Oiro com o tema “Mais tempo para o Futuro” inicia-se às 9h30 e conta com a presença de algumas figuras de relevo no que respeita à defesa dos direitos das crianças: Luís-Villas Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão, Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Catalina Pestana, Provedora da Casa Pia de Lisboa, Laurinda Alves, Jornalista, Manuel Pina, Presidente da Unicef.
Ao longo deste dia serão debatidos temas relacionados com a falta de tempo que a Sociedade, e muito particularmente a Família, tem para as suas Crianças. Suas causas, suas consequências? Haverá maneira de contornar este problema que atinge toda a sociedade e que se está a tornar dramático? Estaremos nós a hipotecar o Futuro?
A Associação Meninos de Oiro, Associação para a defesa dos direitos da Criança de Azeitão e Setúbal, promove dia 15 de Maio a III Conferência Meninos de Oiro, a realizar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. A III Conferência Meninos de Oiro com o tema “Mais tempo para o Futuro” inicia-se às 9h30 e conta com a presença de algumas figuras de relevo no que respeita à defesa dos direitos das crianças: Luís-Villas Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão, Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Catalina Pestana, Provedora da Casa Pia de Lisboa, Laurinda Alves, Jornalista, Manuel Pina, Presidente da Unicef.
Ao longo deste dia serão debatidos temas relacionados com a falta de tempo que a Sociedade, e muito particularmente a Família, tem para as suas Crianças. Suas causas, suas consequências? Haverá maneira de contornar este problema que atinge toda a sociedade e que se está a tornar dramático? Estaremos nós a hipotecar o Futuro?
Prolongada discussão pública sobre Mata de Sesimbra
Jornal “Expresso”, 5 de Maio de 2006
A Câmara de Sesimbra decidiu prolongar o processo de consulta pública do Plano de Pormenor Sul da Mata de Sesimbra (PPSMT) na sequência do anúncio da providência cautelar avançada por José Sá Fernandes, em nome de um grupo de cidadãos (noticiado pelo EXPRESSO na edição de 22 de Abril).
O Processo será reaberto por mais 45 dias e contará com documentação que não foi disponibilizada anteriormente aos cidadãos, tais como os pareceres da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e da Direcção Geral de Turismo (DGT) .
O EXPRESSO apurou que além do parecer negativo da CCDRLVT, e de três organizações ambientalistas nacionais, PPSMT recebeu também um parecer muito condicionado da DGT. Esta entidade considera que «do ponto de vista do turismo, a proposta de plano deverá ser reformulada» e argumenta que «não houve a necessária ponderação quanto à dimensão do empreendimento e à viabilidade económica das propostas, encaradas globalmente no contexto do local (Mata de Sesimbra) do concelho e da região. Refira-se a título de comparação, que o Complexo do Tróia prevê um total de 15 mil camas», quando o PPSMS ( projecto da Pelicano) prevê 30 mil ao que se somam mais 15 mil do PP Norte da Mata de Sesimbra (projecto da Herdade da Apostiça), em processo mais atrasado.
Tal como a CCDRLVT, a DGT considera «estar por demonstrar, mesmo com as propostas de Plano de Acessibilidades, a capacidade do concelho e da região acolherem um acréscimo de ocupação turística desta ordem». E não há garantias de que o Projecto de Acessibilidades seja aprovado e executado na integra, uma vez que ainda não teve luz verde das Estradas de Portugal. Paradoxalmente, o Plano Director Municipal de Sesimbra prevê um máximo de 89 mil novas camas turísticas no concelho, num total de 31.800 unidades de alojamento, o que equivale ao dobro do que está projectado só para a Mata de Sesimbra (45 mil camas). «O Concelho Sesimbra não comporta mais de 40-50 mil camas e cada empreendimento terá que reduzir a sua dimensão em 30%», afirma o presidente da CCDRLVT, Fonseca Ferreira, em declarações ao EXPRESSO. Fonseca Ferreira adianta que para o PPSMT ter parecer favorável terá que «reduzir a densidade do empreendimento, eliminar um aldeamento em corredor secundário da reserva ecológica e proceder a um faseamento da execução das acessibilidades, dos equipamentos e dos aldeamentos que não está garantido a 20-25 anos». A CCDRLVT reunirá com a Câmara de Sesimbra na próxima segunda-feira para ultrapassar as divergências existentes.
Carla Tomás
A Câmara de Sesimbra decidiu prolongar o processo de consulta pública do Plano de Pormenor Sul da Mata de Sesimbra (PPSMT) na sequência do anúncio da providência cautelar avançada por José Sá Fernandes, em nome de um grupo de cidadãos (noticiado pelo EXPRESSO na edição de 22 de Abril).
O Processo será reaberto por mais 45 dias e contará com documentação que não foi disponibilizada anteriormente aos cidadãos, tais como os pareceres da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e da Direcção Geral de Turismo (DGT) .
O EXPRESSO apurou que além do parecer negativo da CCDRLVT, e de três organizações ambientalistas nacionais, PPSMT recebeu também um parecer muito condicionado da DGT. Esta entidade considera que «do ponto de vista do turismo, a proposta de plano deverá ser reformulada» e argumenta que «não houve a necessária ponderação quanto à dimensão do empreendimento e à viabilidade económica das propostas, encaradas globalmente no contexto do local (Mata de Sesimbra) do concelho e da região. Refira-se a título de comparação, que o Complexo do Tróia prevê um total de 15 mil camas», quando o PPSMS ( projecto da Pelicano) prevê 30 mil ao que se somam mais 15 mil do PP Norte da Mata de Sesimbra (projecto da Herdade da Apostiça), em processo mais atrasado.
Tal como a CCDRLVT, a DGT considera «estar por demonstrar, mesmo com as propostas de Plano de Acessibilidades, a capacidade do concelho e da região acolherem um acréscimo de ocupação turística desta ordem». E não há garantias de que o Projecto de Acessibilidades seja aprovado e executado na integra, uma vez que ainda não teve luz verde das Estradas de Portugal. Paradoxalmente, o Plano Director Municipal de Sesimbra prevê um máximo de 89 mil novas camas turísticas no concelho, num total de 31.800 unidades de alojamento, o que equivale ao dobro do que está projectado só para a Mata de Sesimbra (45 mil camas). «O Concelho Sesimbra não comporta mais de 40-50 mil camas e cada empreendimento terá que reduzir a sua dimensão em 30%», afirma o presidente da CCDRLVT, Fonseca Ferreira, em declarações ao EXPRESSO. Fonseca Ferreira adianta que para o PPSMT ter parecer favorável terá que «reduzir a densidade do empreendimento, eliminar um aldeamento em corredor secundário da reserva ecológica e proceder a um faseamento da execução das acessibilidades, dos equipamentos e dos aldeamentos que não está garantido a 20-25 anos». A CCDRLVT reunirá com a Câmara de Sesimbra na próxima segunda-feira para ultrapassar as divergências existentes.
Carla Tomás
Sá Fernandes defende suspensão do Plano de Pormenor Sul da Mata de Sesimbra
Jornal “Público”, 24 de Abril de 2006
O advogado José Sá Fernandes quer avançar com um providência cautelar para suspender o Plano de Pormenor Sul da Mata de Sesimbra (PPSMS), argumentando que a informação disponibilizada durante o processo de discussão pública, que termina hoje, foi insuficiente.
"Esta discussão pública não deve ser considerada válida porque a informação disponibilizada foi insuficiente. É preciso esclarecer todos os impactos que os empreendimentos turísticos e os campos de golfe previstos vão ter na cidade de Sesimbra, nas estradas e das praias", sublinhou o advogado e vereador da câmara de Lisboa.
Até ao esclarecimento dos impactes, o PPSMS deve ser suspenso, defende Sá Fernandes. "É preciso abrir uma nova discussão pública, bem feita, em que todos os efeitos negativos sejam avaliados. Por exemplo, quais serão as consequências de ter mais 30 mil pessoas a consumir água nesta região?" questionou.
O advogado lembrou que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) já deu parecer desfavorável ao Plano de Pormenor e salientou que deveria ser feita, nesta fase, uma avaliação de impacte ambiental."Se este Plano de Pormenor for aprovado, vai ser difícil chumbar depois estes projectos na fase de avaliação de impacte ambiental, porque já estão previstos", explicou.
A providência cautelar deverá ser entregue sexta-feira no Tribunal Administrativo de Setúbal.
O presidente da câmara de Sesimbra, Augusto Pólvora, discorda dos argumentos apresentados e justificou que era impossível fazer uma avaliação de impacte ambiental do Plano de Pormenor porque não está transposta a directiva comunitária que regula esta matéria.
"Legalmente, não o poderíamos fazer. Mas fizemos um estudo ambiental, com o mesmo formato e que implica uma visão global de todo a área do plano, ao contrário da visão casuística que estava estabelecida no Plano Director Municipal (PDM)", adiantou.
Augusto Pólvora acrescentou que o parecer da CCDR-LVT está disponível nos locais de consulta do PPSMS e só não foi colocado na Internet, no sítio de consulta pública on-line, porque não estava digitalizado.
Findo o período de discussão pública, o PPSMS terá ainda de ser submetido a novo parecer da CCDR-LVT. Só se o parecer for favorável poderá ser ratificado em Conselho de Ministros, sendo esta validação obrigatória porque altera o PDM em vigor.
O projecto da Mata de Sesimbra, promovido pela imobiliária Pelicano, é o primeiro de uma série de empreendimentos que a One Planet Living (entidade parceira da WWF) pretende desenvolver nos cinco continentes para mostrar que é possível construir habitações e espaços de lazer sem prejudicar o ambiente.
O PPSMS contempla a implantação de uma "eco-cidade" com oito mil alojamentos e capacidade para 30 mil pessoas.As associações portuguesas Quercus, Liga para a Protecção da Natureza e Geota deram parecer desfavorável ao empreendimento, considerando que os aspectos negativos suplantam os positivos.
O advogado José Sá Fernandes quer avançar com um providência cautelar para suspender o Plano de Pormenor Sul da Mata de Sesimbra (PPSMS), argumentando que a informação disponibilizada durante o processo de discussão pública, que termina hoje, foi insuficiente.
"Esta discussão pública não deve ser considerada válida porque a informação disponibilizada foi insuficiente. É preciso esclarecer todos os impactos que os empreendimentos turísticos e os campos de golfe previstos vão ter na cidade de Sesimbra, nas estradas e das praias", sublinhou o advogado e vereador da câmara de Lisboa.
Até ao esclarecimento dos impactes, o PPSMS deve ser suspenso, defende Sá Fernandes. "É preciso abrir uma nova discussão pública, bem feita, em que todos os efeitos negativos sejam avaliados. Por exemplo, quais serão as consequências de ter mais 30 mil pessoas a consumir água nesta região?" questionou.
O advogado lembrou que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) já deu parecer desfavorável ao Plano de Pormenor e salientou que deveria ser feita, nesta fase, uma avaliação de impacte ambiental."Se este Plano de Pormenor for aprovado, vai ser difícil chumbar depois estes projectos na fase de avaliação de impacte ambiental, porque já estão previstos", explicou.
A providência cautelar deverá ser entregue sexta-feira no Tribunal Administrativo de Setúbal.
O presidente da câmara de Sesimbra, Augusto Pólvora, discorda dos argumentos apresentados e justificou que era impossível fazer uma avaliação de impacte ambiental do Plano de Pormenor porque não está transposta a directiva comunitária que regula esta matéria.
"Legalmente, não o poderíamos fazer. Mas fizemos um estudo ambiental, com o mesmo formato e que implica uma visão global de todo a área do plano, ao contrário da visão casuística que estava estabelecida no Plano Director Municipal (PDM)", adiantou.
Augusto Pólvora acrescentou que o parecer da CCDR-LVT está disponível nos locais de consulta do PPSMS e só não foi colocado na Internet, no sítio de consulta pública on-line, porque não estava digitalizado.
Findo o período de discussão pública, o PPSMS terá ainda de ser submetido a novo parecer da CCDR-LVT. Só se o parecer for favorável poderá ser ratificado em Conselho de Ministros, sendo esta validação obrigatória porque altera o PDM em vigor.
O projecto da Mata de Sesimbra, promovido pela imobiliária Pelicano, é o primeiro de uma série de empreendimentos que a One Planet Living (entidade parceira da WWF) pretende desenvolver nos cinco continentes para mostrar que é possível construir habitações e espaços de lazer sem prejudicar o ambiente.
O PPSMS contempla a implantação de uma "eco-cidade" com oito mil alojamentos e capacidade para 30 mil pessoas.As associações portuguesas Quercus, Liga para a Protecção da Natureza e Geota deram parecer desfavorável ao empreendimento, considerando que os aspectos negativos suplantam os positivos.
Sopa “molecular” dá prémio a Portugal
Jornal “Diário de Notícias”, 4 de Abril de 2006
Esferas de sopa de peixe sobre algas verdes, com sabor a amêijoas à Bulhão Pato.
Foi este prato que deu a cinco cientistas-cozinheiras portuguesas o primeiro prémio do I Encontro Ciências & Cozinha que decorreu em Paris na sexta-feira, sob os auspícios do professor francês Hervé This, nome maior da gastronomia molecular em todo o mundo, com a participação de concorrentes de vários países.
A equipa nacional era formada por Maria Loureiro Dias, Catarina Prista, Margarida Guerreiro e Paulina Mata (estas duas últimas colaboradoras da página Boa Vida, onde publicam quinzenalmente artigos sobre gastronomia molecular), professoras da Universidade Nova de Lisboa ou do ISA e participantes no Ciência Viva. E ainda a arquitecta paisagista Joana Moura, uma entusiasta da cozinha, já com curso no Cordon Bleu.
Os pratos a concurso estavam divididos entre "chefes de cozinha", "escolas" e "amadores". As cientistas portuguesas ganharam nesta última categoria. O Mar Imaginário foi o tema do Encontro (bem apropriado ao prato que elas apresentaram) que visou desafiar a comunidade científico-gastronómica para o uso de espessantes alimentares de origem natural na inovação culinária.
Paulina Mata explicou ao DN que a receita foi desenvolvida em colaboração com o chefe Luís Baena (Quinta de Catralvos, Azeitão), sendo dele a sopa de peixe que, após ser congelada "foi revestida por um alginato, com o interior a permanecer líquido". Já as "algas" resultaram da mistura do líquido que se desprende das amêijoas com o de espinafres e coentros", usando-se agar agar para dar a consistência gelatinosa.
O prato foi testado entre diversos apreciadores amigos, entre os quais Maria de Lourdes Modesto (uma surpresa para quem acha que a defesa da cozinha tradicional não pode conviver com a vanguarda) e o júri, presidido por Hervé This, baseou o seu veredicto na "originalidade e mérito científico do trabalho apresentado" pela equipa portuguesa. Um bom estímulo para estas cientistas, que prometem, para Junho, cursos no ISA sobre cozinha molecular.
Esferas de sopa de peixe sobre algas verdes, com sabor a amêijoas à Bulhão Pato.
Foi este prato que deu a cinco cientistas-cozinheiras portuguesas o primeiro prémio do I Encontro Ciências & Cozinha que decorreu em Paris na sexta-feira, sob os auspícios do professor francês Hervé This, nome maior da gastronomia molecular em todo o mundo, com a participação de concorrentes de vários países.
A equipa nacional era formada por Maria Loureiro Dias, Catarina Prista, Margarida Guerreiro e Paulina Mata (estas duas últimas colaboradoras da página Boa Vida, onde publicam quinzenalmente artigos sobre gastronomia molecular), professoras da Universidade Nova de Lisboa ou do ISA e participantes no Ciência Viva. E ainda a arquitecta paisagista Joana Moura, uma entusiasta da cozinha, já com curso no Cordon Bleu.
Os pratos a concurso estavam divididos entre "chefes de cozinha", "escolas" e "amadores". As cientistas portuguesas ganharam nesta última categoria. O Mar Imaginário foi o tema do Encontro (bem apropriado ao prato que elas apresentaram) que visou desafiar a comunidade científico-gastronómica para o uso de espessantes alimentares de origem natural na inovação culinária.
Paulina Mata explicou ao DN que a receita foi desenvolvida em colaboração com o chefe Luís Baena (Quinta de Catralvos, Azeitão), sendo dele a sopa de peixe que, após ser congelada "foi revestida por um alginato, com o interior a permanecer líquido". Já as "algas" resultaram da mistura do líquido que se desprende das amêijoas com o de espinafres e coentros", usando-se agar agar para dar a consistência gelatinosa.
O prato foi testado entre diversos apreciadores amigos, entre os quais Maria de Lourdes Modesto (uma surpresa para quem acha que a defesa da cozinha tradicional não pode conviver com a vanguarda) e o júri, presidido por Hervé This, baseou o seu veredicto na "originalidade e mérito científico do trabalho apresentado" pela equipa portuguesa. Um bom estímulo para estas cientistas, que prometem, para Junho, cursos no ISA sobre cozinha molecular.
Peixe fresco levado a casa de clientes cibernautas
“Jornal de Notícias”, 20 de Fevereiro de 2006
E se em vez de ir à peixaria ou ao mercado adquirir o peixe de que precisa, este lhe fosse entregue em casa, já amanhado e cortado, e sem custos acrescidos? Este foi o ponto de partida de dois amigos, naturais de Sesimbra, que desde Janeiro exploram uma empresa virtual - a Fixe em Casa, Lda - que se dedica à compra, arranjo e entrega gratuita do pescado fresco onde o cliente quiser, na área da Grande Lisboa, mediante uma encomenda prévia.
A ideia nasceu do facto de um dos sócios, Manuel Cardoso, estar ligado a uma cooperativa de venda de peixe e ter por hábito distribuir algum do pescado pelos amigos. "Começámos a ter muitas solicitações e, por isso, pensámos em apostar seriamente nesta área", explicou ao JN Miguel Zegre, outro dos sócios, mais ligado à parte informática do negócio.
Os interessados poderão consultar o catálogo de peixes bem como o respectivo preço em www.peixefresco.com.pt e fazer a encomenda por e-mail ou através do número de telemóvel disponibilizado para o efeito. Os pedidos terão que ser feitos até às 17 horas de cada quinta-feira, para que o peixe seja entregue, onde o cliente quiser, na área de Lisboa, na sexta-feira ou sábado.
De acordo com o mesmo responsável, o peixe é comprado na Docapesca, em Sesimbra, e é amanhado e cortado num armazém pertencente à cooperativa ao qual está ligado Manuel Cardoso. A distribuição é depois feita com recurso a uma carrinha frigorífica comprada pela empresa para o efeito.A média semanal de entregas tem sido de 20, mas Miguel Zegre afirma que a empresa tem capacidade para responder a 80 encomendas. No futuro, os dois sócios gostariam de ter um "espaço físico onde o cliente pudesse levantar as encomendas", bem como um armazém próprio, acrescenta.
Em relação ao preço de venda, Miguel Zegre explica que tentam vender o peixe "10% abaixo do preço do mercado". "Nós nunca perdemos, porque não temos mercadoria em stock. Só compramos consoante as encomendas", afirma, frisando que o pagamento é feito no acto da entrega.
Se o cliente não ficar satisfeitos e reclamar, "o produto será substituído ou devolvido o dinheiro", garante Miguel Zegre. "Até ao momento, não tivemos reclamações".
Números
20 encomendas: Média semanal de actividade da empresa que, contudo, afirma ter capacidade para responder a 80 pedidos. O objectivo é arranjar um local onde o cliente possa levantar o peixe.
2 dias: As entregas são feitas às sextas-feiras e sábados no local onde o cliente quiser, embora limitadas à área da Grande Lisboa. A empresa aposta sobretudo em angariar clientes na capital.
E se em vez de ir à peixaria ou ao mercado adquirir o peixe de que precisa, este lhe fosse entregue em casa, já amanhado e cortado, e sem custos acrescidos? Este foi o ponto de partida de dois amigos, naturais de Sesimbra, que desde Janeiro exploram uma empresa virtual - a Fixe em Casa, Lda - que se dedica à compra, arranjo e entrega gratuita do pescado fresco onde o cliente quiser, na área da Grande Lisboa, mediante uma encomenda prévia.
A ideia nasceu do facto de um dos sócios, Manuel Cardoso, estar ligado a uma cooperativa de venda de peixe e ter por hábito distribuir algum do pescado pelos amigos. "Começámos a ter muitas solicitações e, por isso, pensámos em apostar seriamente nesta área", explicou ao JN Miguel Zegre, outro dos sócios, mais ligado à parte informática do negócio.
Os interessados poderão consultar o catálogo de peixes bem como o respectivo preço em www.peixefresco.com.pt e fazer a encomenda por e-mail ou através do número de telemóvel disponibilizado para o efeito. Os pedidos terão que ser feitos até às 17 horas de cada quinta-feira, para que o peixe seja entregue, onde o cliente quiser, na área de Lisboa, na sexta-feira ou sábado.
De acordo com o mesmo responsável, o peixe é comprado na Docapesca, em Sesimbra, e é amanhado e cortado num armazém pertencente à cooperativa ao qual está ligado Manuel Cardoso. A distribuição é depois feita com recurso a uma carrinha frigorífica comprada pela empresa para o efeito.A média semanal de entregas tem sido de 20, mas Miguel Zegre afirma que a empresa tem capacidade para responder a 80 encomendas. No futuro, os dois sócios gostariam de ter um "espaço físico onde o cliente pudesse levantar as encomendas", bem como um armazém próprio, acrescenta.
Em relação ao preço de venda, Miguel Zegre explica que tentam vender o peixe "10% abaixo do preço do mercado". "Nós nunca perdemos, porque não temos mercadoria em stock. Só compramos consoante as encomendas", afirma, frisando que o pagamento é feito no acto da entrega.
Se o cliente não ficar satisfeitos e reclamar, "o produto será substituído ou devolvido o dinheiro", garante Miguel Zegre. "Até ao momento, não tivemos reclamações".
Números
20 encomendas: Média semanal de actividade da empresa que, contudo, afirma ter capacidade para responder a 80 pedidos. O objectivo é arranjar um local onde o cliente possa levantar o peixe.
2 dias: As entregas são feitas às sextas-feiras e sábados no local onde o cliente quiser, embora limitadas à área da Grande Lisboa. A empresa aposta sobretudo em angariar clientes na capital.
quarta-feira
Ecologistas contra projecto turístico na mata de Sesimbra
Jornal "Diário de Notícias", 25 de Abril de 2006
As associações ambientais querem ver chumbado o novo Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra, que consubstancia um empreendimento turístico de grandes dimensões naquela área. O excesso de ocupação (8 mil alojamentos para 30 mil pessoas) e questões de planeamento deixam insatisfeitos os ambientalistas, que desconfiam do projecto promovido pela empresa Pelicano, seguindo os princípios de sustentabilidade estabelecidos pela World Wildlife Fund (WWF).
A Liga para a Protecção da Natureza, a QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza, e o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) dizem que os problemas se sobrepõem às virtudes. Pode ainda ler-se na conclusão do documento que "este tipo de projectos, com carácter demonstrativo de construção sustentável com o carimbo da WWF, são favoráveis ao desenvolvimento urbano do país desde que os benefícios sejam de facto compensatórios". Os ambientalistas acrescentam que isso pode ser atingido com dimensões de ocupação menores ou com projectos de reabilitação de zonas degradadas a necessitar de requalificação.
Entre as principais preocupações constam o crescimento populacional que se pode tornar insustentável em Sesimbra com a população residente e flutuante a duplicar num período de dez anos, o excesso de carga turística e a falta de garantias para acções de gestão ambiental. Para além disso, os objectivos planeados de redução de consumo de energia, resíduos e água podem não estar garantidos se os utilizadores forem turistas e abdicarem de adoptar comportamentos ambientalmente correctos."
O princípio do projecto, na dimensão e localização, não nos parece correcto", diz Aline Delgado da Quercus, que privilegia a contrução de raíz em áreas industriais próximas como o Seixal e Barreiro. A dirigente teme que não seja cumprido o Plano de Gestão Ambiental por "requerer esperar financiamentos que podem não vir".
Carlos Costa, presidente da GEOTA, afirmou ser "difícil tentar compatibilizar um conceito correcto com a sua aplicação numa situação desajustada". Em declarações ao DN, assumiu estar de "pé atrás face à pretensa bondade deste projecto", que classifica de "turístico e imobiliário disfarçado com as roupas bonitas" do ambiente. "Estranhamos o envolvimento da WWF e por que escolheram esta zona de grande qualidade ambiental", conclui.
O advogado Sá Fernandes pretende avançar com uma providência cautelar para suspender o Plano de Pormenor, argumentando que a informação disponibilizada durante a discussão pública, que terminou segunda-feira, foi insuficiente.
As associações ambientais querem ver chumbado o novo Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra, que consubstancia um empreendimento turístico de grandes dimensões naquela área. O excesso de ocupação (8 mil alojamentos para 30 mil pessoas) e questões de planeamento deixam insatisfeitos os ambientalistas, que desconfiam do projecto promovido pela empresa Pelicano, seguindo os princípios de sustentabilidade estabelecidos pela World Wildlife Fund (WWF).
A Liga para a Protecção da Natureza, a QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza, e o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) dizem que os problemas se sobrepõem às virtudes. Pode ainda ler-se na conclusão do documento que "este tipo de projectos, com carácter demonstrativo de construção sustentável com o carimbo da WWF, são favoráveis ao desenvolvimento urbano do país desde que os benefícios sejam de facto compensatórios". Os ambientalistas acrescentam que isso pode ser atingido com dimensões de ocupação menores ou com projectos de reabilitação de zonas degradadas a necessitar de requalificação.
Entre as principais preocupações constam o crescimento populacional que se pode tornar insustentável em Sesimbra com a população residente e flutuante a duplicar num período de dez anos, o excesso de carga turística e a falta de garantias para acções de gestão ambiental. Para além disso, os objectivos planeados de redução de consumo de energia, resíduos e água podem não estar garantidos se os utilizadores forem turistas e abdicarem de adoptar comportamentos ambientalmente correctos."
O princípio do projecto, na dimensão e localização, não nos parece correcto", diz Aline Delgado da Quercus, que privilegia a contrução de raíz em áreas industriais próximas como o Seixal e Barreiro. A dirigente teme que não seja cumprido o Plano de Gestão Ambiental por "requerer esperar financiamentos que podem não vir".
Carlos Costa, presidente da GEOTA, afirmou ser "difícil tentar compatibilizar um conceito correcto com a sua aplicação numa situação desajustada". Em declarações ao DN, assumiu estar de "pé atrás face à pretensa bondade deste projecto", que classifica de "turístico e imobiliário disfarçado com as roupas bonitas" do ambiente. "Estranhamos o envolvimento da WWF e por que escolheram esta zona de grande qualidade ambiental", conclui.
O advogado Sá Fernandes pretende avançar com uma providência cautelar para suspender o Plano de Pormenor, argumentando que a informação disponibilizada durante a discussão pública, que terminou segunda-feira, foi insuficiente.
sábado
Dois jovens estão perdidos na serra da Arrábida
“Jornal de Notícias”, 10 de Abril de 2006
Dois jovens perdidos na serra da Arrábida desde hoje de manhã, estão a ser procurados por equipas de resgate marítimo e terrestre dos bombeiros de Setúbal e já foram contactados por telemóvel, disse um responsável pelas buscas.
"Os dois jovens estão bem de saúde, não estão feridos e comunicam connosco por telemóvel. O único problema é que se perderam e não conseguem descobrir o caminho para saírem do local onde estão", disse Mário Macedo, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.
"Fomos alertados cerca do meio-dia e activámos de imediato a equipa de resgate que vai tentar localizar os dois jovens por via terrestre e por via marítima", acrescentou o comandante dos bombeiros.
De acordo com o mesmo responsável, pelas indicações dadas aos bombeiros os dois jovens devem estar algures na zona do Risco, na fronteira entre os concelh os de Setúbal e Sesimbra.
"Julgamos que os dois jovens se encontram numa zona conhecida, onde os nos sos homens fazem exercícios regularmente, e que serão localizados dentro de pouco tempo, até porque ainda temos muitas horas de luz", concluiu Mário Macedo.
Dois jovens perdidos na serra da Arrábida desde hoje de manhã, estão a ser procurados por equipas de resgate marítimo e terrestre dos bombeiros de Setúbal e já foram contactados por telemóvel, disse um responsável pelas buscas.
"Os dois jovens estão bem de saúde, não estão feridos e comunicam connosco por telemóvel. O único problema é que se perderam e não conseguem descobrir o caminho para saírem do local onde estão", disse Mário Macedo, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.
"Fomos alertados cerca do meio-dia e activámos de imediato a equipa de resgate que vai tentar localizar os dois jovens por via terrestre e por via marítima", acrescentou o comandante dos bombeiros.
De acordo com o mesmo responsável, pelas indicações dadas aos bombeiros os dois jovens devem estar algures na zona do Risco, na fronteira entre os concelh os de Setúbal e Sesimbra.
"Julgamos que os dois jovens se encontram numa zona conhecida, onde os nos sos homens fazem exercícios regularmente, e que serão localizados dentro de pouco tempo, até porque ainda temos muitas horas de luz", concluiu Mário Macedo.
Pesca do tubarão azul entusiasma profissionais
“Jornal de Notícias”, 10 de Abril de 2006
Em princípios do próximo mês, uma mão cheia de embarcações de pesca tradicional de Viana do Castelo deve começar a rumar em direcção aos portos da região centro do país com um único objectivo o de pescar tubarões. Concretamente, o tubarão azul, mais conhecido por tintureira. A saga, tida como "mais rentável" para os profissionais da região, assinala o regresso à faina deste tipo de peixes por parte da comunidade piscatória alto-minhota, seguindo-se à epopeia do barroso (tubarão de águas profundas), em que estiveram envolvidas dezenas de embarcações e centenas de profissionais da região, há perto de 20 anos.Ao precisar que muitos foram os marítimos que dedicaram mais de uma década à faina do barroso, cujas campanhas chegavam a prolongar-se, nos últimos tempos, por três e quatro dias, Carlos Gonçalves, pescador de Viana do Castelo, que trabalhou no primeiro barco da região a fainar estes peixes, o "Santa Luzia no Monte", assinalou "começámos a pescar o barroso por volta de 1986, devido, em grande parte, à procura desse peixe por compradores da Região Sul, com destaque para comerciantes de Sesimbra, que arrematavam todo o pescado". Uma vez comercializado, ao barroso era-lhe retirado o fígado que, segundo muitos, teria por destino o Japão e a indústria farmacêutica e de cosmética aí estabelecida. Porém, a queda do preço em lota aliada à crescente dificuldade e correspondentes encargos em capturar este tubarão de águas profundas (era pescado à linha a uma profundidade que variava entre os 800 e mil metros) viriam a ditar o fim das campanhas, agora substituídas, durante os meses de Verão, pela da tintureira, realizada entre os portos de Aveiro e da Nazaré."São os melhores meses para a captura deste peixe", assegura José da Guia, dos primeiros pescadores de Viana do Castelo a regressar à faina do tubarão. As campanhas, participadas, no ano passado, por pouco mais de meia dezena de embarcações da cidade, prolongam-se por cinco dias, destinando-se a esmagadora maioria do pescado a lotas da vizinha Galiza. "O peixe atinge aí valores muito mais elevados que em Portugal. É evidente que também gastámos mais dinheiro com isso, mas o esforço tem, até ao momento, compensado", assegurou. A exemplo do que se passava com o barroso, do qual se extraía o fígado, à tintureira são-lhe retiradas as barbatanas, que têm por destino mercados do Sudeste Asiático, com relevo para Hong-Kong.
Luís Henrique Oliveira
Em princípios do próximo mês, uma mão cheia de embarcações de pesca tradicional de Viana do Castelo deve começar a rumar em direcção aos portos da região centro do país com um único objectivo o de pescar tubarões. Concretamente, o tubarão azul, mais conhecido por tintureira. A saga, tida como "mais rentável" para os profissionais da região, assinala o regresso à faina deste tipo de peixes por parte da comunidade piscatória alto-minhota, seguindo-se à epopeia do barroso (tubarão de águas profundas), em que estiveram envolvidas dezenas de embarcações e centenas de profissionais da região, há perto de 20 anos.Ao precisar que muitos foram os marítimos que dedicaram mais de uma década à faina do barroso, cujas campanhas chegavam a prolongar-se, nos últimos tempos, por três e quatro dias, Carlos Gonçalves, pescador de Viana do Castelo, que trabalhou no primeiro barco da região a fainar estes peixes, o "Santa Luzia no Monte", assinalou "começámos a pescar o barroso por volta de 1986, devido, em grande parte, à procura desse peixe por compradores da Região Sul, com destaque para comerciantes de Sesimbra, que arrematavam todo o pescado". Uma vez comercializado, ao barroso era-lhe retirado o fígado que, segundo muitos, teria por destino o Japão e a indústria farmacêutica e de cosmética aí estabelecida. Porém, a queda do preço em lota aliada à crescente dificuldade e correspondentes encargos em capturar este tubarão de águas profundas (era pescado à linha a uma profundidade que variava entre os 800 e mil metros) viriam a ditar o fim das campanhas, agora substituídas, durante os meses de Verão, pela da tintureira, realizada entre os portos de Aveiro e da Nazaré."São os melhores meses para a captura deste peixe", assegura José da Guia, dos primeiros pescadores de Viana do Castelo a regressar à faina do tubarão. As campanhas, participadas, no ano passado, por pouco mais de meia dezena de embarcações da cidade, prolongam-se por cinco dias, destinando-se a esmagadora maioria do pescado a lotas da vizinha Galiza. "O peixe atinge aí valores muito mais elevados que em Portugal. É evidente que também gastámos mais dinheiro com isso, mas o esforço tem, até ao momento, compensado", assegurou. A exemplo do que se passava com o barroso, do qual se extraía o fígado, à tintureira são-lhe retiradas as barbatanas, que têm por destino mercados do Sudeste Asiático, com relevo para Hong-Kong.
Luís Henrique Oliveira
Jovens perdidos na Arrábida
“Portugal Diário”, 10 de Abril de 2006
Dois jovens perdidos na serra da Arrábida desde hoje de manhã, estão a ser procurados por equipas de resgate marítimo e terrestre dos bombeiros de Setúbal e já foram contactados por telemóvel, disse um responsável pelas buscas.
«Os dois jovens estão bem de saúde, não estão feridos e comunicam connosco por telemóvel. O único problema é que se perderam e não conseguem descobrir o caminho para saírem do local onde estão», disse Mário Macedo, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.
«Fomos alertados cerca do meio-dia e activámos de imediato a equipa de resgate que vai tentar localizar os dois jovens por via terrestre e por via marítima», acrescentou o comandante dos bombeiros.
De acordo com o mesmo responsável, pelas indicações dadas aos bombeiros os dois jovens devem estar algures na zona do Risco, na fronteira entre os concelhos de Setúbal e Sesimbra.
«Julgamos que os dois jovens se encontram numa zona conhecida, onde os nossos homens fazem exercícios regularmente, e que serão localizados dentro de pouco tempo, até porque ainda temos muitas horas de luz», concluiu Mário Macedo.
Dois jovens perdidos na serra da Arrábida desde hoje de manhã, estão a ser procurados por equipas de resgate marítimo e terrestre dos bombeiros de Setúbal e já foram contactados por telemóvel, disse um responsável pelas buscas.
«Os dois jovens estão bem de saúde, não estão feridos e comunicam connosco por telemóvel. O único problema é que se perderam e não conseguem descobrir o caminho para saírem do local onde estão», disse Mário Macedo, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.
«Fomos alertados cerca do meio-dia e activámos de imediato a equipa de resgate que vai tentar localizar os dois jovens por via terrestre e por via marítima», acrescentou o comandante dos bombeiros.
De acordo com o mesmo responsável, pelas indicações dadas aos bombeiros os dois jovens devem estar algures na zona do Risco, na fronteira entre os concelhos de Setúbal e Sesimbra.
«Julgamos que os dois jovens se encontram numa zona conhecida, onde os nossos homens fazem exercícios regularmente, e que serão localizados dentro de pouco tempo, até porque ainda temos muitas horas de luz», concluiu Mário Macedo.
Aposta continuada na juventude
“Jornal de Sesimbra”, 30 de Março de 2006
Os rotários sesimbrenses levaram a cabo mais uma acção de angariação de apoios de Norte ao sul do país para atribuição de bolsas a jovens carenciados da comunidade. Estas bolsas têm por objectivo, auxiliar a prossecução de estudos de alunos carenciados do concelho.
Esta acção culminou com a cerimónia de entrega das mesmas no passado dia 25 de Março, no auditório Mário João Sargedas, naquela que foi a sua primeira utilização oficial.
Presentes estiveram os principais intervenientes neste processo, patrocinadores e patrocinados, numa cerimónia presidida pela presidente do Rotary Club de Sesimbra, Lucília Baioneta. A sessão contou igualmente com a presença do Governador do Distrito Rotário 1960, José Manuel Pereira, Vice-Presidente da Fundação Rotária Portuguesa, Frederico Nascimento, do Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora e Felícia Costa, respectivamente, assim como dos presidentes das Juntas de Freguesia de Santiago e Castelo, Félix Rapaz e Francisco de Jesus. A cerimónia teve início com a actuação do Grupo Coral de Sesimbra que interpretou quatro peças traçando uma evolução da música até aos dias de hoje. Este ano foram entregues 76 bolsas, repartidas pelos níveis de ensino secundário (25), tecnológico (19) e superior (31) e uma bolsa de mérito entregue apenas a alunos que obtenham uma média superior a 18 valores, assim como 5 diplomas de “Aluno Melhor Companheiro”. Este último, atribuído pelos colegas, destina-se a alunos que, pela sua actuação e dedicação, demonstraram ao longo do ano os ideais rotários de entreajuda e companheirismo.
Apesar da redução no número de bolsas, o Rotary Club de Sesimbra repete mais uma vez a proeza de distribuir o maior número de bolsas atribuídas por um clube rotário em todo o mundo, num esforço continuado numa aposta constante na juventude do concelho.
Os rotários sesimbrenses levaram a cabo mais uma acção de angariação de apoios de Norte ao sul do país para atribuição de bolsas a jovens carenciados da comunidade. Estas bolsas têm por objectivo, auxiliar a prossecução de estudos de alunos carenciados do concelho.
Esta acção culminou com a cerimónia de entrega das mesmas no passado dia 25 de Março, no auditório Mário João Sargedas, naquela que foi a sua primeira utilização oficial.
Presentes estiveram os principais intervenientes neste processo, patrocinadores e patrocinados, numa cerimónia presidida pela presidente do Rotary Club de Sesimbra, Lucília Baioneta. A sessão contou igualmente com a presença do Governador do Distrito Rotário 1960, José Manuel Pereira, Vice-Presidente da Fundação Rotária Portuguesa, Frederico Nascimento, do Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora e Felícia Costa, respectivamente, assim como dos presidentes das Juntas de Freguesia de Santiago e Castelo, Félix Rapaz e Francisco de Jesus. A cerimónia teve início com a actuação do Grupo Coral de Sesimbra que interpretou quatro peças traçando uma evolução da música até aos dias de hoje. Este ano foram entregues 76 bolsas, repartidas pelos níveis de ensino secundário (25), tecnológico (19) e superior (31) e uma bolsa de mérito entregue apenas a alunos que obtenham uma média superior a 18 valores, assim como 5 diplomas de “Aluno Melhor Companheiro”. Este último, atribuído pelos colegas, destina-se a alunos que, pela sua actuação e dedicação, demonstraram ao longo do ano os ideais rotários de entreajuda e companheirismo.
Apesar da redução no número de bolsas, o Rotary Club de Sesimbra repete mais uma vez a proeza de distribuir o maior número de bolsas atribuídas por um clube rotário em todo o mundo, num esforço continuado numa aposta constante na juventude do concelho.
Projecto da Mata de Sesimbra cria 11 000 empregos
“Diário Digital”, 23 de Março de 2006
Pooran Desai, director da Bioregional, entidade parceira da World Wildlife Found, apresenta na sexta-feira o Plano Sustentável da Mata de Sesimbra, um projecto que vai criar 11.000 postos de trabalho, segundo anunciou hoje a WWF.
O projecto prevê ainda que os produtores locais abasteçam no futuro pelo menos 50% dos serviços do empreendimento sustentável One Planet Living, previsto para a zona.
O projecto da Mata de Sesimbra é pioneiro a nível mundial e será utilizado como modelo noutras iniciativas mundiais e pretende mostrar que é possível construir espaços de lazer e turismo sem prejudicar o ambiente. A WWF e Bioregional lançaram o projecto One Planet Living que prevê a criação de uma rede de comunidades sustentáveis em todo o mundo, envolvendo as mais diversas entidades, como empresas imobiliárias, autarquias e até a banca.
Pooran Desai, director da Bioregional, entidade parceira da World Wildlife Found, apresenta na sexta-feira o Plano Sustentável da Mata de Sesimbra, um projecto que vai criar 11.000 postos de trabalho, segundo anunciou hoje a WWF.
O projecto prevê ainda que os produtores locais abasteçam no futuro pelo menos 50% dos serviços do empreendimento sustentável One Planet Living, previsto para a zona.
O projecto da Mata de Sesimbra é pioneiro a nível mundial e será utilizado como modelo noutras iniciativas mundiais e pretende mostrar que é possível construir espaços de lazer e turismo sem prejudicar o ambiente. A WWF e Bioregional lançaram o projecto One Planet Living que prevê a criação de uma rede de comunidades sustentáveis em todo o mundo, envolvendo as mais diversas entidades, como empresas imobiliárias, autarquias e até a banca.
domingo
Faleceu Maurício Costa
"Setúbal Na Rede", 1 de Março de 2006
O professor e presidente da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA), Maurício Pinto da Costa, faleceu na passada segunda-feira, aos 73 anos de idade, após doença prolongada. Quaresma Rosa, do conselho fiscal da LASA, conta que “o que ressalta de Maurício Costa é a obra, que deixou inacabada, e o incentivo àqueles com quem trabalhava”, descrevendo-o como “um homem leal, batalhador e amigo”.
Quaresma Rosa relembra a “lealdade” que Maurício Costa “sempre pôs nas relações, renegando visões partidárias e colocando à frente de tudo a sua cidade de eleição, Setúbal”. Um homem que “batalhou por esta cidade e que demonstrou sempre muita coragem e grande lealdade para com os opositores, transformando-os em seus amigos e sensibilizando-os para a sua luta por Setúbal”.
O membro da LASA destaca algumas acções e iniciativas de Maurício Costa, como a instituição do Prémio Bocage (concurso de poesia), através da LASA, que veio “projectar valores, o poeta Bocage e a cidade de Setúbal”, ou a campanha pela recuperação do Convento de Jesus, “para a qual ainda muito falta fazer”. Maurício Costa foi também um forte opositor da co-incineração na Arrábida, fazendo parte da Comissão de Acompanhamento Ambiental da Secil.
Maurício Costa era natural de Montemor-o-Novo, mas desde criança que residia em Setúbal. Licenciado em Biologia, exerceu a actividade de professor nas escolas Preparatória de Bocage, da qual foi director, e na Secundária de Bocage. Foi também primeiro secretário da Assembleia da Sociedade Setúbal POLIS e, sobretudo, “um defensor de diversas causas a favor desta cidade”, conclui Quaresma Rosa.
Cláudia Monteiro
O professor e presidente da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA), Maurício Pinto da Costa, faleceu na passada segunda-feira, aos 73 anos de idade, após doença prolongada. Quaresma Rosa, do conselho fiscal da LASA, conta que “o que ressalta de Maurício Costa é a obra, que deixou inacabada, e o incentivo àqueles com quem trabalhava”, descrevendo-o como “um homem leal, batalhador e amigo”.
Quaresma Rosa relembra a “lealdade” que Maurício Costa “sempre pôs nas relações, renegando visões partidárias e colocando à frente de tudo a sua cidade de eleição, Setúbal”. Um homem que “batalhou por esta cidade e que demonstrou sempre muita coragem e grande lealdade para com os opositores, transformando-os em seus amigos e sensibilizando-os para a sua luta por Setúbal”.
O membro da LASA destaca algumas acções e iniciativas de Maurício Costa, como a instituição do Prémio Bocage (concurso de poesia), através da LASA, que veio “projectar valores, o poeta Bocage e a cidade de Setúbal”, ou a campanha pela recuperação do Convento de Jesus, “para a qual ainda muito falta fazer”. Maurício Costa foi também um forte opositor da co-incineração na Arrábida, fazendo parte da Comissão de Acompanhamento Ambiental da Secil.
Maurício Costa era natural de Montemor-o-Novo, mas desde criança que residia em Setúbal. Licenciado em Biologia, exerceu a actividade de professor nas escolas Preparatória de Bocage, da qual foi director, e na Secundária de Bocage. Foi também primeiro secretário da Assembleia da Sociedade Setúbal POLIS e, sobretudo, “um defensor de diversas causas a favor desta cidade”, conclui Quaresma Rosa.
Cláudia Monteiro
A Valia das Questões Arquitectónicas
Jornal "O Sesimbrense", 24 de Fevereiro de 2006
Entrevista com Arquitecto José Carlos Trindade
José Carlos Trindade, arquitecto bem conhecido, devido aos seus excelentes projectos, fala-nos um pouco sobre a sua profissão, experiências e novas ideias para o nosso Concelho.
É sabido que os arquitectos elaboram projectos. Os engenheiros também fazem o mesmo. O que é que diferencia a actividade dos arquitectos?
O que acontece é que quando se fala de projectos, normalmente o que se está a falar não é de um projecto mas de um conjunto de projectos. Portanto isso quer dizer que a arquitectura funciona em multidisciplinaridade e não separada das outras especialidades. É um trabalho de convergência. Não há boa arquitectura de não houver boas engenharias.
Esta ideia de haver uma distinção entre arquitectos e engenheiros é de há muito uma ideia errada porque devem convergir na mesma direcção.
O papel do arquitecto pode ser comparável ao papel de um maestro na orquestra, é aquele que tem a visão global da coisa, e que desde a concepção até à conclusão da obra procura que todas as intervenções estejam afinadas com vista a um determinado produto final. Fala-se de arquitectura relati-vamente a uma pequena loja, como se pode falar de arquitectura uma cidade. Há nestes exemplos uma escala de inter-venção muito distinta.
Como é que se situa a sua actividade nestes níveis de intervenção?
Temos feito um pouco de tudo. Desde habitação, moradias, temos feito habitação colectiva, equipamentos colectivos, portanto edifícios que têm uma utilização para público, temos feito urbanismo com loteamentos e também planeamento urbano. De certa maneira temos corrido o leque todo.
As pessoas são muito exigentes no que respeita a habitações?
As pessoas têm ideias muito definidas. É muito raro podermos ter uma intervenção mais criativa ao nível das moradias porque as pessoas são cautelosas nas suas próprias ideias.
E em relação a espaços públicos? O urbanismo propriamente dito?
Temos feito muita coisa a nível de loteamentos. Temos uma experiência muito aprofundada ao nível da reconversão de loteamentos ilegais, que é um trabalho pouco valorizado, mas é um trabalho muito complexo.
Temos vários empreendimentos construídos em Sesimbra; estou-me a lembrar do Clube Naval de Sesimbra, que resultou muito bem, outro caso é o Centro Pastoral Bento XVI, que foi uma iniciativa da Paróquia do Castelo, e foi construída em tempo recorde e que já está a funcionar.
Mas também temos participado em outras obras que para mim são muito gratificantes, o caso da Piscina e da Sala de Desporto do GDS.
Os promotores imobiliários, os empreiteiros, os técnicos e os cidadãos em geral queixam-se da burocracia da administração pública. Na sua opinião o que é que está mal e o que podemos fazer para melhorar?
Vivemos num país em que trabalhamos muito para produzir pouco. E nesse processo, a administração pública tem um peso enorme, porque de um modo geral tende a tornar complexo aquilo que podia ser simples e a tornar lento o que podia ser rápido e isto tem um efeito perverso na economia.
Do meu ponto de vista o que é preciso ser feito: primeiro é necessário que haja vontade política para mudar. Neste momento acho que existe essa vontade política. Acho que estes últimos governos deram sinais de mudança concretos, depois o primeiro investimento devia ser na formação das pessoas.
Há necessidade de mudar a visão das coisas e de clarificar procedimentos, o que acontece normalmente na função pública é que há poucos que trabalham muito e há muitos que trabalham pouco. Depois as questões que têm a mais a ver com os procedimentos, tem de haver desmaterialização dos procedimentos administrativos, ou seja, hoje tudo se passa com papéis, tudo isto significa um imenso acréscimo de tempo, num mundo em que tudo funciona à “velocidade da luz”, como diz Bill Gates. Isto é um feito benéfico que pode tornar a administração transparente, coisa que a administração não é. A administração é uma máquina opaca, difícil, de um modo geral é um conjunto de dificuldades acrescidas para o cidadão. É sabido que estão em elaboração projectos de grande dimensão para Sesimbra, nomeadamente os projectos da Mata de Sesimbra.
O que lhe parece haver de positivo e de negativo nestes projectos?
Basicamente são dois projectos imensos, um a norte da Lagoa de Albufeira e outro a sul da Lagoa. Para ter uma ideia, em termos de área, estes dois planos correspondem a metade da área do Concelho de Sesimbra e em termos de população permanente significa mais 20 000 habitantes de população fixa e mais 20 000 de população flutuante.
Mas o que há são planos e os planos não são projectos.
Esses planos estão na administração central, ainda não são conhecidos, apenas o serão quando forem sujeitos a inquérito público. A intenção que tem sido manifestada é, que o que se vai fazer, seja de utilização predominantemente turística, e se assim for é muito positivo e portanto vai ser um motor de desenvolvimento. Quanto a aspectos negativos ainda não conhecemos nem os planos nem os projectos, apenas conhecemos as intenções, mas do que tem vindo a público parece-me positivo.
Fala quem sabe e a quem Sesimbra já muito deve. E em solicitude e amizade também a LAS é devedora, em boa escala, do nosso entrevistado de hoje.
Quem é Quem
O Arquitecto José Carlos Santos Trindade, de cativante simpatia e agradabilíssimo trato pessoal, é mais um caso de Sesimbrense por adopção. Está por aqui radicado desde 1983, tendo nascido em Lisboa (Belém), há 52 anos.
Constituiu belíssima “equipa” de trabalho coma a sua família nuclear (Esposa e Filha, também Arquitecta) e completa agora as sua “bodas de prata” profissionais em prol de Sesimbra (1981-2006), com o reconhecimento de apreço de toda a comunidade.
O talento e a competência do Arquitecto Trindade têm valori-zado uma boa série de obras levadas a cabo no nosso Concelho, neste bem preenchido quarto de século. Apenas alguns exemplos: Casa Paroquial na Corredoura, Piscina e Sala Desportiva do GDS, Cercizimbra (Lar Residencial), ATL- Convívio (Castelo), Nova Sede do Clube Naval de Sesimbra (Porto de Abrigo).
Além do mais, um óptimo entrevistado.
Susana Berjano
Entrevista com Arquitecto José Carlos Trindade
José Carlos Trindade, arquitecto bem conhecido, devido aos seus excelentes projectos, fala-nos um pouco sobre a sua profissão, experiências e novas ideias para o nosso Concelho.
É sabido que os arquitectos elaboram projectos. Os engenheiros também fazem o mesmo. O que é que diferencia a actividade dos arquitectos?
O que acontece é que quando se fala de projectos, normalmente o que se está a falar não é de um projecto mas de um conjunto de projectos. Portanto isso quer dizer que a arquitectura funciona em multidisciplinaridade e não separada das outras especialidades. É um trabalho de convergência. Não há boa arquitectura de não houver boas engenharias.
Esta ideia de haver uma distinção entre arquitectos e engenheiros é de há muito uma ideia errada porque devem convergir na mesma direcção.
O papel do arquitecto pode ser comparável ao papel de um maestro na orquestra, é aquele que tem a visão global da coisa, e que desde a concepção até à conclusão da obra procura que todas as intervenções estejam afinadas com vista a um determinado produto final. Fala-se de arquitectura relati-vamente a uma pequena loja, como se pode falar de arquitectura uma cidade. Há nestes exemplos uma escala de inter-venção muito distinta.
Como é que se situa a sua actividade nestes níveis de intervenção?
Temos feito um pouco de tudo. Desde habitação, moradias, temos feito habitação colectiva, equipamentos colectivos, portanto edifícios que têm uma utilização para público, temos feito urbanismo com loteamentos e também planeamento urbano. De certa maneira temos corrido o leque todo.
As pessoas são muito exigentes no que respeita a habitações?
As pessoas têm ideias muito definidas. É muito raro podermos ter uma intervenção mais criativa ao nível das moradias porque as pessoas são cautelosas nas suas próprias ideias.
E em relação a espaços públicos? O urbanismo propriamente dito?
Temos feito muita coisa a nível de loteamentos. Temos uma experiência muito aprofundada ao nível da reconversão de loteamentos ilegais, que é um trabalho pouco valorizado, mas é um trabalho muito complexo.
Temos vários empreendimentos construídos em Sesimbra; estou-me a lembrar do Clube Naval de Sesimbra, que resultou muito bem, outro caso é o Centro Pastoral Bento XVI, que foi uma iniciativa da Paróquia do Castelo, e foi construída em tempo recorde e que já está a funcionar.
Mas também temos participado em outras obras que para mim são muito gratificantes, o caso da Piscina e da Sala de Desporto do GDS.
Os promotores imobiliários, os empreiteiros, os técnicos e os cidadãos em geral queixam-se da burocracia da administração pública. Na sua opinião o que é que está mal e o que podemos fazer para melhorar?
Vivemos num país em que trabalhamos muito para produzir pouco. E nesse processo, a administração pública tem um peso enorme, porque de um modo geral tende a tornar complexo aquilo que podia ser simples e a tornar lento o que podia ser rápido e isto tem um efeito perverso na economia.
Do meu ponto de vista o que é preciso ser feito: primeiro é necessário que haja vontade política para mudar. Neste momento acho que existe essa vontade política. Acho que estes últimos governos deram sinais de mudança concretos, depois o primeiro investimento devia ser na formação das pessoas.
Há necessidade de mudar a visão das coisas e de clarificar procedimentos, o que acontece normalmente na função pública é que há poucos que trabalham muito e há muitos que trabalham pouco. Depois as questões que têm a mais a ver com os procedimentos, tem de haver desmaterialização dos procedimentos administrativos, ou seja, hoje tudo se passa com papéis, tudo isto significa um imenso acréscimo de tempo, num mundo em que tudo funciona à “velocidade da luz”, como diz Bill Gates. Isto é um feito benéfico que pode tornar a administração transparente, coisa que a administração não é. A administração é uma máquina opaca, difícil, de um modo geral é um conjunto de dificuldades acrescidas para o cidadão. É sabido que estão em elaboração projectos de grande dimensão para Sesimbra, nomeadamente os projectos da Mata de Sesimbra.
O que lhe parece haver de positivo e de negativo nestes projectos?
Basicamente são dois projectos imensos, um a norte da Lagoa de Albufeira e outro a sul da Lagoa. Para ter uma ideia, em termos de área, estes dois planos correspondem a metade da área do Concelho de Sesimbra e em termos de população permanente significa mais 20 000 habitantes de população fixa e mais 20 000 de população flutuante.
Mas o que há são planos e os planos não são projectos.
Esses planos estão na administração central, ainda não são conhecidos, apenas o serão quando forem sujeitos a inquérito público. A intenção que tem sido manifestada é, que o que se vai fazer, seja de utilização predominantemente turística, e se assim for é muito positivo e portanto vai ser um motor de desenvolvimento. Quanto a aspectos negativos ainda não conhecemos nem os planos nem os projectos, apenas conhecemos as intenções, mas do que tem vindo a público parece-me positivo.
Fala quem sabe e a quem Sesimbra já muito deve. E em solicitude e amizade também a LAS é devedora, em boa escala, do nosso entrevistado de hoje.
Quem é Quem
O Arquitecto José Carlos Santos Trindade, de cativante simpatia e agradabilíssimo trato pessoal, é mais um caso de Sesimbrense por adopção. Está por aqui radicado desde 1983, tendo nascido em Lisboa (Belém), há 52 anos.
Constituiu belíssima “equipa” de trabalho coma a sua família nuclear (Esposa e Filha, também Arquitecta) e completa agora as sua “bodas de prata” profissionais em prol de Sesimbra (1981-2006), com o reconhecimento de apreço de toda a comunidade.
O talento e a competência do Arquitecto Trindade têm valori-zado uma boa série de obras levadas a cabo no nosso Concelho, neste bem preenchido quarto de século. Apenas alguns exemplos: Casa Paroquial na Corredoura, Piscina e Sala Desportiva do GDS, Cercizimbra (Lar Residencial), ATL- Convívio (Castelo), Nova Sede do Clube Naval de Sesimbra (Porto de Abrigo).
Além do mais, um óptimo entrevistado.
Susana Berjano
segunda-feira
Mercedes apreendido
"Jornal de Notícias", 26 de Fevereiro de 2006
Um veículo topo de gama, com matrícula falsa, foi, anteontem à noite, apreendido por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Arcos de Valdevez naquela vila do Alto Minho.
Segundo fonte daquela força de segurança, o automóvel, um Mercedes-Benz, de cor cinza, avaliado em 75 mil euros, circulava com a mesma matrícula de outro, do mesmo modelo e marca, cujo proprietário reside em Azeitão, Setúbal.
De acordo com a mesma fonte, um indivíduo estaria a tentar comercializar o carro (que possui matrícula, falsa, de 2004) por cerca de dez mil euros, valor tido como "irrisório", o que levou muitos a desconfiarem do "negócio", sendo o caso comunicado às autoridades, que deram, de imediato, início às investigações.
O veículo foi, então, encontrado parado no centro da vila. Todavia, o referido indivíduo não seria mais visto. As autoridades ainda montaram uma operação de vigilância ao automóvel, mas sem resultados, tendo o carro sido, depois, rebocado para o parque da GNR.
As autoridades procuram, agora, apurar a proveniência do veículo através do número de quadro, apontando os indícios para que a viatura tenha sido furtada no estrangeiro.
Ainda de acordo com a mesma fonte, na mesma situação estaria um outro carro, de marca BMW e com matrícula portuguesa, que as autoridades não terão conseguido localizar.
Um veículo topo de gama, com matrícula falsa, foi, anteontem à noite, apreendido por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Arcos de Valdevez naquela vila do Alto Minho.
Segundo fonte daquela força de segurança, o automóvel, um Mercedes-Benz, de cor cinza, avaliado em 75 mil euros, circulava com a mesma matrícula de outro, do mesmo modelo e marca, cujo proprietário reside em Azeitão, Setúbal.
De acordo com a mesma fonte, um indivíduo estaria a tentar comercializar o carro (que possui matrícula, falsa, de 2004) por cerca de dez mil euros, valor tido como "irrisório", o que levou muitos a desconfiarem do "negócio", sendo o caso comunicado às autoridades, que deram, de imediato, início às investigações.
O veículo foi, então, encontrado parado no centro da vila. Todavia, o referido indivíduo não seria mais visto. As autoridades ainda montaram uma operação de vigilância ao automóvel, mas sem resultados, tendo o carro sido, depois, rebocado para o parque da GNR.
As autoridades procuram, agora, apurar a proveniência do veículo através do número de quadro, apontando os indícios para que a viatura tenha sido furtada no estrangeiro.
Ainda de acordo com a mesma fonte, na mesma situação estaria um outro carro, de marca BMW e com matrícula portuguesa, que as autoridades não terão conseguido localizar.
quarta-feira
Taça de Inverno Beloura-Azeitão já começou
"Equitação", 14 de Fevereiro de 2006
Já começou Taça de Inverno Beloura-Azeitão 2006!
A primeira jornada teve lugar no último fim-de-semana, com a participação de numerosos conjuntos.
De destacar que, no sábado, a vitória no Grande Prémio B coube a Miguel Ralão em Oxalis da Meia Lua e, no domingo, a Daniel Pinto em Landeur.
Recorde-se que as próximas jornadas estão agendadas para 4 e 5 de Março, 25 e 26 de Março e 8 e 9 de Abril (final).
RESULTADOS
DIA 11
Prova Preliminar 11º Nuno Chaveiro / Wembley
2º Joana Gentil Martins / Herói
3º Georgina Rogers / Rouxinol1º Maria Silva / Luna (Circuito FP)
2º Mariana Guedes / Luna (Circuito FP)
3º Francisca Chaves / Melgart (Circuito FP)Prova Preliminar 21º Michel Viola / Ulisses (Circuito FP)Prova Preliminar 31º Mariana Barbosa / Jaquetão (Circuito FP)
2º Filipa Gentil Martins / Herói (Circuito FP)Prova Elementar 11º Nuno Chaveiro / Sorriso II da Pimenteira2º Miguel Ralão / Urquito
3º Mafalda Albergaria / UtilProva Elementar 31º Vanessa Aleixo / Ídolo (Circuito FP)
Prova Young Riders Preliminar
1º João Silva / Criptos
Prova Cavalos Novos – 5 Anos Preliminar
1º Mirabele Segard / Ulisses (Circuito FP)
Prova Intermediária 21º Daniel Pinto / Landeur
2º Daniel Pinto / Galopin
3º Nuno Vicente / Nostradamus do TopProva Grande Prémio B1º Miguel Ralão / Oxalis da Meia Lua (Circuito FP)
2º Pedro Torres / Riopele (Circuito FPProva S. Jorge1º Luciana Inácio / Raffaelo
2º Maria Moura Caetano / White Cedar3º Frederico Pintéus / PlangenteProva Juniores Preliminar1º Catarina Kemper / Anke
2º Inês Ponces / Holocausto
3º Carolina Martins / Gaviãozinho
1º Daniel Pinto / Pretty Girl (Circuito FP)2º Jeannette Jenny / Spartakus (Circuito FP)
3º Miguel Ralão / Sigonha(Circuito FP)
Prova Complementar 11º Nuno Chaveiro / For Sale
2º Pedro Castro Monteiro / Pommes
3º José Almeida Gonçalves / Rigoleto
1º Ricardo Magalhães / Kiwi (Circuito FP)Prova Complementar 31º Jorge Pereira / Renovado (Circuito FP)Prova Media 11º Luciana Inácio / Doulce
2º Maria Porto / Rijo3º Sofia Mariz / Loulou
RESULTADOS
DIA 12
Prova Preliminar 11º Rui Miguel Campeão / Tigre
2º Georgina Rogers / Rouxinol
3º Nuno Chaveiro / Wembley1º Mariana Guedes / Luna (Circuito FP)
2º Sofia Lancastre / Tenor (Circuito FP)3º Bruno Lopes / Sarmento (Circuito FP)
3º Maria Silva / Luna (Circuito FP)
Prova Preliminar 21º Ricardo Leandro / Record (Circuito FP)
2º Michel Viola / Ulisses (Circuito FP)3º Joana Gentil Martins / Herói (Circuito FP)
Prova Preliminar 31º Mariana Barbosa / Jaquetão (Circuito FP)
Prova Elementar 11º Nina Berit Kuhler / Urquero
2º Nuno Chaveiro / Sorriso II da Pimenteira
3º Pedro Matos / Trovador
Prova Elementar 21º Joaquim Fernandes / Urandi (Circuito FP)
2º Joaquim Fernandes / Treviata (Circuito FP)Prova Elementar 31º Vanessa Aleixo / Ídolo (Circuito FP)Prova Young Ryders Preliminar1º João Silva / Criptos
Prova Cavalos Novos – 5 Anos Preliminar1º Mirabele Segard / Ulisses (Circuito FP)
2º Miguel Ralão / Urquito (Circuito FP)Prova Intermediária 21º Maria Faria Carvalho / NuxequeProva Grande Prémio B1º Daniel Pinto / Landeur (Circuito FP)
2º Daniel Pinto / Galopin (Circuito FP)
3º Miguel Ralão / Oxalis da Meia Lua (Circuito FP)
Prova S. Jorge1º Maria Moura Caetano / White Cedar
2º Luciana Inácio / Raffaelo
3º Luciana Inácio / Vallos Caruso
Prova Juniores Preliminar
1º Catarina Kemper / Anke
2º Inês Ponces / Holocausto
3º Carolina Martins / Gaviãozinho
1º Miguel Ralão / Sigonha (Circuito FP)
Prova Juniores Team1º Daniel Pinto / Pretty Girl (Circuito FP)
2º Jeannette Jenny / Spartacus (Circuito FP)
3º Nuno Vicente / Suave (Circuito FP)
Prova Complementar 11º Nuno Chaveiro / For Sale2º Nuno Batista / Satélite
3º Pedro Castro Monteiro / Pommes1º Ricardo Magalhães / Kiwi (Circuito FP)
Prova Media 11º Luciana Inácio / Doulce
2º Carlota Barandas / Sonata
3º Sofia Mariz / Loulou
Já começou Taça de Inverno Beloura-Azeitão 2006!
A primeira jornada teve lugar no último fim-de-semana, com a participação de numerosos conjuntos.
De destacar que, no sábado, a vitória no Grande Prémio B coube a Miguel Ralão em Oxalis da Meia Lua e, no domingo, a Daniel Pinto em Landeur.
Recorde-se que as próximas jornadas estão agendadas para 4 e 5 de Março, 25 e 26 de Março e 8 e 9 de Abril (final).
RESULTADOS
DIA 11
Prova Preliminar 11º Nuno Chaveiro / Wembley
2º Joana Gentil Martins / Herói
3º Georgina Rogers / Rouxinol1º Maria Silva / Luna (Circuito FP)
2º Mariana Guedes / Luna (Circuito FP)
3º Francisca Chaves / Melgart (Circuito FP)Prova Preliminar 21º Michel Viola / Ulisses (Circuito FP)Prova Preliminar 31º Mariana Barbosa / Jaquetão (Circuito FP)
2º Filipa Gentil Martins / Herói (Circuito FP)Prova Elementar 11º Nuno Chaveiro / Sorriso II da Pimenteira2º Miguel Ralão / Urquito
3º Mafalda Albergaria / UtilProva Elementar 31º Vanessa Aleixo / Ídolo (Circuito FP)
Prova Young Riders Preliminar
1º João Silva / Criptos
Prova Cavalos Novos – 5 Anos Preliminar
1º Mirabele Segard / Ulisses (Circuito FP)
Prova Intermediária 21º Daniel Pinto / Landeur
2º Daniel Pinto / Galopin
3º Nuno Vicente / Nostradamus do TopProva Grande Prémio B1º Miguel Ralão / Oxalis da Meia Lua (Circuito FP)
2º Pedro Torres / Riopele (Circuito FPProva S. Jorge1º Luciana Inácio / Raffaelo
2º Maria Moura Caetano / White Cedar3º Frederico Pintéus / PlangenteProva Juniores Preliminar1º Catarina Kemper / Anke
2º Inês Ponces / Holocausto
3º Carolina Martins / Gaviãozinho
1º Daniel Pinto / Pretty Girl (Circuito FP)2º Jeannette Jenny / Spartakus (Circuito FP)
3º Miguel Ralão / Sigonha(Circuito FP)
Prova Complementar 11º Nuno Chaveiro / For Sale
2º Pedro Castro Monteiro / Pommes
3º José Almeida Gonçalves / Rigoleto
1º Ricardo Magalhães / Kiwi (Circuito FP)Prova Complementar 31º Jorge Pereira / Renovado (Circuito FP)Prova Media 11º Luciana Inácio / Doulce
2º Maria Porto / Rijo3º Sofia Mariz / Loulou
RESULTADOS
DIA 12
Prova Preliminar 11º Rui Miguel Campeão / Tigre
2º Georgina Rogers / Rouxinol
3º Nuno Chaveiro / Wembley1º Mariana Guedes / Luna (Circuito FP)
2º Sofia Lancastre / Tenor (Circuito FP)3º Bruno Lopes / Sarmento (Circuito FP)
3º Maria Silva / Luna (Circuito FP)
Prova Preliminar 21º Ricardo Leandro / Record (Circuito FP)
2º Michel Viola / Ulisses (Circuito FP)3º Joana Gentil Martins / Herói (Circuito FP)
Prova Preliminar 31º Mariana Barbosa / Jaquetão (Circuito FP)
Prova Elementar 11º Nina Berit Kuhler / Urquero
2º Nuno Chaveiro / Sorriso II da Pimenteira
3º Pedro Matos / Trovador
Prova Elementar 21º Joaquim Fernandes / Urandi (Circuito FP)
2º Joaquim Fernandes / Treviata (Circuito FP)Prova Elementar 31º Vanessa Aleixo / Ídolo (Circuito FP)Prova Young Ryders Preliminar1º João Silva / Criptos
Prova Cavalos Novos – 5 Anos Preliminar1º Mirabele Segard / Ulisses (Circuito FP)
2º Miguel Ralão / Urquito (Circuito FP)Prova Intermediária 21º Maria Faria Carvalho / NuxequeProva Grande Prémio B1º Daniel Pinto / Landeur (Circuito FP)
2º Daniel Pinto / Galopin (Circuito FP)
3º Miguel Ralão / Oxalis da Meia Lua (Circuito FP)
Prova S. Jorge1º Maria Moura Caetano / White Cedar
2º Luciana Inácio / Raffaelo
3º Luciana Inácio / Vallos Caruso
Prova Juniores Preliminar
1º Catarina Kemper / Anke
2º Inês Ponces / Holocausto
3º Carolina Martins / Gaviãozinho
1º Miguel Ralão / Sigonha (Circuito FP)
Prova Juniores Team1º Daniel Pinto / Pretty Girl (Circuito FP)
2º Jeannette Jenny / Spartacus (Circuito FP)
3º Nuno Vicente / Suave (Circuito FP)
Prova Complementar 11º Nuno Chaveiro / For Sale2º Nuno Batista / Satélite
3º Pedro Castro Monteiro / Pommes1º Ricardo Magalhães / Kiwi (Circuito FP)
Prova Media 11º Luciana Inácio / Doulce
2º Carlota Barandas / Sonata
3º Sofia Mariz / Loulou
Sesimbra prepara conferências quaresmais de 2006
"Agência Ecclesia", 13 de Fevereiro de 2006
Pelo nono ano consecutivo, a Paróquia de Santiago - Sesimbra promove, durante a Quaresma um tempo de aprofundamento sobre temas eclesiais ao ritmo do programa pastoral da Igreja universal e da Diocese de Setúbal em particular. Assim todas as quartas-feiras, às 21.30 horas, na Igreja Matriz de Santiago, temos um espaço de reflexão, partilha e oração.Este ano o tema aborda «A Bíblia: Palavra de Deus para a vida».
O leque de palestrantes é diversificado e abrangente. Está aberto a todos os interessados.Como é habitual à quarta-feira, pelas 21 horas, celebra-se a eucaristia.
Eis o programa deste ano:- 1 de Março: A Palavra de Deus alimenta-nos -‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus’- Frei Herculano Alves, OFCap. (professor de Sagrada Escritura);- 8 de Março: A Palavra de Deus fala-nos -‘Este é o meu Filho muito amado: escutai-o’ - Padre Dr. Mário Tavares (reitor do Seminário e do Santuário de Vila Viçosa);- 15 de Março: A Palavra de Deus é viva e vivificante – ‘Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito’ - Padre Doutor Joaquim Carreira das Neves, OFM (professor de Sagrada Escritura);- 22 de Março: A Palavra de Deus é salvação -‘Quem acredita no Filho de Deus tem a vida eterna’ - D. Manuel Felício (Bispo da Guarda);- 29 de Março: A Palavra de Deus faz-nos irmãos – ‘Se alguém Me quiser servir que Me siga’ - Dr. António Bagão Félix (economista);- 5 de Abril: A Palavra de Deus faz comunidade -‘Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz’- Cónego Carlos Paes (pároco de São João de Deus – Lisboa);- 12 de Abril: A Palavra de Deus gera compromisso -‘O Espírito Santo está sobre mim: Ele me enviou a anunciar a boa nova aos pobres’.
Padre Doutor Jacinto Farias (professor de Teologia).
Pelo nono ano consecutivo, a Paróquia de Santiago - Sesimbra promove, durante a Quaresma um tempo de aprofundamento sobre temas eclesiais ao ritmo do programa pastoral da Igreja universal e da Diocese de Setúbal em particular. Assim todas as quartas-feiras, às 21.30 horas, na Igreja Matriz de Santiago, temos um espaço de reflexão, partilha e oração.Este ano o tema aborda «A Bíblia: Palavra de Deus para a vida».
O leque de palestrantes é diversificado e abrangente. Está aberto a todos os interessados.Como é habitual à quarta-feira, pelas 21 horas, celebra-se a eucaristia.
Eis o programa deste ano:- 1 de Março: A Palavra de Deus alimenta-nos -‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus’- Frei Herculano Alves, OFCap. (professor de Sagrada Escritura);- 8 de Março: A Palavra de Deus fala-nos -‘Este é o meu Filho muito amado: escutai-o’ - Padre Dr. Mário Tavares (reitor do Seminário e do Santuário de Vila Viçosa);- 15 de Março: A Palavra de Deus é viva e vivificante – ‘Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito’ - Padre Doutor Joaquim Carreira das Neves, OFM (professor de Sagrada Escritura);- 22 de Março: A Palavra de Deus é salvação -‘Quem acredita no Filho de Deus tem a vida eterna’ - D. Manuel Felício (Bispo da Guarda);- 29 de Março: A Palavra de Deus faz-nos irmãos – ‘Se alguém Me quiser servir que Me siga’ - Dr. António Bagão Félix (economista);- 5 de Abril: A Palavra de Deus faz comunidade -‘Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz’- Cónego Carlos Paes (pároco de São João de Deus – Lisboa);- 12 de Abril: A Palavra de Deus gera compromisso -‘O Espírito Santo está sobre mim: Ele me enviou a anunciar a boa nova aos pobres’.
Padre Doutor Jacinto Farias (professor de Teologia).
sábado
Elite reúne-se hoje em Sesimbra
"O Norte Desportivo", 11 de Fevereiro de 2006
É já neste fim-de-semana que a «nata» nacional do Surf, Bodyboard e do Skimboard começa a disputar o Circuito MATIX/SCS. Dividida em vários escalões, esta prova promete grande animação nas águas de Sesimbra.
O Circuito MATIX/SCS 2006 de Surf, Bodyboard e Skimboard tem início já neste fim-de-semana, na praia da Lagoa de Albufeira, em Sesimbra.
Com encontro marcado para as 9h00 do dia de hoje, a elite nacional vai discutir, até amanhã, as três modalidades em que se desenvolve a competição, divididos pelos escalões Open, Feminino, Sub-18, Sub-16 e Sub-14. Já nas vertentes Bodyboard Dropknee e Longboard, os participantes apenas medem forças na categoria Open.Disputada em palanque duplo, sendo a acção do skimming paralela à do surf/bodyboard, esta prova conta com a organização da «casa» que lhe dá nome: o Surf Clube de Sesimbra (SCS).
E para estar presente nesta competição, o concorrente tem de reunir uma das duas duas características: ou é sócio do SCS - usufruindo de inscrições reduzidas de cinco euros nas categorias Open e Feminino, e de três euros em Sub-18, Sub-16 e Sub-14 - e paga uma quota anual de 30 euros (que inclui seguro desportivo da FPS, no caso do atleta não ser federado); ou é federado por outro clube e não tem necessidade de se tornar sócio do SCS. Os que se incluem nesta «classe», desembolsam 15 euros para disputar os escalões Open e Feminino e 12 para os Sub-18, Sub-16 e Sub-14.Os interessados podem efectuar a respectiva inscrição - que encerra às 18h00 da sexta-feira anterior a cada etapa - na SCS Surf Shop, em Sesimbra, por telefone (210875139/933845535), por e-mail (scs@scs.pt) ou por sms (933845535), indicando o nome completo, modalidade e categoria em que pretende competir.
Várias sãos as instituições que se juntaram à organização deste evento, tais como a Câmara Municipal de Sesimbra, o Instituto Português da Juventude, as Juntas de Freguesia do Castelo e de Santiago, entre outras entidades.
A segunda jornada do Circuito decorre nos próximos dias 18 e 19 de Março, sendo que a terceira se realiza a 6 e 7 de Maio. A competição encerra a 3 e 4 de Junho, com a disputa da quarta e última ronda.
É já neste fim-de-semana que a «nata» nacional do Surf, Bodyboard e do Skimboard começa a disputar o Circuito MATIX/SCS. Dividida em vários escalões, esta prova promete grande animação nas águas de Sesimbra.
O Circuito MATIX/SCS 2006 de Surf, Bodyboard e Skimboard tem início já neste fim-de-semana, na praia da Lagoa de Albufeira, em Sesimbra.
Com encontro marcado para as 9h00 do dia de hoje, a elite nacional vai discutir, até amanhã, as três modalidades em que se desenvolve a competição, divididos pelos escalões Open, Feminino, Sub-18, Sub-16 e Sub-14. Já nas vertentes Bodyboard Dropknee e Longboard, os participantes apenas medem forças na categoria Open.Disputada em palanque duplo, sendo a acção do skimming paralela à do surf/bodyboard, esta prova conta com a organização da «casa» que lhe dá nome: o Surf Clube de Sesimbra (SCS).
E para estar presente nesta competição, o concorrente tem de reunir uma das duas duas características: ou é sócio do SCS - usufruindo de inscrições reduzidas de cinco euros nas categorias Open e Feminino, e de três euros em Sub-18, Sub-16 e Sub-14 - e paga uma quota anual de 30 euros (que inclui seguro desportivo da FPS, no caso do atleta não ser federado); ou é federado por outro clube e não tem necessidade de se tornar sócio do SCS. Os que se incluem nesta «classe», desembolsam 15 euros para disputar os escalões Open e Feminino e 12 para os Sub-18, Sub-16 e Sub-14.Os interessados podem efectuar a respectiva inscrição - que encerra às 18h00 da sexta-feira anterior a cada etapa - na SCS Surf Shop, em Sesimbra, por telefone (210875139/933845535), por e-mail (scs@scs.pt) ou por sms (933845535), indicando o nome completo, modalidade e categoria em que pretende competir.
Várias sãos as instituições que se juntaram à organização deste evento, tais como a Câmara Municipal de Sesimbra, o Instituto Português da Juventude, as Juntas de Freguesia do Castelo e de Santiago, entre outras entidades.
A segunda jornada do Circuito decorre nos próximos dias 18 e 19 de Março, sendo que a terceira se realiza a 6 e 7 de Maio. A competição encerra a 3 e 4 de Junho, com a disputa da quarta e última ronda.
sexta-feira
Armadores de pesca artesanal satisfeitos com quotas para 2006
Jornal "O Mirante", 28 de Dezembro de 2005
Os armadores de pesca artesanal do Centro e Sul manifestaram-se satisfeitos com o acordo sobre as quotas de pesca para 2006, que permitiu a Portugal manter as capturas na maioria das espécies e aumentar a da pescada.
Os ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia (UE) chegaram quinta-feira a acordo em Bruxelas sobre as quotas pesqueiras para 2006, que permite a Portugal manter os limites admissíveis de capturas em espécies como o tamboril e biqueirão e aumentar em 12 por cento a apanha da pescada.
“Congratulamo-nos com o acordo, especialmente na (quota da) pescada, porque é a espécie que mais se captura ao anzol, na zona de Sesimbra”, disse à Agência Lusa Máximo Carapinha, secretário-geral da Asso-ciação dos Armadores de Pesca Artesanal Local do Centro e Sul (sedeada em Sesimbra).
No entanto, o responsável adiantou que subsiste alguma preocupação devido à proposta feita ao ministro da Agricultura e Pescas para que “essas quotas atribuídas fossem distribuídas pelas embarcações conforme as capturas históricas apresentadas pelas mesmas nos últimos anos”.
Máximo Carapinha considera que se deve evitar “o risco de uns capturarem tudo e os outros não terem direito a nada”, referindo-se a espécies como a pescada, o linguado e o tamboril.
Carapinha adiantou que este assunto é da “competência da administração central portuguesa” tendo o ministro Jaime Silva ficado de realizar uma reunião conjunta com todas as associações nacionais de pesca artesanal para decidir o que fazer em relação às quotas.
Das espécies abrangidas pelo acordo com a União Europeia, a pescada, o linguado e o tamboril são as três únicas que interessam à pesca artesanal, disse a mesma fonte.
No caso do tamboril, Máximo Carapinha admite que existe uma falta de animais desta espécie, que, no seu entender, foi provocada por os pescadores “não terem respeitado o tempo da desova”.
“O maior esforço de pesca, talvez do arrasto, fez desaparecer o tamboril em Junho deste ano, isto porque se apanhou tamboril muito pequeno, em Janeiro e Fevereiro, quando se dá a desova”, concluiu.
Os armadores de pesca artesanal do Centro e Sul manifestaram-se satisfeitos com o acordo sobre as quotas de pesca para 2006, que permitiu a Portugal manter as capturas na maioria das espécies e aumentar a da pescada.
Os ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia (UE) chegaram quinta-feira a acordo em Bruxelas sobre as quotas pesqueiras para 2006, que permite a Portugal manter os limites admissíveis de capturas em espécies como o tamboril e biqueirão e aumentar em 12 por cento a apanha da pescada.
“Congratulamo-nos com o acordo, especialmente na (quota da) pescada, porque é a espécie que mais se captura ao anzol, na zona de Sesimbra”, disse à Agência Lusa Máximo Carapinha, secretário-geral da Asso-ciação dos Armadores de Pesca Artesanal Local do Centro e Sul (sedeada em Sesimbra).
No entanto, o responsável adiantou que subsiste alguma preocupação devido à proposta feita ao ministro da Agricultura e Pescas para que “essas quotas atribuídas fossem distribuídas pelas embarcações conforme as capturas históricas apresentadas pelas mesmas nos últimos anos”.
Máximo Carapinha considera que se deve evitar “o risco de uns capturarem tudo e os outros não terem direito a nada”, referindo-se a espécies como a pescada, o linguado e o tamboril.
Carapinha adiantou que este assunto é da “competência da administração central portuguesa” tendo o ministro Jaime Silva ficado de realizar uma reunião conjunta com todas as associações nacionais de pesca artesanal para decidir o que fazer em relação às quotas.
Das espécies abrangidas pelo acordo com a União Europeia, a pescada, o linguado e o tamboril são as três únicas que interessam à pesca artesanal, disse a mesma fonte.
No caso do tamboril, Máximo Carapinha admite que existe uma falta de animais desta espécie, que, no seu entender, foi provocada por os pescadores “não terem respeitado o tempo da desova”.
“O maior esforço de pesca, talvez do arrasto, fez desaparecer o tamboril em Junho deste ano, isto porque se apanhou tamboril muito pequeno, em Janeiro e Fevereiro, quando se dá a desova”, concluiu.
Imigrante foi esfaqueado com dois golpes no pescoço
"Jornal de Notícias", 29 de Dezembro de 2005
Um imigrante moldavo de 22 anos está internado no Hospital de S. José, em Lisboa, em estado grave, na sequência de um ataque com arma branca, que o deixou tetraplégico.
O crime ocorreu na madrugada da véspera de Natal, em Brejos de Azeitão, Palmela, e está a ser investigado pela PJ de Setúbal que, até ao fim da tarde de ontem, ainda não tinha feito detenções. As autoridades levantam várias hipóteses para as razões do crime, desde uma rixa até um ajuste de contas entre indivíduos de Leste.
A vítima, Constantin, tinha estado com outros moldavos num café em Brejos, até às quatro da madrugada de dia 24, a jogar bilhar, segundo José António, proprietário do estabelecimento o "Janica". "Vinham cá às vezes, mas não com muita frequência", apontou o comerciante, classificando a conduta do grupo como "normal".
Saíram pouco depois das 4 horas horas e José António viu-os já na rua a interperlarem um indivíduo que estava na via pública, nas imediações do bar "Harducampo", do lado oposto da rua. O grupo deslocou-se para uma esquina, já em confronto, juntando-se mais gente à refrega.
"Havia por aí muitos gritos", conta um morador da zona. Pouco depois um dos envolvidos caiu no chão. Era Constantin, atingido com pelo menos dois golpes de arma branca no pescoço. Os gritos aumentaram e José António ligou ao 112, ao mesmo tempo que corria para o local onde o jovem moldavo estava caído no chão.Mas os problemas não tinham ainda acabado. Com a chegada da GNR, a maioria dos intervenientes desapareceu, inclusive o autor da agressão. A vítima ainda foi transportada para Setúbal e daí foi transferida para Lisboa.
Um imigrante moldavo de 22 anos está internado no Hospital de S. José, em Lisboa, em estado grave, na sequência de um ataque com arma branca, que o deixou tetraplégico.
O crime ocorreu na madrugada da véspera de Natal, em Brejos de Azeitão, Palmela, e está a ser investigado pela PJ de Setúbal que, até ao fim da tarde de ontem, ainda não tinha feito detenções. As autoridades levantam várias hipóteses para as razões do crime, desde uma rixa até um ajuste de contas entre indivíduos de Leste.
A vítima, Constantin, tinha estado com outros moldavos num café em Brejos, até às quatro da madrugada de dia 24, a jogar bilhar, segundo José António, proprietário do estabelecimento o "Janica". "Vinham cá às vezes, mas não com muita frequência", apontou o comerciante, classificando a conduta do grupo como "normal".
Saíram pouco depois das 4 horas horas e José António viu-os já na rua a interperlarem um indivíduo que estava na via pública, nas imediações do bar "Harducampo", do lado oposto da rua. O grupo deslocou-se para uma esquina, já em confronto, juntando-se mais gente à refrega.
"Havia por aí muitos gritos", conta um morador da zona. Pouco depois um dos envolvidos caiu no chão. Era Constantin, atingido com pelo menos dois golpes de arma branca no pescoço. Os gritos aumentaram e José António ligou ao 112, ao mesmo tempo que corria para o local onde o jovem moldavo estava caído no chão.Mas os problemas não tinham ainda acabado. Com a chegada da GNR, a maioria dos intervenientes desapareceu, inclusive o autor da agressão. A vítima ainda foi transportada para Setúbal e daí foi transferida para Lisboa.
O cão por almofada!
"Agência Ecclesia", 31 de Janeiro de 2006
A cena passou-se, num desses dias de frio (com vento gelado, o mar de fundo à mistura com uma réstia de sol), deste Inverno em Sesimbra: um homem dormia a sesta, tendo um cão por almofada, que, por seu turno, também descansava num pedaço de relva desbotada pelo sol e a aragem marítima.
Este quadro – algo pitoresco e insólito – tanto quanto se podia perceber, não despertava a atenção de qualquer dos transeuntes. Pela nossa parte ficamos a pensar sobre aquela consonância de homem e animal, numa quase simbiose romântica e messiânica.
De facto, corremos o risco de andar tão atarefados na vida, que as pequenas coisas podem-nos escapar, por muito significativas que para outros possam tornar-se. Por outro lado, as loisas que nos preocupam nem por sombras têm tanta importância do que reparar nos marginalizados (o que não quer dizer marginais, como é o caso em presença!) da vida pela concorrência atroz, voraz e anónima.
Se, por momentos, nos detivermos a verificar, cada um de nós não passa duma multiplicidade de números para identificação, conforme a instância a que se tem de dirigir, o serviço que pretenda ou o sector em demanda. Parece que contamos cada vez menos como pessoas, pois fomos – quase deliberadamente – amputados da nossa identidade mais profunda, a de ter um nome, muito para além dos apelidos (mais ou menos pomposos) que se lhe seguem. É a força do anonimato que nos persegue nesta sociedade agressiva, mas carente de atenção, de carinho e de rosto.
Repare-se no que diz o Papa Bento XVI na sua encíclica «Deus é caridade»: ‘Faz parte da evolução do amor para níveis mais altos, para as suas íntimas purificações, que ele procure agora o carácter definitivo, e isto num duplo sentido: no sentido da exclusividade — «apenas esta única pessoa» — e no sentido de ser «para sempre». O amor compreende a totalidade da existência em toda a sua dimensão, inclusive a temporal. Nem poderia ser de outro modo, porque a sua promessa visa o definitivo: o amor visa a eternidade’ (n.º 6). - Dizia-se naquele tempo em que uns tantos se queriam equiparar aos que tinham alguma importância social, mas não tinham estatuto, embora aspirassem a manifestá-lo nem que fosse à força de comprar as regalias: ‘foge cão que te fazem barão; mas para onde se me fazem visconde’. De facto, ao vermos a recente enxurrada de condecorações, em maré de saída, pelo Presidente da República, como que sentimos alguma perplexidade pelo acto e pelas figuras envolvidas. Parece que Portugal merecia melhor!- Quando vemos crescer a promoção de tudo quanto seja de teor animal (à mistura com uma certa ecologia), nalgumas situações em desfavor dos humanos, como que sentimos uma degeneração da nossa conduta e dos valores que a norteiam. Quem não terá reparado (já) no imenso stock de comida para animais nas grandes áreas comerciais, numa quase afronta aos milhões de famintos, esfomeados e insuficientemente alimentados em tantas partes deste mundo... cão, na vertente mais ou menos humana! - Mesmo que, em finais de Janeiro, tenhamos entrado no ‘ano do cão’, segundo o calendário chinês, nada nos obriga a ter de ceder às pressões de endeusamento do mundo animal – quase roçando a animalização dos humanos – obnubilando as forças psicológica e espiritual da pessoa humana. Afinal, onde está a valorização de crescimento em humanismo nesta civilização que exalta mais as paixões do que obediência? Até onde vai descer a nossa cultura, quando teme levantar-se, preferindo antes rastejar? Como poderemos fazer sair tantos cristãos desta amorfia com que nos tentam seduzir, conquistar e embalar? Ser cidadão é ter dignidade, olhando os outros nos olhos, desvelando-lhes o rosto e apontando-lhes para o mais Além.
A. Sílvio Couto
A cena passou-se, num desses dias de frio (com vento gelado, o mar de fundo à mistura com uma réstia de sol), deste Inverno em Sesimbra: um homem dormia a sesta, tendo um cão por almofada, que, por seu turno, também descansava num pedaço de relva desbotada pelo sol e a aragem marítima.
Este quadro – algo pitoresco e insólito – tanto quanto se podia perceber, não despertava a atenção de qualquer dos transeuntes. Pela nossa parte ficamos a pensar sobre aquela consonância de homem e animal, numa quase simbiose romântica e messiânica.
De facto, corremos o risco de andar tão atarefados na vida, que as pequenas coisas podem-nos escapar, por muito significativas que para outros possam tornar-se. Por outro lado, as loisas que nos preocupam nem por sombras têm tanta importância do que reparar nos marginalizados (o que não quer dizer marginais, como é o caso em presença!) da vida pela concorrência atroz, voraz e anónima.
Se, por momentos, nos detivermos a verificar, cada um de nós não passa duma multiplicidade de números para identificação, conforme a instância a que se tem de dirigir, o serviço que pretenda ou o sector em demanda. Parece que contamos cada vez menos como pessoas, pois fomos – quase deliberadamente – amputados da nossa identidade mais profunda, a de ter um nome, muito para além dos apelidos (mais ou menos pomposos) que se lhe seguem. É a força do anonimato que nos persegue nesta sociedade agressiva, mas carente de atenção, de carinho e de rosto.
Repare-se no que diz o Papa Bento XVI na sua encíclica «Deus é caridade»: ‘Faz parte da evolução do amor para níveis mais altos, para as suas íntimas purificações, que ele procure agora o carácter definitivo, e isto num duplo sentido: no sentido da exclusividade — «apenas esta única pessoa» — e no sentido de ser «para sempre». O amor compreende a totalidade da existência em toda a sua dimensão, inclusive a temporal. Nem poderia ser de outro modo, porque a sua promessa visa o definitivo: o amor visa a eternidade’ (n.º 6). - Dizia-se naquele tempo em que uns tantos se queriam equiparar aos que tinham alguma importância social, mas não tinham estatuto, embora aspirassem a manifestá-lo nem que fosse à força de comprar as regalias: ‘foge cão que te fazem barão; mas para onde se me fazem visconde’. De facto, ao vermos a recente enxurrada de condecorações, em maré de saída, pelo Presidente da República, como que sentimos alguma perplexidade pelo acto e pelas figuras envolvidas. Parece que Portugal merecia melhor!- Quando vemos crescer a promoção de tudo quanto seja de teor animal (à mistura com uma certa ecologia), nalgumas situações em desfavor dos humanos, como que sentimos uma degeneração da nossa conduta e dos valores que a norteiam. Quem não terá reparado (já) no imenso stock de comida para animais nas grandes áreas comerciais, numa quase afronta aos milhões de famintos, esfomeados e insuficientemente alimentados em tantas partes deste mundo... cão, na vertente mais ou menos humana! - Mesmo que, em finais de Janeiro, tenhamos entrado no ‘ano do cão’, segundo o calendário chinês, nada nos obriga a ter de ceder às pressões de endeusamento do mundo animal – quase roçando a animalização dos humanos – obnubilando as forças psicológica e espiritual da pessoa humana. Afinal, onde está a valorização de crescimento em humanismo nesta civilização que exalta mais as paixões do que obediência? Até onde vai descer a nossa cultura, quando teme levantar-se, preferindo antes rastejar? Como poderemos fazer sair tantos cristãos desta amorfia com que nos tentam seduzir, conquistar e embalar? Ser cidadão é ter dignidade, olhando os outros nos olhos, desvelando-lhes o rosto e apontando-lhes para o mais Além.
A. Sílvio Couto
Apresentação e bênção de crianças em Sesimbra
"Agência Ecclesia", 31 de Janeiro de 2006
A Paróquia de Santiago – Sesimbra celebra, no próximo dia 2 de Fevereiro (quinta-feira), a apresentação e bênção de crianças não baptizadas, destinada a crianças até aos dez anos, estejam ou não a frequentar a catequese e que venham a ser baptizadas no decorrer deste ano de 2006.
Desta forma, para além de dar um conteúdo renovado à festa litúrgica da Apresentação do Senhor (com a respectiva celebração tradicional da luz), este momento pretende sensibilizar a família (pais e padrinhos) e a paróquia em geral para a graça do baptismo e a sua consequente vivência em Igreja paroquial.
No quadro do triénio da Diocese de Setúbal, centrado na Bíblia, esta celebração pretende ainda correlacionar este momento litúrgico com a sua fundamentação bíblica e as suas implicações no campo da evangelização hodierna.
De referir ainda que, no âmbito da pastoral familiar paroquial, é proposta no dia catorze de Fevereiro, uma celebração para namorados, devendo os pretendentes ter mais de dezasseis anos e namorarem há, pelo menos, seis meses.
A Paróquia de Santiago – Sesimbra celebra, no próximo dia 2 de Fevereiro (quinta-feira), a apresentação e bênção de crianças não baptizadas, destinada a crianças até aos dez anos, estejam ou não a frequentar a catequese e que venham a ser baptizadas no decorrer deste ano de 2006.
Desta forma, para além de dar um conteúdo renovado à festa litúrgica da Apresentação do Senhor (com a respectiva celebração tradicional da luz), este momento pretende sensibilizar a família (pais e padrinhos) e a paróquia em geral para a graça do baptismo e a sua consequente vivência em Igreja paroquial.
No quadro do triénio da Diocese de Setúbal, centrado na Bíblia, esta celebração pretende ainda correlacionar este momento litúrgico com a sua fundamentação bíblica e as suas implicações no campo da evangelização hodierna.
De referir ainda que, no âmbito da pastoral familiar paroquial, é proposta no dia catorze de Fevereiro, uma celebração para namorados, devendo os pretendentes ter mais de dezasseis anos e namorarem há, pelo menos, seis meses.
Autarquia aposta fortemente no desporto
Jornal "O Sesimbrense", 27 de Janeiro de 2006
Em entrevista ao “Sesimbrense”, José Polido, vereador do desporto da Câmara Municipal de Sesimbra, revela quais as principais medidas, por parte da Autarquia, para o melhoramento das infra-estruturas do Concelho.
Em que pé se encontram as obras da piscina do Grupo Desportivo de Sesimbra?
A Câmara Municipal está empenhada em ajudar o G.D.S. na conclusão das suas obras, que já estão previstas em orçamento para o ano de 2006, com conclusão no ano de 2007. A Câmara Municipal aprovou as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para o ano de 2006, o qual contempla uma verba de 150 mil euros para o ano de 2006 e igual montante para o ano de 2007, com o objectivo de conclusão da piscina do Grupo Desportivo de Sesimbra.
E relativamente ao Campo de Jogos de Maça?
É um campo municipal que está a ser utilizado pelo Grupo Desportivo de Sesimbra, para o qual existe um protocolo entre o Grupo desportivo de Maçã e o G.D.S. relativo à sua utilização.
Em termos de orçamento temos previsto, não só para este recinto mas também para o campo de Vila Amália, uma verba que ronda os 50 mil euros para beneficiações.
Se se concretizar a reconversão da Avenida da Liberdade, tal como nós esperamos, o campo de Vila Amália será dotado de novas infra-estruturas. Enquanto decorrerem as obras, o campo de Maça será contemplado com um relvado sintético. Iremos envidar todos os esforços para que tal reconversão seja uma realidade, para assim resolver alguns problemas, não só no Desporto mas também no estacionamento na Vila de Sesimbra.
A que se refere quando diz problemas do desporto?
Estamos a referir-nos ao facto de o campo do Sesimbra necessitar de uma intervenção em toda a sua área. O Sesimbra estaria a pensar em substituir o relvado, que tem actualmente, por uma relva sitética, Assim se nós conseguíssemos realizar a reconversão da Avenida, uma das coisas que se iria fazer era dotar o campo de Maça, e eventualmente outros recintos desportivos com relvados sintéticos.
E relativamente ao Pavilhão Zambujalense?
A Autarquia vai apoiar naquilo que for necessário para que se resolva o problema que está criado; vamos ajudar a ACRUTZ a resolver esse problema e para tal temos uma verba prevista para o arranjo do polidesportivo, de cerca de 23 mil euros.
As infra-estruturas neste momento estão semi-acabadas e vamos ajudar a instituição para que ela possa concluir as obras que, neste momento, se encontram um pouco vandalizadas.
A autarquia está então a apostar fortemente no Desporto.
Exactamente. Em termos de Desporto não temos apenas o mencionado. Nós estamos dispostos, não só no caso do Sesimbra, do Zambujal, do Alfarim, da ADQC, do Conde 1, do Conde 2, da Azóia, mas também noutras colectividades do concelho, a apoiar os seus projectos. Apostamos no desenvolvimento desportivo, através de planos de desenvolvimento, atribuímos subsídio para a gestão corrente porque as instituições vivem com muitas dificuldades.
O orçamento para o desporto está elevado?
Sim, este ano temos verbas bastante significativas para o Desporto.
Já existiam alguns compromissos assumidos para com as instituoções, compromissos esses, que estavam assumidos pela autarquia, mas ainda não tinham sido liquidados. Portanto o que fizemos foi dotar o orçamento desses meios monetários para se puder liquidar esses compromissos.
Temos também verba reservada em orçamento para a nelhoria dos pavilhões de Sampaio e Quinta do Conde, que são equipamentos da Autarquia.
Como está a situação do campo Alfarim?
A Autarquia vai honrar os seus compromissos que tem com o G.D.Alfarim. Já está inscrita em orçamento uma verba de cerca de 28 mil euros para a liquidação do remanescente que a Autarquia tinha assumido para a colocação do relvado sintético.
O Alfarim tem outros projectos em mãos, tais como, fazer a construção duns balneários e umas bancadas, tendo já havido alguns contactos informais entre a Autarquia e a direcção do Alfarim.
Como está a situação da piscina de Quinta do Conde?
Neste momento o processo vai ser reatado. Já houve uma reunião entre a Câmara, a Associação de Quinta do Conde e o arquitecto projectista das instalações. A nova direcção da Associação da Quinta do Conde está com vontade de avançar. Em termos de Autarquia iremos apoiar dentro do que está estipulado para este tipo de infra-estruturas, em termos de carta de movimento associativo.
Nós não queremos apoiar projectos megalómanos, mas queremos sim apoiar projectos em zonas em que exista carência de infra-estruturas para a prática desportiva, o que é o caso.
Faz ideias de valores para este projecto?
Neste momento o projecto está a ser reavaliado, estão a ser equacionados os projectos de algumas especialidades que, na altura que o projecto inicial foi apresentado, não seriam necessários, e para os quais será necessário despender cerca de 45 mil euros.
Quando prevê então a Câmara que as obras das diversas colectividades estejam concluídas?
Não depende da Câmara, os projectos serão apresentados pelos diferentes grupos desportivos e a Câmara apoia monetariamente de acordo com o protocolo do desporto que existe. Estas podem ser apoiadas na totalidade ou em apenas uma parte.
Há algumas destas instituições que estejam a ser apoiadas a 100%?
É com base nos projectos que sejam apresentados, os quais serão devidamente apreciados pela Câmara. Financiamos a 75% as pequenas obras, apoiamos em 50% obras cujo montante seja no máximo de 25 mil euros, para obras de valor superior a 25 mil euros o apoio será de 25%.
Eventualmente algumas pequenas obras poderão ser apoiadas a 100%.
Em termos de Autarquia iremos também apoiar o Clube Naval de Sesimbra. Temos inscrita uma verba de 128 mil euros para o corrente ano.
Cerca de 85 mil euros para algumas outras práticas desportivas, que não estejam incluídas nos grandes clubes.
Qual a visão em cifrões do vosso Pelouro?
Neste momento em termos de desporto estamos a prever um crescimento verbas. No ano passado teríamos cerca de 965 500 euros e este ano estamos a prever 1 milhão e 200 mil euros, portanto um crescimento em cerca de 20%, precisamente para fazer face a alguns compromissos que foram assumidos pela autarquia e que não houve a possibilidade até agora de os cumprir.
Acha que vai ser possível honrar todos os compromissos assumidos?
Sim. A Câmara Municipal de Sesimbra vai honrar todos os seus compromissos.
Nós vamos apoiar aquilo que entendemos que deve ser o movimento associativo em portanto com alguma equidade e com algum racionamento em termos de meios, para que não haja em termos de concelho, aquela noção de que estamos a bebeficiar uns em detrimento de outros
Relativamente ao hóquei em patins iremos apoiar o Sesimbra na realização do Campeonato da Europa, temos uma verba de 50 mil euros para este prática desportiva, que se irá realizar no pavilhão do sesimbra.
Quando se realizará este campeonato?
É no Verão. Será entre 24 e 30 de Julho de 2006.
Além deste Campeonato estamos a tentar trazer para Sesimbra a final do Campeonato de futebol de praia, que se irá realizar com as equipas de topo nacional e estamos a tentar que a final venha a ter lugar na praia do Meco.
Este campeonato já está certo?
Está praticamente certo. Estamos a fazer todos os esforços para que se realize no Concelho de Sesimbra, na praia do Meco. Pensamos que tem todas as condições e neste momento está tudo bem encaminhado para que isso concretize.
Além desta iniciativas de notoriedade, vamos a apoiar na Quinta do Conde, noutro grande evento desportivo que é o Torneio Internacional de lutas amadoras a realizar no Pavilhão Municipal promovido pelo “ Conde 2”.
E desportos de Verão? Têm previsto mais algumas iniciativas?
Vamos apoiar o Surf Clube de Sesimbra e o Clube Naval realizando iniciativas de Verão, nas praia de Sesimbra e Meco.
Iremos também construir pelo menos dois espaços de desportos radicais para os mais jovens.
Não faltam, pois ideias e muita vontade de avançar. O Vereador merece bem boa sorte.
Em entrevista ao “Sesimbrense”, José Polido, vereador do desporto da Câmara Municipal de Sesimbra, revela quais as principais medidas, por parte da Autarquia, para o melhoramento das infra-estruturas do Concelho.
Em que pé se encontram as obras da piscina do Grupo Desportivo de Sesimbra?
A Câmara Municipal está empenhada em ajudar o G.D.S. na conclusão das suas obras, que já estão previstas em orçamento para o ano de 2006, com conclusão no ano de 2007. A Câmara Municipal aprovou as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para o ano de 2006, o qual contempla uma verba de 150 mil euros para o ano de 2006 e igual montante para o ano de 2007, com o objectivo de conclusão da piscina do Grupo Desportivo de Sesimbra.
E relativamente ao Campo de Jogos de Maça?
É um campo municipal que está a ser utilizado pelo Grupo Desportivo de Sesimbra, para o qual existe um protocolo entre o Grupo desportivo de Maçã e o G.D.S. relativo à sua utilização.
Em termos de orçamento temos previsto, não só para este recinto mas também para o campo de Vila Amália, uma verba que ronda os 50 mil euros para beneficiações.
Se se concretizar a reconversão da Avenida da Liberdade, tal como nós esperamos, o campo de Vila Amália será dotado de novas infra-estruturas. Enquanto decorrerem as obras, o campo de Maça será contemplado com um relvado sintético. Iremos envidar todos os esforços para que tal reconversão seja uma realidade, para assim resolver alguns problemas, não só no Desporto mas também no estacionamento na Vila de Sesimbra.
A que se refere quando diz problemas do desporto?
Estamos a referir-nos ao facto de o campo do Sesimbra necessitar de uma intervenção em toda a sua área. O Sesimbra estaria a pensar em substituir o relvado, que tem actualmente, por uma relva sitética, Assim se nós conseguíssemos realizar a reconversão da Avenida, uma das coisas que se iria fazer era dotar o campo de Maça, e eventualmente outros recintos desportivos com relvados sintéticos.
E relativamente ao Pavilhão Zambujalense?
A Autarquia vai apoiar naquilo que for necessário para que se resolva o problema que está criado; vamos ajudar a ACRUTZ a resolver esse problema e para tal temos uma verba prevista para o arranjo do polidesportivo, de cerca de 23 mil euros.
As infra-estruturas neste momento estão semi-acabadas e vamos ajudar a instituição para que ela possa concluir as obras que, neste momento, se encontram um pouco vandalizadas.
A autarquia está então a apostar fortemente no Desporto.
Exactamente. Em termos de Desporto não temos apenas o mencionado. Nós estamos dispostos, não só no caso do Sesimbra, do Zambujal, do Alfarim, da ADQC, do Conde 1, do Conde 2, da Azóia, mas também noutras colectividades do concelho, a apoiar os seus projectos. Apostamos no desenvolvimento desportivo, através de planos de desenvolvimento, atribuímos subsídio para a gestão corrente porque as instituições vivem com muitas dificuldades.
O orçamento para o desporto está elevado?
Sim, este ano temos verbas bastante significativas para o Desporto.
Já existiam alguns compromissos assumidos para com as instituoções, compromissos esses, que estavam assumidos pela autarquia, mas ainda não tinham sido liquidados. Portanto o que fizemos foi dotar o orçamento desses meios monetários para se puder liquidar esses compromissos.
Temos também verba reservada em orçamento para a nelhoria dos pavilhões de Sampaio e Quinta do Conde, que são equipamentos da Autarquia.
Como está a situação do campo Alfarim?
A Autarquia vai honrar os seus compromissos que tem com o G.D.Alfarim. Já está inscrita em orçamento uma verba de cerca de 28 mil euros para a liquidação do remanescente que a Autarquia tinha assumido para a colocação do relvado sintético.
O Alfarim tem outros projectos em mãos, tais como, fazer a construção duns balneários e umas bancadas, tendo já havido alguns contactos informais entre a Autarquia e a direcção do Alfarim.
Como está a situação da piscina de Quinta do Conde?
Neste momento o processo vai ser reatado. Já houve uma reunião entre a Câmara, a Associação de Quinta do Conde e o arquitecto projectista das instalações. A nova direcção da Associação da Quinta do Conde está com vontade de avançar. Em termos de Autarquia iremos apoiar dentro do que está estipulado para este tipo de infra-estruturas, em termos de carta de movimento associativo.
Nós não queremos apoiar projectos megalómanos, mas queremos sim apoiar projectos em zonas em que exista carência de infra-estruturas para a prática desportiva, o que é o caso.
Faz ideias de valores para este projecto?
Neste momento o projecto está a ser reavaliado, estão a ser equacionados os projectos de algumas especialidades que, na altura que o projecto inicial foi apresentado, não seriam necessários, e para os quais será necessário despender cerca de 45 mil euros.
Quando prevê então a Câmara que as obras das diversas colectividades estejam concluídas?
Não depende da Câmara, os projectos serão apresentados pelos diferentes grupos desportivos e a Câmara apoia monetariamente de acordo com o protocolo do desporto que existe. Estas podem ser apoiadas na totalidade ou em apenas uma parte.
Há algumas destas instituições que estejam a ser apoiadas a 100%?
É com base nos projectos que sejam apresentados, os quais serão devidamente apreciados pela Câmara. Financiamos a 75% as pequenas obras, apoiamos em 50% obras cujo montante seja no máximo de 25 mil euros, para obras de valor superior a 25 mil euros o apoio será de 25%.
Eventualmente algumas pequenas obras poderão ser apoiadas a 100%.
Em termos de Autarquia iremos também apoiar o Clube Naval de Sesimbra. Temos inscrita uma verba de 128 mil euros para o corrente ano.
Cerca de 85 mil euros para algumas outras práticas desportivas, que não estejam incluídas nos grandes clubes.
Qual a visão em cifrões do vosso Pelouro?
Neste momento em termos de desporto estamos a prever um crescimento verbas. No ano passado teríamos cerca de 965 500 euros e este ano estamos a prever 1 milhão e 200 mil euros, portanto um crescimento em cerca de 20%, precisamente para fazer face a alguns compromissos que foram assumidos pela autarquia e que não houve a possibilidade até agora de os cumprir.
Acha que vai ser possível honrar todos os compromissos assumidos?
Sim. A Câmara Municipal de Sesimbra vai honrar todos os seus compromissos.
Nós vamos apoiar aquilo que entendemos que deve ser o movimento associativo em portanto com alguma equidade e com algum racionamento em termos de meios, para que não haja em termos de concelho, aquela noção de que estamos a bebeficiar uns em detrimento de outros
Relativamente ao hóquei em patins iremos apoiar o Sesimbra na realização do Campeonato da Europa, temos uma verba de 50 mil euros para este prática desportiva, que se irá realizar no pavilhão do sesimbra.
Quando se realizará este campeonato?
É no Verão. Será entre 24 e 30 de Julho de 2006.
Além deste Campeonato estamos a tentar trazer para Sesimbra a final do Campeonato de futebol de praia, que se irá realizar com as equipas de topo nacional e estamos a tentar que a final venha a ter lugar na praia do Meco.
Este campeonato já está certo?
Está praticamente certo. Estamos a fazer todos os esforços para que se realize no Concelho de Sesimbra, na praia do Meco. Pensamos que tem todas as condições e neste momento está tudo bem encaminhado para que isso concretize.
Além desta iniciativas de notoriedade, vamos a apoiar na Quinta do Conde, noutro grande evento desportivo que é o Torneio Internacional de lutas amadoras a realizar no Pavilhão Municipal promovido pelo “ Conde 2”.
E desportos de Verão? Têm previsto mais algumas iniciativas?
Vamos apoiar o Surf Clube de Sesimbra e o Clube Naval realizando iniciativas de Verão, nas praia de Sesimbra e Meco.
Iremos também construir pelo menos dois espaços de desportos radicais para os mais jovens.
Não faltam, pois ideias e muita vontade de avançar. O Vereador merece bem boa sorte.
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