“Correio da Manhã”, 28 de Janeiro de 2006
A maré de azar que abalou a carreira de Ricardo no Sporting desde o final da última época teve consequências directas na sua vida pessoal. O ambiente na terra onde Ricardo e a mulher, Cláudia, se conheceram tornou-se insuportável: as agressões verbais ao casal forçaram-nos a abandonar o Montijo e a casa dos seus sonhos.
O guardião da baliza ‘leonina’ e a mulher decidiram, assim, ir viver para Azeitão. “Vivemos no Montijo desde que nascemos, mas aquela terra foi muito má para nós e decidimos mudar-nos. O Ricardo não recebeu o apoio que merecia da gente da sua terra numa das piores fases da sua carreira. Ele foi bastante maltratado”, começa por contar ao CM a mulher do jogador, desmentindo os rumores de que a casa havia sido alvo de actos de vandalismo. “Não houve vidros partidos nem galinhas no jardim como se disse”, assegura. Ainda assim, Cláudia também viu a sua vida profissional alterada: “Já não trabalho na Câmara do Montijo desde Setembro. Tirei licença sem vencimento até Agosto, pois a minha família precisava de apoio”. A má fase do futebolista começou no fim da época passada, quando foi batido por Luisão no jogo que custou ao Sporting o título de Campeão Nacional. E continuou no início da época, quando sofreu um golo por baixo da barriga, no primeiro jogo, com o Belenenses, e teve culpas na derrota com a Udinese, na pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Nessa altura (Agosto de 2005), Ricardo foi afastado da baliza e enfrentou a maré de insultos por parte dos adeptos.
domingo
terça-feira
Assassinou a mulher
"Correio da Manhã", 24 de Janeiro de 2006
Um polícia reformado, de 72 anos, matou ontem a tiro a mulher, de 64, e tentou suicidar-se na casa onde residiam na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra.
Joaquim Ferreira estava casado há cerca de um ano com Cristina, uma mulher de nacionalidade bielorrussa – em Portugal há oito anos. O filho da vítima, que preferiu manter o anonimato, disse ao CM que a mãe “era vítima de maus tratos psíquicos e andava a preparar-se para sair de casa”. “Ele não a deixava contactar comigo nem com a minha irmã. Dizia que se ele não tinha laços afectivos com os filhos, ela também não tinha de ter”, disse o filho, de 31 anos.
Os vizinhos do lote 202 da Rua do Rio Sorraia – onde ocorreu o crime – dizem que as discussões entre o casal eram frequentes. “Ele teve várias mulheres e todas fugiram dele por causa da sua agressividade”, disse uma moradora, que não se quis identificar. Ontem, pelas 17h00, a vizinhança só ouviu os dois disparos. Desconhece-se se houve alguma discussão.
O septuagenário usou uma pistola de calibre 6.35mm e atingiu a mulher na cabeça com um disparo fatal. Depois tentou suicidar-se com um tiro na cabeça. Foi transportado para o hospital. Encontrava-se ontem à noite em estado grave.
Um polícia reformado, de 72 anos, matou ontem a tiro a mulher, de 64, e tentou suicidar-se na casa onde residiam na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra.
Joaquim Ferreira estava casado há cerca de um ano com Cristina, uma mulher de nacionalidade bielorrussa – em Portugal há oito anos. O filho da vítima, que preferiu manter o anonimato, disse ao CM que a mãe “era vítima de maus tratos psíquicos e andava a preparar-se para sair de casa”. “Ele não a deixava contactar comigo nem com a minha irmã. Dizia que se ele não tinha laços afectivos com os filhos, ela também não tinha de ter”, disse o filho, de 31 anos.
Os vizinhos do lote 202 da Rua do Rio Sorraia – onde ocorreu o crime – dizem que as discussões entre o casal eram frequentes. “Ele teve várias mulheres e todas fugiram dele por causa da sua agressividade”, disse uma moradora, que não se quis identificar. Ontem, pelas 17h00, a vizinhança só ouviu os dois disparos. Desconhece-se se houve alguma discussão.
O septuagenário usou uma pistola de calibre 6.35mm e atingiu a mulher na cabeça com um disparo fatal. Depois tentou suicidar-se com um tiro na cabeça. Foi transportado para o hospital. Encontrava-se ontem à noite em estado grave.
sábado
Selecção de sub-19 defronta Roménia
"O Norte Desportivo", 20 de Janeiro de 2006
José Augusto, técnico nacional, já revelou as 20 convocadas para os encontros de carácter particular que a Selecção de Sub-19 vai disputar com a Roménia, nos próximos dias 24 e 26, jogos agendados para o Barreiro, no Estádio Alfredo da Silva, pelas 15h00 e Sesimbra, no Estádio Vila Amália, às 11h00.
As duas partidas inserem-se no plano de preparação da equipa lusa com vista à qualificação para o Europeu deste ano.
Recorde-se que Portugal conquistou o segundo e decisivo mini-torneio de apuramento, e vai disputá-lo em Israel, na última semana de Abril.
Pela frente as lusas vão encontrar a Rússia, Finlândia e Israel e apenas a primeira classificada deste Grupo 2 vai marcar presença.
A concentração está marcada para depois de amanhã, pelas 15h30, no Estádio Nacional. Convocadas – Guarda 2000: Diana Sousa; Avintenses: Liliana Dinis; Ansião: Marisa Carrasqueira; Desportalegre: Carolina Mendes; A. Unidas: Mónica Gonçalves; Leões Porto Salvo: Flávia Ladeira; Escola: Neide Simões e Noémia Figueiredo; APEL: Carina Nunes; Monte Real: Catarina Sousa; Benfica: Cheila Freire e Sofia Vieira; 1.º Dezembro: Inês Borges e Patrícia Gouveia; U. Lagos: Cláudia Neto e Jamila Marreiros; Oliveirense: Sara Santos; Ponte Frielas: Andreia Veiga, Filipa Galvão e Joana Rosa.
José Augusto, técnico nacional, já revelou as 20 convocadas para os encontros de carácter particular que a Selecção de Sub-19 vai disputar com a Roménia, nos próximos dias 24 e 26, jogos agendados para o Barreiro, no Estádio Alfredo da Silva, pelas 15h00 e Sesimbra, no Estádio Vila Amália, às 11h00.
As duas partidas inserem-se no plano de preparação da equipa lusa com vista à qualificação para o Europeu deste ano.
Recorde-se que Portugal conquistou o segundo e decisivo mini-torneio de apuramento, e vai disputá-lo em Israel, na última semana de Abril.
Pela frente as lusas vão encontrar a Rússia, Finlândia e Israel e apenas a primeira classificada deste Grupo 2 vai marcar presença.
A concentração está marcada para depois de amanhã, pelas 15h30, no Estádio Nacional. Convocadas – Guarda 2000: Diana Sousa; Avintenses: Liliana Dinis; Ansião: Marisa Carrasqueira; Desportalegre: Carolina Mendes; A. Unidas: Mónica Gonçalves; Leões Porto Salvo: Flávia Ladeira; Escola: Neide Simões e Noémia Figueiredo; APEL: Carina Nunes; Monte Real: Catarina Sousa; Benfica: Cheila Freire e Sofia Vieira; 1.º Dezembro: Inês Borges e Patrícia Gouveia; U. Lagos: Cláudia Neto e Jamila Marreiros; Oliveirense: Sara Santos; Ponte Frielas: Andreia Veiga, Filipa Galvão e Joana Rosa.
quinta-feira
Manuel Alegre diz que vêm aí coisas mirabolantes
"Jornal de Notícias", 18 de Janeiro de 2006
Manuel Alegre alertou os seus apoiantes, ontem, para sondagens "propositadamente desfavoráveis" que poderão ser apresentadas até ao dia de amanhã, com o intuito de "baralhar" o eleitorado. Num almoço em Setúbal, o candidato presidencial advertiu os 150 apoiantes ali presentes para "coisas mirabolantes" que podem estar a ser congeminadas.
Alegre passou o dia de ontem a percorrer zonas manifestamente comunistas, como é o caso do Barreiro, Almada, Sesimbra e Setúbal. Mas a desorganização no "staff" da candidatura foi tanta que, nalguns locais, o poeta, ou teve fraca adesão à sua passagem, ou simplesmente não parou, para evitar o vexame da falta de populares, como aconteceu em Amarante.
O poeta fez uma "visita de médico" ao Pólo Tecnológico da Margueira e o descontentamento era tanto que, numa intervenção de pouco mais de um minuto, acabou até por trocar o nome ao local onde estava.
Em Almada, a comitiva de Manuel Alegre fez tudo para evitar cruzar-se com a de Jerónimo de Sousa. O poeta entrou no famoso Café Central, falou ali mesmo aos jornalistas, enquanto a sua mulher aproveitou para dar uma vista de olhos numa revista social com imagens suas e do marido.
Cá fora, alguns comunistas queixavam-se "É de lamentar que haja cinco candidatos de Esquerda e a Direita tenha mais de 50% dos votos. Onde é que está a Esquerda?". Um outro militante do PCP assegurava: "Vou votar Jerónimo, mas se este homem passar à segunda volta votarei nele. Já não farei o mesmo se for o Soares, porque este é um homem coerente e o outro é papagaio de poleiro".
Em Setúbal, Alegre falou à varanda da sede de candidatura, mas sem ninguém "extra-comitiva" a ouvir. No Barreiro, onde chegou com hora e meia de atraso, já só teve meia dúzia de pessoas à sua espera.
À noite, num jantar com cerca de 500 pessoas em Cascais, Alegre disse ter contra ele "todos os ministros e todos os aparelho partidários" e apelou ao votos dos indecisos para chegarà segunda volta.
Manuel Alegre alertou os seus apoiantes, ontem, para sondagens "propositadamente desfavoráveis" que poderão ser apresentadas até ao dia de amanhã, com o intuito de "baralhar" o eleitorado. Num almoço em Setúbal, o candidato presidencial advertiu os 150 apoiantes ali presentes para "coisas mirabolantes" que podem estar a ser congeminadas.
Alegre passou o dia de ontem a percorrer zonas manifestamente comunistas, como é o caso do Barreiro, Almada, Sesimbra e Setúbal. Mas a desorganização no "staff" da candidatura foi tanta que, nalguns locais, o poeta, ou teve fraca adesão à sua passagem, ou simplesmente não parou, para evitar o vexame da falta de populares, como aconteceu em Amarante.
O poeta fez uma "visita de médico" ao Pólo Tecnológico da Margueira e o descontentamento era tanto que, numa intervenção de pouco mais de um minuto, acabou até por trocar o nome ao local onde estava.
Em Almada, a comitiva de Manuel Alegre fez tudo para evitar cruzar-se com a de Jerónimo de Sousa. O poeta entrou no famoso Café Central, falou ali mesmo aos jornalistas, enquanto a sua mulher aproveitou para dar uma vista de olhos numa revista social com imagens suas e do marido.
Cá fora, alguns comunistas queixavam-se "É de lamentar que haja cinco candidatos de Esquerda e a Direita tenha mais de 50% dos votos. Onde é que está a Esquerda?". Um outro militante do PCP assegurava: "Vou votar Jerónimo, mas se este homem passar à segunda volta votarei nele. Já não farei o mesmo se for o Soares, porque este é um homem coerente e o outro é papagaio de poleiro".
Em Setúbal, Alegre falou à varanda da sede de candidatura, mas sem ninguém "extra-comitiva" a ouvir. No Barreiro, onde chegou com hora e meia de atraso, já só teve meia dúzia de pessoas à sua espera.
À noite, num jantar com cerca de 500 pessoas em Cascais, Alegre disse ter contra ele "todos os ministros e todos os aparelho partidários" e apelou ao votos dos indecisos para chegarà segunda volta.
Concerto da banda "Tudo Bem" em Brejos de Azeitão
"Repórter Online de Setúbal", 18 de Janeiro de 2006
(www.reporter.online.pt)
A banda “Tudo Bem” sobe a palco para mais um espectáculo, a decorrer no Centro Cultural e Desportivo Brejos de Azeitão, dia 28, pelas 21h. Novos temas originais serão o “rebuçado” de um concerto que conta com abertura a cargo da banda de rock “Tragic Comic”. Sonoridades diferentes mas um sentimento musical muito comum.
O concerto tem como grande objectivo divulgar o trabalho que os “Tudo Bem” têm vindo a desenvolver nos últimos meses, resultante da reunião de sinergias da nova e actual constituição da banda. Uma nova dinâmica surgida permitiu que se delineasse o verdadeiro “estilo musical” dos Tudo Bem, um estilo que o grupo recusa catalogar mas que adianta oscilar entre o pop, o rock, o lírico, o clássico e os blues, “bebendo” influências no fado e em grupos de referência como os “Madredeus”, “Coldplay”, entre outros.
Primando pela apresentação de temas originais, unicamente em português, um dos traços marcantes desta banda assenta na capacidade criativa de composição de todos os seus elementos, permitindo assim, uma forte participação de todos num Projecto partilhado.
2005 ficará em memorando como o ano de “encontro”, o ano no qual os “Tudo Bem” descobriram, realmente, o seu estilo musical, grande parte devido à entrada de dois novos elementos na banda: na guitarra eléctrica e no baixo Pedro Baião e na bateria Luís Marques – destaques que se juntaram ao grupo já existente: Ana Rita Caleiro (voz e percussão); Paulo Ramires (voz e guitarras), Sara Castanheira Rodrigues (voz e guitarra acústica) e Susana Alzamora (guitarra clássica).
Atingido um ponto de equilíbrio, a banda pretende agora estender a divulgação da sua sonoridade a novos públicos, reforçando presença em locais nos quais já vem sendo habitual: Sesimbra, Setúbal, Barreiro, Lavradio, Alhos Vedros.
O último concerto levou a banda “Barreiro/Setubalense” ao palco montado pela SIC e pelo Millenium Bcp junto à árvore de Natal gigante da Praça do Comércio. Para trás ficam várias actuações que reforçaram a aprendizagem e a projecção do grupo, tendo sido uma das passagens mais interessantes a sua participação e chegada à final do Programa “Bandas de Garagem” do canal Smstv da Tv Cabo.
O convite dirigido à banda “Tragic Comic” advém da referida passagem televisiva na qual ambas as bandas participaram, tornando-se cúmplices de um mesmo sonho partilhado no panorama musical, conhecimento travado que passaria a barreira da casualidade de encontro para a amizade.
A banda “Tragic Comic” surgiu em 2003 quando sete elementos distintos, unidos pelo desejo de elevar o Rock em todo e qualquer palco no Mundo começaram o sonho de formar uma banda de rock, com as mais diversas influências musicais. Formada originalmente por apenas quatro dos sete actuais elementos, encontrou o seu nome baseando-se na maneira como acredita em tudo o que chega até si. A existência de dualidades que se encontram no mundo circundante trouxe à “superfície” o nome “Tragic Comic”.
Nos últimos tempos têm marcado presença em bares e festivais, passando por concursos de bandas amadoras, por todo o país, num total de 22 durante a Tour de Verão 2005. Na sua constituição: Né & Diana (vozes); Indy (teclas); Carlos & Ozzy (guitarras); Patrão (baixo); Catarina (bateria).
Todas as informações sobre o concerto de dia 28 de Janeiro 2006 a decorrer no Centro Cultural e Desportivo Brejos de Azeitão estão disponíveis em www.bandatudobem.com (site oficial dos Tudo Bem”), sendo igualmente possível conhecer um pouco mais a banda “Tragic Comic” através do site www.tragic-comic.net.
(www.reporter.online.pt)
A banda “Tudo Bem” sobe a palco para mais um espectáculo, a decorrer no Centro Cultural e Desportivo Brejos de Azeitão, dia 28, pelas 21h. Novos temas originais serão o “rebuçado” de um concerto que conta com abertura a cargo da banda de rock “Tragic Comic”. Sonoridades diferentes mas um sentimento musical muito comum.
O concerto tem como grande objectivo divulgar o trabalho que os “Tudo Bem” têm vindo a desenvolver nos últimos meses, resultante da reunião de sinergias da nova e actual constituição da banda. Uma nova dinâmica surgida permitiu que se delineasse o verdadeiro “estilo musical” dos Tudo Bem, um estilo que o grupo recusa catalogar mas que adianta oscilar entre o pop, o rock, o lírico, o clássico e os blues, “bebendo” influências no fado e em grupos de referência como os “Madredeus”, “Coldplay”, entre outros.
Primando pela apresentação de temas originais, unicamente em português, um dos traços marcantes desta banda assenta na capacidade criativa de composição de todos os seus elementos, permitindo assim, uma forte participação de todos num Projecto partilhado.
2005 ficará em memorando como o ano de “encontro”, o ano no qual os “Tudo Bem” descobriram, realmente, o seu estilo musical, grande parte devido à entrada de dois novos elementos na banda: na guitarra eléctrica e no baixo Pedro Baião e na bateria Luís Marques – destaques que se juntaram ao grupo já existente: Ana Rita Caleiro (voz e percussão); Paulo Ramires (voz e guitarras), Sara Castanheira Rodrigues (voz e guitarra acústica) e Susana Alzamora (guitarra clássica).
Atingido um ponto de equilíbrio, a banda pretende agora estender a divulgação da sua sonoridade a novos públicos, reforçando presença em locais nos quais já vem sendo habitual: Sesimbra, Setúbal, Barreiro, Lavradio, Alhos Vedros.
O último concerto levou a banda “Barreiro/Setubalense” ao palco montado pela SIC e pelo Millenium Bcp junto à árvore de Natal gigante da Praça do Comércio. Para trás ficam várias actuações que reforçaram a aprendizagem e a projecção do grupo, tendo sido uma das passagens mais interessantes a sua participação e chegada à final do Programa “Bandas de Garagem” do canal Smstv da Tv Cabo.
O convite dirigido à banda “Tragic Comic” advém da referida passagem televisiva na qual ambas as bandas participaram, tornando-se cúmplices de um mesmo sonho partilhado no panorama musical, conhecimento travado que passaria a barreira da casualidade de encontro para a amizade.
A banda “Tragic Comic” surgiu em 2003 quando sete elementos distintos, unidos pelo desejo de elevar o Rock em todo e qualquer palco no Mundo começaram o sonho de formar uma banda de rock, com as mais diversas influências musicais. Formada originalmente por apenas quatro dos sete actuais elementos, encontrou o seu nome baseando-se na maneira como acredita em tudo o que chega até si. A existência de dualidades que se encontram no mundo circundante trouxe à “superfície” o nome “Tragic Comic”.
Nos últimos tempos têm marcado presença em bares e festivais, passando por concursos de bandas amadoras, por todo o país, num total de 22 durante a Tour de Verão 2005. Na sua constituição: Né & Diana (vozes); Indy (teclas); Carlos & Ozzy (guitarras); Patrão (baixo); Catarina (bateria).
Todas as informações sobre o concerto de dia 28 de Janeiro 2006 a decorrer no Centro Cultural e Desportivo Brejos de Azeitão estão disponíveis em www.bandatudobem.com (site oficial dos Tudo Bem”), sendo igualmente possível conhecer um pouco mais a banda “Tragic Comic” através do site www.tragic-comic.net.
APRESENTAÇÃO DA DIRECÇÃO
"O Sesimbrense", 12 de Janeiro de 2006
A Liga dos Amigos de Sesimbra tem nova Direcção. Para os amigos que não puderam deslocar-se ao Clube Sesimbrense na noite de 9 de Dezembro para eleger, votando, os novos corpos gerentes, sugerimos a leitura d’O Sesimbrense de 19 do mesmo mês, onde os leitores são informados sobre a constituição e o programa da Direcção eleita para o biénio 2006/2007, sob o lema: “Gente que gosta do mar e d’amar Sesimbra”.
É grande a nossa vontade de dinamizar a Liga, promovendo actividades que contribuam para o enriquecimento cultural dos sesimbrenses, que defendam as nossas tradições, o nosso património, a nossa identidade como concelho, não apenas na Vila, mas também nas outras freguesias que o formam.
Precisamos, por isso mesmo, do vosso contributo. São bem vindas as vossas sugestões e as críticas com sentido construtivo que nos queiram fazer chegar, para que possamos ir ao encontro do que os sesimbrenses esperam de nós. A Liga dos Amigos de Sesimbra aposta também no seu próprio crescimento, e na procura de uma sede onde possa acolher condignamente os seus associados, os seus visitantes e todos os que necessitarem dos seus serviços. Para isso temos de aumentar o número dos nossos sócios e dos nossos anunciantes. Dê o seu contributo pessoal arranjando um novo sócio! Já viu que, se todos o conseguíssemos, duplicávamos o número de Amigos de Sesimbra?
Aos nossos sócios e aos nossos anunciantes de longa data – amigos certos – um obrigado muito sincero por continuarem a apoiar a sua Liga e a incentivar os seus dirigentes. Contamos convosco também no biénio que estamos a começar. Para todos vós e para os que venham a inscrever-se a curto prazo, iremos dar o nosso melhor.
Amigos, aproveitem o que tivermos para vos oferecer! Participem nas iniciativas que viermos a realizar porque todos somos “gente que gosta do mar e d’amar Sesimbra”.
A Liga dos Amigos de Sesimbra tem nova Direcção. Para os amigos que não puderam deslocar-se ao Clube Sesimbrense na noite de 9 de Dezembro para eleger, votando, os novos corpos gerentes, sugerimos a leitura d’O Sesimbrense de 19 do mesmo mês, onde os leitores são informados sobre a constituição e o programa da Direcção eleita para o biénio 2006/2007, sob o lema: “Gente que gosta do mar e d’amar Sesimbra”.
É grande a nossa vontade de dinamizar a Liga, promovendo actividades que contribuam para o enriquecimento cultural dos sesimbrenses, que defendam as nossas tradições, o nosso património, a nossa identidade como concelho, não apenas na Vila, mas também nas outras freguesias que o formam.
Precisamos, por isso mesmo, do vosso contributo. São bem vindas as vossas sugestões e as críticas com sentido construtivo que nos queiram fazer chegar, para que possamos ir ao encontro do que os sesimbrenses esperam de nós. A Liga dos Amigos de Sesimbra aposta também no seu próprio crescimento, e na procura de uma sede onde possa acolher condignamente os seus associados, os seus visitantes e todos os que necessitarem dos seus serviços. Para isso temos de aumentar o número dos nossos sócios e dos nossos anunciantes. Dê o seu contributo pessoal arranjando um novo sócio! Já viu que, se todos o conseguíssemos, duplicávamos o número de Amigos de Sesimbra?
Aos nossos sócios e aos nossos anunciantes de longa data – amigos certos – um obrigado muito sincero por continuarem a apoiar a sua Liga e a incentivar os seus dirigentes. Contamos convosco também no biénio que estamos a começar. Para todos vós e para os que venham a inscrever-se a curto prazo, iremos dar o nosso melhor.
Amigos, aproveitem o que tivermos para vos oferecer! Participem nas iniciativas que viermos a realizar porque todos somos “gente que gosta do mar e d’amar Sesimbra”.
LIGA DOS AMIGOS DE SESIMBRA
"O Sesimbrense", 12 de Janeiro de 2006
Simples, rápida e eficaz – eis, muito em súmula, seguindo o exemplo de rara capacidade de síntese dado pela nova presidente, como se pode definir o cerimonial da posse dos Corpos Gerentes da L.A.S. para 2006 / 2007. Decorreu no salão principal do “Grémio”, na noite de 28 deDezembro, com sala cheia e ambiente familiar.
Como Presidente da A.G., já empossado, o Dr. Manuel Bento Baptista dirigiu os trabalhos do Auto de Posse, secretariado pelos Dr. Rui Novo e Dr. Ricardo Covas. Entre os convidados, realce especial para o Presidente e Vice Presidente do Município, Arquitecto Augusto Pólvora e Dra. Felícia Costa e para um prestigiado dirigente do Grupo de Amigos de Palmela, Nicolau da Claudina, também associado da L.A.S. Podendo tornar-se como lidimos representantes dos idealistas que, há 54 anos, fundaram a Liga, merecem referência Pedro da Silva Filipe e Eng. Eduardo Ribeiro Pereira.Cumprido o expediente de assinaturas protocolares, na sequência de breves palavras do Dr. Bento Baptista, o Presidente da CMS, Arquitecto Augusto Pólvora fez questão de agradecer, publicamente o convite de participação e sublinhou o apreço do Município para com a L.A.S confiando em salutar cooperação. Aproveitou o ensejo para enumerar um bom número de razões para, no âmbito concelhio, se poder lutar contra um “deficit” de optimismo que assola todo o país, entrando em pormenores quanto às diligências, feitas sobre o Cabo Espichel, à “reconquista” da Fortaleza de Santiago às melhorias de acessibilidades e aos empreendimentos na Quinta do Conde.Sob efeitos de alguma expectativa, foi a vez de Teresa Mayer usar da palavra. E aconteceu um invulgar alarde de síntese, em brevíssimo improviso, referindo vontade expressa de bem cumprir, honrando tradições e mantendo bons relacionamentos regionais – não mais de um minuto de calmíssima alocução.Já a fechar a sessão, a L.A.S fez questão de prestar pública homenagem a Teresa Mayer e à Dra. Felícia Costa, magníficos exemplos de eficaz dirigismo, tarefa de que se encarregaram o Engenheiro Eduardo Pereira e o Dr. Manuel Nabais, nas condições de ex-Presidente da Liga, antecessores de Teresa Mayer. Aproveitando o ambiente da agradável sessão de cunho anti-protocolar, a Dra. Felícia Costa fez questão de agradecer a atitude da L.A.S., enunciando propósitos de boa colaboração nos domínios do Pelouro que superintende – Educação, Cultura e Acção Social.Foi um bom fecho da reunião, tal qual pôde sublinhar o Presidente da Mesa, Dr. Bento Baptista.Em pouco mais de uma hora, cumpriram-se apreciáveis desígnios e a Liga mereceu, assim, ficar de parabéns.
QUEM É QUEM
Muito sumariamente, damos a conhecer as mini-biografias dos com-ponentes da nova “equipa” directiva da LAS que entrou em funções na noite de 28 de Novembro, tal como se noticia em separado.
Assim, temos:
Teresa Mayer – Gestora empresarial (área da informação especializada) com escritório situado na Cotovia e uma notável carreira de dirigente rotária, à escala nacional e internacional. Presidiu aos destinos do Rotary de Sesimbra em 2000 / 2001 e está já indicada para o desempenho do prestigiante lugar de Gover-nadora do Distrito Rotário 1960 (sul), em 2008 / 2009. Está ligada a toda a problemática social de Sesimbra desde 1975.
Joaquim Diogo – É mais um caso marcante de Sesimbrense de adopção familiar e de apreciável afectividade. Carreira bancária, experiência de dirigismo autárquico (Junta de Freguesia do Castelo) e membro rotário em Sesimbra. Como “hobby”, de reconhecido apreço tem a pintura, por muitos apreciada.
Ludgero Caleiro – Natural de Sesimbra, com considerável experiência de dirigente em quase todas as colecti-vidades locais, continuando tradições familiares de elogiável voluntariado, pode MAtriz de Santiago e colaborou, de pertenceu à anterior Direcção.
Isabel Peneque – Professora do Ensino Secundário (Licenciada em Românicas) e descendente de uma das mais apreciadas famílias de Sesimbra (Filha do tão saudoso António Carvalhinho). Vive em Lisboa mas é “pêxita” autêntica e assumida, com vindas até à sua terra natal todas as semanas. Colaboradora habitual de “O Sesimbrense” e membro do Conselho Editoral ainda em exercício.Domingos Cachão – Fi-gura típica e muito querida de Sesimbra, de multifacetada actividade directiva. Foi presidente do “Grémio” até 2002 e dá um belo exemplo de juventude de ânimo e do espírito cooperante que todos reconhecem e apreciam. Está reformado, tem uma bonita família e goza de simpatias gerais.
Ilda Carvalho – Transita das duas últimas direcções da LAS pelo reconhecimento de seu invulgar dinamismo e devoção às causas em que se envolve. Também não é Sesim-brense de nascimento mas todos a consideram como se fosse “pêxita” de raiz. Boa profissional, ligada à in-tervenção da mulher em actividades sociais, Mãe e Avó atenta e extremosa, a “Dona Ilda” é uma referência para quantos vão sabendo melhor o que é a Liga.
Ana Vilaça – Jovem advogada que muito promete em tudo o que pensa e faz. Bolseira do “Rotary”, eleita para membro da nova Assembleia Municipal, expedita e desenvolta, a Dra. Ana começa agora uma promissora carreira de dirigente associativo muito havendo a esperar da suas já muito vincada maturidade espiritual.
Fernando Costa – Licenciado em Germânicas, com passagem pelo Ensino Secundário, tem larga experiência de dirigismo, uma actividade que segue muito de perto enquanto funcionário do Comité Olímpico de Portugal. Vem até Sesimbra, com certa frequência, desde há mais de 30 anos e, vivendo embora em Lisboa, disfruta da disponibilidade ( e de “ genica” também) para cumprir as suas novas funções do dirigentes da L.A.S.
Carlos Jorge- Outro jovem “re-forço” desta nova equipa, com provas dadas noutras áreas do associativismo, em especial junto da gente moça. É funcionário da Farmácia Leão, conhecendo “meio-mundo” sesimbrense, o que decerto o ajudará no cargo que aceitou. É de momento e também, dirigente atento e dinâmico da “Escola de Samba” “Tripa”, uma das mais cómicas do Carnaval.
Dos 9 componentes da “equipa” sob a liderança de Teresa Mayer, 4 são mulheres (44.4%) o que não deixa de constituir uma forte novidade, digna de elogiável registo. Nunca tal aconteceu, por estas bandas e, nesse sentido, a “aposta” da presidência revestir-se-á de maior índice de responsabilidade.
Dr. Augusto Gonçalves Martins - De humor muito especial, indiscutível amigo de Sesimbra, senhor de prosa fácil e bastante acutilante, companheiro de caminhada progressiva do LAS nestes últimos 6 anos.
Eis o que retenho, com saudade, do vizinho e comparsa de escrita Dr. Augusto Gomes Martins, com opção de pseudónimo “Augoma”, de fácil decifração, colaborador tão assíduo quanto apreciado, mesmo com a sua tão curiosa teimosia de não consentir que a sua foto encimasse os seus artigos.
Ficámos mais pobres sem “Augoma”. A LAS e o Jornal devem-lhe bastante e não o esquecem. Uma espécie de réplica à atitude mantida pelo Dr. Gomes Martins, beirão de boa cepa, vindo de África para muito amar Sesimbra onde viveu momentos felizes e cimentou amizades.Vai, certamente, descansar em paz. À família enlutada apresentamos os sentidos pêsames dos amigos da LAS e de “O Sesimbrense”, em especial à sua esposa Sr.ª D. Antónia Pimenta Martins.
Simples, rápida e eficaz – eis, muito em súmula, seguindo o exemplo de rara capacidade de síntese dado pela nova presidente, como se pode definir o cerimonial da posse dos Corpos Gerentes da L.A.S. para 2006 / 2007. Decorreu no salão principal do “Grémio”, na noite de 28 deDezembro, com sala cheia e ambiente familiar.
Como Presidente da A.G., já empossado, o Dr. Manuel Bento Baptista dirigiu os trabalhos do Auto de Posse, secretariado pelos Dr. Rui Novo e Dr. Ricardo Covas. Entre os convidados, realce especial para o Presidente e Vice Presidente do Município, Arquitecto Augusto Pólvora e Dra. Felícia Costa e para um prestigiado dirigente do Grupo de Amigos de Palmela, Nicolau da Claudina, também associado da L.A.S. Podendo tornar-se como lidimos representantes dos idealistas que, há 54 anos, fundaram a Liga, merecem referência Pedro da Silva Filipe e Eng. Eduardo Ribeiro Pereira.Cumprido o expediente de assinaturas protocolares, na sequência de breves palavras do Dr. Bento Baptista, o Presidente da CMS, Arquitecto Augusto Pólvora fez questão de agradecer, publicamente o convite de participação e sublinhou o apreço do Município para com a L.A.S confiando em salutar cooperação. Aproveitou o ensejo para enumerar um bom número de razões para, no âmbito concelhio, se poder lutar contra um “deficit” de optimismo que assola todo o país, entrando em pormenores quanto às diligências, feitas sobre o Cabo Espichel, à “reconquista” da Fortaleza de Santiago às melhorias de acessibilidades e aos empreendimentos na Quinta do Conde.Sob efeitos de alguma expectativa, foi a vez de Teresa Mayer usar da palavra. E aconteceu um invulgar alarde de síntese, em brevíssimo improviso, referindo vontade expressa de bem cumprir, honrando tradições e mantendo bons relacionamentos regionais – não mais de um minuto de calmíssima alocução.Já a fechar a sessão, a L.A.S fez questão de prestar pública homenagem a Teresa Mayer e à Dra. Felícia Costa, magníficos exemplos de eficaz dirigismo, tarefa de que se encarregaram o Engenheiro Eduardo Pereira e o Dr. Manuel Nabais, nas condições de ex-Presidente da Liga, antecessores de Teresa Mayer. Aproveitando o ambiente da agradável sessão de cunho anti-protocolar, a Dra. Felícia Costa fez questão de agradecer a atitude da L.A.S., enunciando propósitos de boa colaboração nos domínios do Pelouro que superintende – Educação, Cultura e Acção Social.Foi um bom fecho da reunião, tal qual pôde sublinhar o Presidente da Mesa, Dr. Bento Baptista.Em pouco mais de uma hora, cumpriram-se apreciáveis desígnios e a Liga mereceu, assim, ficar de parabéns.
QUEM É QUEM
Muito sumariamente, damos a conhecer as mini-biografias dos com-ponentes da nova “equipa” directiva da LAS que entrou em funções na noite de 28 de Novembro, tal como se noticia em separado.
Assim, temos:
Teresa Mayer – Gestora empresarial (área da informação especializada) com escritório situado na Cotovia e uma notável carreira de dirigente rotária, à escala nacional e internacional. Presidiu aos destinos do Rotary de Sesimbra em 2000 / 2001 e está já indicada para o desempenho do prestigiante lugar de Gover-nadora do Distrito Rotário 1960 (sul), em 2008 / 2009. Está ligada a toda a problemática social de Sesimbra desde 1975.
Joaquim Diogo – É mais um caso marcante de Sesimbrense de adopção familiar e de apreciável afectividade. Carreira bancária, experiência de dirigismo autárquico (Junta de Freguesia do Castelo) e membro rotário em Sesimbra. Como “hobby”, de reconhecido apreço tem a pintura, por muitos apreciada.
Ludgero Caleiro – Natural de Sesimbra, com considerável experiência de dirigente em quase todas as colecti-vidades locais, continuando tradições familiares de elogiável voluntariado, pode MAtriz de Santiago e colaborou, de pertenceu à anterior Direcção.
Isabel Peneque – Professora do Ensino Secundário (Licenciada em Românicas) e descendente de uma das mais apreciadas famílias de Sesimbra (Filha do tão saudoso António Carvalhinho). Vive em Lisboa mas é “pêxita” autêntica e assumida, com vindas até à sua terra natal todas as semanas. Colaboradora habitual de “O Sesimbrense” e membro do Conselho Editoral ainda em exercício.Domingos Cachão – Fi-gura típica e muito querida de Sesimbra, de multifacetada actividade directiva. Foi presidente do “Grémio” até 2002 e dá um belo exemplo de juventude de ânimo e do espírito cooperante que todos reconhecem e apreciam. Está reformado, tem uma bonita família e goza de simpatias gerais.
Ilda Carvalho – Transita das duas últimas direcções da LAS pelo reconhecimento de seu invulgar dinamismo e devoção às causas em que se envolve. Também não é Sesim-brense de nascimento mas todos a consideram como se fosse “pêxita” de raiz. Boa profissional, ligada à in-tervenção da mulher em actividades sociais, Mãe e Avó atenta e extremosa, a “Dona Ilda” é uma referência para quantos vão sabendo melhor o que é a Liga.
Ana Vilaça – Jovem advogada que muito promete em tudo o que pensa e faz. Bolseira do “Rotary”, eleita para membro da nova Assembleia Municipal, expedita e desenvolta, a Dra. Ana começa agora uma promissora carreira de dirigente associativo muito havendo a esperar da suas já muito vincada maturidade espiritual.
Fernando Costa – Licenciado em Germânicas, com passagem pelo Ensino Secundário, tem larga experiência de dirigismo, uma actividade que segue muito de perto enquanto funcionário do Comité Olímpico de Portugal. Vem até Sesimbra, com certa frequência, desde há mais de 30 anos e, vivendo embora em Lisboa, disfruta da disponibilidade ( e de “ genica” também) para cumprir as suas novas funções do dirigentes da L.A.S.
Carlos Jorge- Outro jovem “re-forço” desta nova equipa, com provas dadas noutras áreas do associativismo, em especial junto da gente moça. É funcionário da Farmácia Leão, conhecendo “meio-mundo” sesimbrense, o que decerto o ajudará no cargo que aceitou. É de momento e também, dirigente atento e dinâmico da “Escola de Samba” “Tripa”, uma das mais cómicas do Carnaval.
Dos 9 componentes da “equipa” sob a liderança de Teresa Mayer, 4 são mulheres (44.4%) o que não deixa de constituir uma forte novidade, digna de elogiável registo. Nunca tal aconteceu, por estas bandas e, nesse sentido, a “aposta” da presidência revestir-se-á de maior índice de responsabilidade.
Dr. Augusto Gonçalves Martins - De humor muito especial, indiscutível amigo de Sesimbra, senhor de prosa fácil e bastante acutilante, companheiro de caminhada progressiva do LAS nestes últimos 6 anos.
Eis o que retenho, com saudade, do vizinho e comparsa de escrita Dr. Augusto Gomes Martins, com opção de pseudónimo “Augoma”, de fácil decifração, colaborador tão assíduo quanto apreciado, mesmo com a sua tão curiosa teimosia de não consentir que a sua foto encimasse os seus artigos.
Ficámos mais pobres sem “Augoma”. A LAS e o Jornal devem-lhe bastante e não o esquecem. Uma espécie de réplica à atitude mantida pelo Dr. Gomes Martins, beirão de boa cepa, vindo de África para muito amar Sesimbra onde viveu momentos felizes e cimentou amizades.Vai, certamente, descansar em paz. À família enlutada apresentamos os sentidos pêsames dos amigos da LAS e de “O Sesimbrense”, em especial à sua esposa Sr.ª D. Antónia Pimenta Martins.
PODEM ACONTECER COISAS MIRABOLANTES, DIZ ALEGRE
TVI, 18 de Janeiro de 2006
Manuel Alegre espera que até sexta aconteçam «coisas mirabolantes» com o objectivo de o prejudicar e voltou hoje a duvidar de uma sondagem que o coloca atrás de Mário Soares.
Alegre andou pela margem sul do Tejo e o apoio popular ficou abaixo das expectativas. Cacilhas, 10:30 da manhã. Um grupo de apoiantes aguardava Manuel Alegre no pólo tecnológico.
O candidato foi ao auditório, mas despedia-se pouco depois, porque a jornada ia ser longa. Meia hora depois chegou a Almada. Nas ruas ainda se via a caravana de Jerónimo de Sousa. Alegre fez saber que não guarda rancores da polémica que já travou nesta campanha com o líder comunista.
Setúbal foi a terceira paragem do dia. A sede de candidatura foi o destino e alegre decidiu subir à varanda, para falar ás massas. Ao almoço, a primeira mensagem politica do dia e um aviso aos apoiantes. Até sexta deverão acontecer «coisas mirabolantes» com o objectivo de o prejudicar.
Alegre referia-se a uma sondagem que vai ser publicada nos próximos dias e que o coloca atrás de Soares. Para a história deste dia de campanha fica ainda uma visita aos pescadores de Sesimbra, dos quais Alegre promete não se esquecer se for eleito Presidente.
Manuel Alegre espera que até sexta aconteçam «coisas mirabolantes» com o objectivo de o prejudicar e voltou hoje a duvidar de uma sondagem que o coloca atrás de Mário Soares.
Alegre andou pela margem sul do Tejo e o apoio popular ficou abaixo das expectativas. Cacilhas, 10:30 da manhã. Um grupo de apoiantes aguardava Manuel Alegre no pólo tecnológico.
O candidato foi ao auditório, mas despedia-se pouco depois, porque a jornada ia ser longa. Meia hora depois chegou a Almada. Nas ruas ainda se via a caravana de Jerónimo de Sousa. Alegre fez saber que não guarda rancores da polémica que já travou nesta campanha com o líder comunista.
Setúbal foi a terceira paragem do dia. A sede de candidatura foi o destino e alegre decidiu subir à varanda, para falar ás massas. Ao almoço, a primeira mensagem politica do dia e um aviso aos apoiantes. Até sexta deverão acontecer «coisas mirabolantes» com o objectivo de o prejudicar.
Alegre referia-se a uma sondagem que vai ser publicada nos próximos dias e que o coloca atrás de Soares. Para a história deste dia de campanha fica ainda uma visita aos pescadores de Sesimbra, dos quais Alegre promete não se esquecer se for eleito Presidente.
ALFARIM EM FESTA
"Jornal de Sesimbra", 3 de Janeiro de 2006
26 de Dezembro é data assinalada para as gentes de Alfarim.Esta é uma das mais antigas aldeias do concelho de Sesimbra, cujos primórdios remontam ao tempo em que os Mouros, por aqui andaram. E andaram por muito tempo.
Mas é a religiosidade e a Fé Cristã que, sempre neste dia 26, faz parar todos os alfarinheiros e muita gente deste concelho. É o dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira de Alfarim.
Neste dia os filhos desta laboriosa aldeia, vestem os seus melhores fatos, engalanam as suas ruas e aprimoram a Igreja para a procissão em honra da sua padroeira.
Não exageramos se dissermos que esta é a segunda grande procissão de Sesimbra, logo depois da procissão do Senhor Jesus das Chagas. É mesmo um lindo cortejo de vários andores floridos, sendo o último o da imagem da Senhora da Conceição. Seguem uns atrás dos outros aos ombros de mulheres e homens de capas brancas. E nem mesmo o mau tempo faz esmorecer os crentes e devotos desta Senhora. Quis Deus que durante a procissão, deste ano, não chovesse. Foi bonito de se ver, tanta gente num cortejo, sob a orientação do Pároco da Freguesia do Castelo, que começava com a fanfarra dos nossos Bombeiros Voluntários, acompanhados pelas bandas filarmónicas de Azeitão e da Sociedade Musical Sesimbrense, onde se incorporaram também as autoridades autárquicas e muito povo anónimo.
Depois seguiu-se o arraial com muita música e divertimentos populares.
Assim se cumpriu a tradição, em Alfarim, um dia depois do Natal.
26 de Dezembro é data assinalada para as gentes de Alfarim.Esta é uma das mais antigas aldeias do concelho de Sesimbra, cujos primórdios remontam ao tempo em que os Mouros, por aqui andaram. E andaram por muito tempo.
Mas é a religiosidade e a Fé Cristã que, sempre neste dia 26, faz parar todos os alfarinheiros e muita gente deste concelho. É o dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira de Alfarim.
Neste dia os filhos desta laboriosa aldeia, vestem os seus melhores fatos, engalanam as suas ruas e aprimoram a Igreja para a procissão em honra da sua padroeira.
Não exageramos se dissermos que esta é a segunda grande procissão de Sesimbra, logo depois da procissão do Senhor Jesus das Chagas. É mesmo um lindo cortejo de vários andores floridos, sendo o último o da imagem da Senhora da Conceição. Seguem uns atrás dos outros aos ombros de mulheres e homens de capas brancas. E nem mesmo o mau tempo faz esmorecer os crentes e devotos desta Senhora. Quis Deus que durante a procissão, deste ano, não chovesse. Foi bonito de se ver, tanta gente num cortejo, sob a orientação do Pároco da Freguesia do Castelo, que começava com a fanfarra dos nossos Bombeiros Voluntários, acompanhados pelas bandas filarmónicas de Azeitão e da Sociedade Musical Sesimbrense, onde se incorporaram também as autoridades autárquicas e muito povo anónimo.
Depois seguiu-se o arraial com muita música e divertimentos populares.
Assim se cumpriu a tradição, em Alfarim, um dia depois do Natal.
quarta-feira
SESIMBRA: BEBÉ PODE TER SIDO VÍTIMA DE MORTE SÚBITA
"Portugal Diário", 10 de Janeiro de 2006
Autópsia contraria tese de que criança de seis meses teria falecido por asfixia com leite devido a negligência da mãe
O bebé de seis meses encontrado morto pela própria mãe dia 02, na Azóia, Sesimbra, poderá ter sido vítima do síndrome de morte súbita e não asfixiado por negligência da mãe, disse hoje fonte ligada ao processo.
Segundo a mesma fonte contactada pela agência Lusa, "a autópsia não revelou as causas da morte do pequeno Leandro, mas permitiu excluir a possibilidade da criança ter morrido por asfixia com o próprio leite".
O jornal «Correio da Manhã» admitia, na sua edição de hoje, a possibilidade de a criança ter morrido asfixiada com o próprio leite e assegurava que o bebé tinha sido maltratado pela mãe.
Esta hipótese não foi, no entanto, confirmada pela autópsia nem pelos agentes da Polícia judiciária que estiveram no local, que terão constatado a falta de higiene e uma situação de pobreza da família da criança, mas que não detectaram indícios de maus tratos.
A mãe da criança, de 20 anos, que reside na Azóia com o marido, terá encontrado o filho já sem vida ao princípio da tarde de 2 de Janeiro, tendo sido solicitada a presença de uma equipa de emergência médica que se limitou a confirmar o óbito da criança.
Na altura, um dos médicos terá suspeitado de eventuais maus tratos, porque a criança apresentava algumas lesões junto dos órgãos genitais, e pediu a comparência no local da Policia Judiciária de Setúbal.
As suspeitas do médico revelaram-se infundadas tendo a Policia Judiciária concluído que as lesões da criança resultavam apenas da falta de cuidados de higiene e não de eventuais maus tratos físicos.
Contactada pela Lusa, a presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Sesimbra, Teresa Fernandes, revelou que tinha sido alertada para o caso através de uma "denúncia anónima" e que as duas crianças do casal não estavam referenciadas.
"Como medida de prevenção decidimos, no entanto, que o outro filho do casal, de um ano e meio, fosse provisoriamente entregue aos cuidados de uma tia, com a qual mantém uma relação de afectividade", disse Teresa Fernandes, sublinhando que se trata de uma medida temporária, até que esteja concluída a investigação sobre a morte do irmão.
"A criança foi entregue com o consentimento dos pais, que a podem visitar quando entenderem", acrescentou Teresa Fernandes.
Autópsia contraria tese de que criança de seis meses teria falecido por asfixia com leite devido a negligência da mãe
O bebé de seis meses encontrado morto pela própria mãe dia 02, na Azóia, Sesimbra, poderá ter sido vítima do síndrome de morte súbita e não asfixiado por negligência da mãe, disse hoje fonte ligada ao processo.
Segundo a mesma fonte contactada pela agência Lusa, "a autópsia não revelou as causas da morte do pequeno Leandro, mas permitiu excluir a possibilidade da criança ter morrido por asfixia com o próprio leite".
O jornal «Correio da Manhã» admitia, na sua edição de hoje, a possibilidade de a criança ter morrido asfixiada com o próprio leite e assegurava que o bebé tinha sido maltratado pela mãe.
Esta hipótese não foi, no entanto, confirmada pela autópsia nem pelos agentes da Polícia judiciária que estiveram no local, que terão constatado a falta de higiene e uma situação de pobreza da família da criança, mas que não detectaram indícios de maus tratos.
A mãe da criança, de 20 anos, que reside na Azóia com o marido, terá encontrado o filho já sem vida ao princípio da tarde de 2 de Janeiro, tendo sido solicitada a presença de uma equipa de emergência médica que se limitou a confirmar o óbito da criança.
Na altura, um dos médicos terá suspeitado de eventuais maus tratos, porque a criança apresentava algumas lesões junto dos órgãos genitais, e pediu a comparência no local da Policia Judiciária de Setúbal.
As suspeitas do médico revelaram-se infundadas tendo a Policia Judiciária concluído que as lesões da criança resultavam apenas da falta de cuidados de higiene e não de eventuais maus tratos físicos.
Contactada pela Lusa, a presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Sesimbra, Teresa Fernandes, revelou que tinha sido alertada para o caso através de uma "denúncia anónima" e que as duas crianças do casal não estavam referenciadas.
"Como medida de prevenção decidimos, no entanto, que o outro filho do casal, de um ano e meio, fosse provisoriamente entregue aos cuidados de uma tia, com a qual mantém uma relação de afectividade", disse Teresa Fernandes, sublinhando que se trata de uma medida temporária, até que esteja concluída a investigação sobre a morte do irmão.
"A criança foi entregue com o consentimento dos pais, que a podem visitar quando entenderem", acrescentou Teresa Fernandes.
BEBÉ DE SEIS MESES MORRE MALTRATADO PELA MÃE
"Correio da Manhã", 10 de Janeiro de 2006
A face estava roxa, a roupa ensopada em urina e a barriga apresentava assaduras – foi assim que um morador de Azóia, em Sesimbra, encontrou Leandro, um bebé de seis meses que morreu na última segunda-feira, dia 2, ao que tudo indica vítima de asfixia com o próprio leite.
A Polícia Judiciária de Setúbal está a investigar a mãe, Patrícia, de 20 anos, que terá deixado o biberão na boca do bebé cerca das seis da manhã de segunda-feira da semana passada e só voltou a ver o filho pelas 14h00 do mesmo dia. Leandro já estava morto. Enquanto as investigações prosseguem, foi-lhe retirado o outro filho, ano e meio, que se encontra agora à guarda de uma tia.
Patrícia Pires vive desde os 16 anos com o pai das crianças, um pescador de 30 anos. Mas só há dois meses moram numa pequena casa arrendada na Azóia, em Sesimbra. Naquela segunda-feira, dia 2, o marido foi trabalhar, pelas 06h00, e Patrícia deu um biberão de leite ao filho de seis meses. “Ele costumava dormir muito e eu deixei-o estar. Fui vê-lo às 14h00 e estava morto”, disse Patrícia, ontem, ao CM.Patrícia garante que o filho não sofria de problemas de saúde e diz não saber o que aconteceu. Mas, segundo testemunhos recolhidos no local, os médicos do INEM puseram a hipótese de “o bebé ter morrido vítima de asfixia com o próprio leite”. “Parecia prática corrente a mãe deixá-lo a mamar no biberão sozinho, apoiado por uma almofada”, denunciou um dos moradores. Quando Patrícia se deparou com o filho já morto, pegou-o ao colo e foi para a rua gritar. O morador que a socorreu, que prefere manter o anonimato, disse ao CM que “o bebé estava roxo do nariz para cima”. O vizinho perguntou a Patrícia se ela tinha deixado cair o bebé, ela negou. “Segui as indicações do 112, fiz-lhe massagens cardíacas. Ainda estava morno, mas já estava morto”, disse.
Uma equipa do INEM foi ao local e deparou-se com “sinais de mau ambiente familiar e falta de higiene”, disse fonte do INEM, que adiantou ter chamado de imediato a GNR.
O outro filho do casal, uma criança de um ano e meio, foi entregue à tia, Francisca Coito. “Nunca presenciei maus tratos físicos, mas é verdade que a Patrícia não tinha os cuidados necessários com os dois filhos”, disse ao CM. Leandro foi enterrado na última quarta-feira, depois de autopsiado. A tia critica o facto de ainda não se saber os resultados. “É preciso saber o que aconteceu, para que o menino seja entregue definitivamente a mim ou à mãe”, disse.
CRIANÇAS NÃO ESTAVAM SINALIZADAS
Antes de viverem em Azóia, Patrícia e o marido estiveram em Inglaterra e, depois, moraram em Setúbal. Há cerca de três meses, uma proposta de trabalho levou-os para a uma pequena casa, nos arredores de Sesimbra, perto da residência de Francisca Coito, a tia do pai do bebé. “Quando souber que não foi ela, peço-lhe desculpa. Até lá, apenas a condeno pela falta de afecto e de cuidados de higiene que tinha com os filhos”, disse Francisca Coito que agora tem a seu cargo o outro filho do casal, de um ano e meio. “Está pouco desenvolvido, não fala. Desde que está aqui, já está mais extrovertido”, disse uma outra familiar, que acusa Patrícia de “não tratar dos filhos nem da casa”. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Sesimbra garante que Leandro não estava sinalizado como uma criança em perigo. Como medida de prevenção, até se concluir a investigação sobre a morte de Leandro, deu-se duas hipóteses à família: entregar a criança a uma instituição ou à tia. Francisca Coito afirma que vai fazer tudo para que o sobrinho fique bem. “Eu tomarei conta dele sem problema nenhum”, disse. Leandro ficará sob a sua responsabilidade, pelo menos nos próximos 30 dias, podendo ser visitado pelos pais.
BLOCO DE NOTAS
LETÍCIA
O último caso de um bebé maltratado, foi o de Fátima Letícia, a bebé de dois meses internada em Dezembro último vítima de maus tratos e violação por parte dos progenitores. Os pais estão em prisão preventiva.
LEI
Caso se confirme que Patrícia Pires foi negligente, arrisca uma pena de prisão até três anos pela morte do filho, Leandro, um bebé de seis meses. A lei prevê, em caso de negligência grosseira, pena de cinco anos.
RELATÓRIO
Segundo o relatório de 2004 da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco foram instaurados 4405 processos por negligência familiar. As comissões acompanharam 868 crianças até aos dois anos.
A face estava roxa, a roupa ensopada em urina e a barriga apresentava assaduras – foi assim que um morador de Azóia, em Sesimbra, encontrou Leandro, um bebé de seis meses que morreu na última segunda-feira, dia 2, ao que tudo indica vítima de asfixia com o próprio leite.
A Polícia Judiciária de Setúbal está a investigar a mãe, Patrícia, de 20 anos, que terá deixado o biberão na boca do bebé cerca das seis da manhã de segunda-feira da semana passada e só voltou a ver o filho pelas 14h00 do mesmo dia. Leandro já estava morto. Enquanto as investigações prosseguem, foi-lhe retirado o outro filho, ano e meio, que se encontra agora à guarda de uma tia.
Patrícia Pires vive desde os 16 anos com o pai das crianças, um pescador de 30 anos. Mas só há dois meses moram numa pequena casa arrendada na Azóia, em Sesimbra. Naquela segunda-feira, dia 2, o marido foi trabalhar, pelas 06h00, e Patrícia deu um biberão de leite ao filho de seis meses. “Ele costumava dormir muito e eu deixei-o estar. Fui vê-lo às 14h00 e estava morto”, disse Patrícia, ontem, ao CM.Patrícia garante que o filho não sofria de problemas de saúde e diz não saber o que aconteceu. Mas, segundo testemunhos recolhidos no local, os médicos do INEM puseram a hipótese de “o bebé ter morrido vítima de asfixia com o próprio leite”. “Parecia prática corrente a mãe deixá-lo a mamar no biberão sozinho, apoiado por uma almofada”, denunciou um dos moradores. Quando Patrícia se deparou com o filho já morto, pegou-o ao colo e foi para a rua gritar. O morador que a socorreu, que prefere manter o anonimato, disse ao CM que “o bebé estava roxo do nariz para cima”. O vizinho perguntou a Patrícia se ela tinha deixado cair o bebé, ela negou. “Segui as indicações do 112, fiz-lhe massagens cardíacas. Ainda estava morno, mas já estava morto”, disse.
Uma equipa do INEM foi ao local e deparou-se com “sinais de mau ambiente familiar e falta de higiene”, disse fonte do INEM, que adiantou ter chamado de imediato a GNR.
O outro filho do casal, uma criança de um ano e meio, foi entregue à tia, Francisca Coito. “Nunca presenciei maus tratos físicos, mas é verdade que a Patrícia não tinha os cuidados necessários com os dois filhos”, disse ao CM. Leandro foi enterrado na última quarta-feira, depois de autopsiado. A tia critica o facto de ainda não se saber os resultados. “É preciso saber o que aconteceu, para que o menino seja entregue definitivamente a mim ou à mãe”, disse.
CRIANÇAS NÃO ESTAVAM SINALIZADAS
Antes de viverem em Azóia, Patrícia e o marido estiveram em Inglaterra e, depois, moraram em Setúbal. Há cerca de três meses, uma proposta de trabalho levou-os para a uma pequena casa, nos arredores de Sesimbra, perto da residência de Francisca Coito, a tia do pai do bebé. “Quando souber que não foi ela, peço-lhe desculpa. Até lá, apenas a condeno pela falta de afecto e de cuidados de higiene que tinha com os filhos”, disse Francisca Coito que agora tem a seu cargo o outro filho do casal, de um ano e meio. “Está pouco desenvolvido, não fala. Desde que está aqui, já está mais extrovertido”, disse uma outra familiar, que acusa Patrícia de “não tratar dos filhos nem da casa”. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Sesimbra garante que Leandro não estava sinalizado como uma criança em perigo. Como medida de prevenção, até se concluir a investigação sobre a morte de Leandro, deu-se duas hipóteses à família: entregar a criança a uma instituição ou à tia. Francisca Coito afirma que vai fazer tudo para que o sobrinho fique bem. “Eu tomarei conta dele sem problema nenhum”, disse. Leandro ficará sob a sua responsabilidade, pelo menos nos próximos 30 dias, podendo ser visitado pelos pais.
BLOCO DE NOTAS
LETÍCIA
O último caso de um bebé maltratado, foi o de Fátima Letícia, a bebé de dois meses internada em Dezembro último vítima de maus tratos e violação por parte dos progenitores. Os pais estão em prisão preventiva.
LEI
Caso se confirme que Patrícia Pires foi negligente, arrisca uma pena de prisão até três anos pela morte do filho, Leandro, um bebé de seis meses. A lei prevê, em caso de negligência grosseira, pena de cinco anos.
RELATÓRIO
Segundo o relatório de 2004 da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco foram instaurados 4405 processos por negligência familiar. As comissões acompanharam 868 crianças até aos dois anos.
sexta-feira
LOUÇÃ FOI A SETÚBAL DIZER QUE CAVACO VAI PERDER
"Jornal de Notícias", 6 de Janeiro de 2006
Francisco Louçã voltou ontem, ao final da tarde, à baixa comercial de Setúbal, numa arruada programada à última hora, para dar uma resposta a Cavaco Silva. "Uma das razões porque vim cá hoje é porque ouvi Cavaco Silva dizer que ia ganhar em Setúbal, e é preciso mostrar que isso não é verdade, que o povo sente de maneira diferente", explicou a muitos dos cidadãos com quem se cruzou.
Entre os habituais abraços e beijinhos da praxe, o candidato apoiado pelo BE adiantou estar convencido que o candidato de Direita "vai ser derrotado aqui em Setúbal e no país, pelo que é preciso ter capacidade para influenciar o eleitorado, mostrando que há uma visão alternativa sobre o desenvolvimento do país". Assim, o candidato bloquista afirmou estar na campanha para "disputar voto a voto com Cavaco a escolha do futuro do país", mostrando-se convencido de que "no dia 22 de Janeiro vai haver uma grande surpresa, já que Cavaco Silva está a perder votos todos os dias".
No contacto com os cidadãos que passavam na rua, Francisco Louçã ouviu, e apoiou, queixas contra a situação dos reformados, da idade legal das reformas e o encerramento de fábricas no distrito. Caso de uma mulher que se lhe dirigiu afirmando que "não vou dizer qual é o meu voto, mas temos de nos unir todos para o Cavaco não ganhar". Ele, continuou, esta cidadã, "diz que trouxe para aqui a Autoeuropa mas quantas empresas é que fecharam?".
Louçã aproveitou a deixa e a resposta veio pronta "A Renault mesmo aqui ao lado, e o pior é que os erros foram continuando, mas ninguém tem a memória curta".
Já ao idoso que acusou Cavaco de dizer "que é economista, isso não é verdade, economistas são os reformados que vivem com trinta contos por mês", o candidato bloquista deixou um conselho "Nunca se cale".
Na jornada pelo distrito de Setúbal, Louçã esteve em Sesimbra, onde se confrontou com os problemas dos pescadore, e à Serra de Arrábida. Aqui desafiou o primeiro-ministro a resolver a situação das pedreiras e lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas.
Francisco Louçã voltou ontem, ao final da tarde, à baixa comercial de Setúbal, numa arruada programada à última hora, para dar uma resposta a Cavaco Silva. "Uma das razões porque vim cá hoje é porque ouvi Cavaco Silva dizer que ia ganhar em Setúbal, e é preciso mostrar que isso não é verdade, que o povo sente de maneira diferente", explicou a muitos dos cidadãos com quem se cruzou.
Entre os habituais abraços e beijinhos da praxe, o candidato apoiado pelo BE adiantou estar convencido que o candidato de Direita "vai ser derrotado aqui em Setúbal e no país, pelo que é preciso ter capacidade para influenciar o eleitorado, mostrando que há uma visão alternativa sobre o desenvolvimento do país". Assim, o candidato bloquista afirmou estar na campanha para "disputar voto a voto com Cavaco a escolha do futuro do país", mostrando-se convencido de que "no dia 22 de Janeiro vai haver uma grande surpresa, já que Cavaco Silva está a perder votos todos os dias".
No contacto com os cidadãos que passavam na rua, Francisco Louçã ouviu, e apoiou, queixas contra a situação dos reformados, da idade legal das reformas e o encerramento de fábricas no distrito. Caso de uma mulher que se lhe dirigiu afirmando que "não vou dizer qual é o meu voto, mas temos de nos unir todos para o Cavaco não ganhar". Ele, continuou, esta cidadã, "diz que trouxe para aqui a Autoeuropa mas quantas empresas é que fecharam?".
Louçã aproveitou a deixa e a resposta veio pronta "A Renault mesmo aqui ao lado, e o pior é que os erros foram continuando, mas ninguém tem a memória curta".
Já ao idoso que acusou Cavaco de dizer "que é economista, isso não é verdade, economistas são os reformados que vivem com trinta contos por mês", o candidato bloquista deixou um conselho "Nunca se cale".
Na jornada pelo distrito de Setúbal, Louçã esteve em Sesimbra, onde se confrontou com os problemas dos pescadore, e à Serra de Arrábida. Aqui desafiou o primeiro-ministro a resolver a situação das pedreiras e lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas.
LOUÇÃ DESAFIA SÓCRATES POR CAUSA DAS PEDREIRAS
"Jornal da Madeira", 6 de Janeiro de 2006
Francisco Louçã desafiou, ontem, o primeiro-ministro a resolver a situação das pedreiras em situação ilegal na Serra da Arrábida.
Durante uma visita àquela zona, em Sesimbra, o candidato apoiado pelo BE lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas. «Disse que podia expropriar pedreiras ilegais, aqui estão elas», disse Francisco Louçã apontando para várias pedreiras a funcionar, junto à vila de Sesimbra.
Francisco Louçã desafiou, ontem, o primeiro-ministro a resolver a situação das pedreiras em situação ilegal na Serra da Arrábida.
Durante uma visita àquela zona, em Sesimbra, o candidato apoiado pelo BE lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas. «Disse que podia expropriar pedreiras ilegais, aqui estão elas», disse Francisco Louçã apontando para várias pedreiras a funcionar, junto à vila de Sesimbra.
BRUXELAS QUER SELO EUROPEU PARA PRODUTOS DE QUALIDADE
"EuroNews", 6 de Janeiro de 2006
Os produtos agrícolas de qualidade - como o queijo parmesão ou os portugueses de Azeitão, de Nisa ou outros - vão estar mais bem protegidos.
A Comissão Europeia prepara leis que visam melhorar e racionalizar as regras de atribuição das etiquetas de Indicação Geográfica Protegida", Denominação de Origem Controlada e Especialidade Tradicional Garantida.
Actualmente, existem, na Europa, 720 produtos destes. Bruxelas quer, que, no futuro, estes produtos e os que venham a ser registados passem a ter um logótipo europeu, que promova não só o produto em si, mas a própria União Europeia.
A Comissão Europeia quer também facilitar o processo de registo de novos produtos, como o mel português, por exemplo, que tem 12 tipos protegidos.
Ao todo, Portugal tem cerca de 90 produtos agrícolas protegidos, sem contar com os vinhos.
A Comissão Europeia espera facilitar o pedido de mais registos, através da utilização de um único formulário.
O pedido será depois avaliado pelas autoridades nacionais, que o enviam, em seguida, para a Comissão Europeia.
Estas novas medidas visam favorecer a diversificação da produção agrícola e proteger as denominações dos produtos ao mesmo tempo que informam o consumidor das características de determinada iguaria.
Os produtos agrícolas de qualidade - como o queijo parmesão ou os portugueses de Azeitão, de Nisa ou outros - vão estar mais bem protegidos.
A Comissão Europeia prepara leis que visam melhorar e racionalizar as regras de atribuição das etiquetas de Indicação Geográfica Protegida", Denominação de Origem Controlada e Especialidade Tradicional Garantida.
Actualmente, existem, na Europa, 720 produtos destes. Bruxelas quer, que, no futuro, estes produtos e os que venham a ser registados passem a ter um logótipo europeu, que promova não só o produto em si, mas a própria União Europeia.
A Comissão Europeia quer também facilitar o processo de registo de novos produtos, como o mel português, por exemplo, que tem 12 tipos protegidos.
Ao todo, Portugal tem cerca de 90 produtos agrícolas protegidos, sem contar com os vinhos.
A Comissão Europeia espera facilitar o pedido de mais registos, através da utilização de um único formulário.
O pedido será depois avaliado pelas autoridades nacionais, que o enviam, em seguida, para a Comissão Europeia.
Estas novas medidas visam favorecer a diversificação da produção agrícola e proteger as denominações dos produtos ao mesmo tempo que informam o consumidor das características de determinada iguaria.
quinta-feira
PORTO DE SESIMBRA TERÁ ESTUDO DE ORDENAMENTO
"AmbienteOnline", 5 de Janeiro de 2005
A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra consignou a elaboração de um diagnóstico e propostas de ordenamento do porto de Sesimbra à empresa Consulmar – Projectistas e Consultores.
O estudo pretende perspectivar soluções que permitam o desenvolvimento de diversas valências, conciliando a pesca com o recreio náutico, e envolver os diversos actores para posterior discussão de alternativas que conduzam a um compromisso entre todos.
O contrato foi assinado por Carlos Gouveia Lopes e Ricardo Roque, respectivamente, presidente e vogal do Conselho de Administração da APSS e por José Pedro Coelho Fernandes e Carlos Ferreira Abecassis, gerentes da Consulmar. O estudo deverá estar concluído no próximo mês de Maio.
Recorde-se que a Consulmar também já tinha sido responsável pela realização de um estudo de mercado técnico-económico e financeiro do projecto de recuperação ambiental e funcional da antiga área industrial do Moinho Novo.
O estudo visava a requalificação ambiental da área intervencionada e abandonada junto do Moinho Novo, que apresentava um aspecto degradado, tanto do ponto de vista paisagístico como ambiental. Além disso, teve como objectivo a construção de acessibilidades e ordenamento da área, visando atribuir-lhe uma nova funcionalidade, designadamente para o desenvolvimento de actividades logísticas de apoio ao porto.
A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra consignou a elaboração de um diagnóstico e propostas de ordenamento do porto de Sesimbra à empresa Consulmar – Projectistas e Consultores.
O estudo pretende perspectivar soluções que permitam o desenvolvimento de diversas valências, conciliando a pesca com o recreio náutico, e envolver os diversos actores para posterior discussão de alternativas que conduzam a um compromisso entre todos.
O contrato foi assinado por Carlos Gouveia Lopes e Ricardo Roque, respectivamente, presidente e vogal do Conselho de Administração da APSS e por José Pedro Coelho Fernandes e Carlos Ferreira Abecassis, gerentes da Consulmar. O estudo deverá estar concluído no próximo mês de Maio.
Recorde-se que a Consulmar também já tinha sido responsável pela realização de um estudo de mercado técnico-económico e financeiro do projecto de recuperação ambiental e funcional da antiga área industrial do Moinho Novo.
O estudo visava a requalificação ambiental da área intervencionada e abandonada junto do Moinho Novo, que apresentava um aspecto degradado, tanto do ponto de vista paisagístico como ambiental. Além disso, teve como objectivo a construção de acessibilidades e ordenamento da área, visando atribuir-lhe uma nova funcionalidade, designadamente para o desenvolvimento de actividades logísticas de apoio ao porto.
LOUÇÃ DESAFIA SÓCRATES A PÔR FIM ÀS PEDREIRAS NA ARRÁBIDA
"Portugal Diário", 5 de Janeiro de 2005
O candidato a Presidente da República Francisco Louçã desafiou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, a resolver a situação das pedreiras na Serra da Arrábida, Sesimbra.
O candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda esteve hoje na serra da Arrábida, Sesimbra, junto de uma pedreira que disse ser ilegal e lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas.
"Disse que podia expropriar pedreiras ilegais, aqui estão elas", disse Francisco Louçã apontando para várias pedreiras a funcionar, junto à vila de Sesimbra.
O conjunto de pedreiras, alertou, são ilegais porque ficam a cerca de 200 metros do mar e junto de uma zona de protecção total, acrescentando que existem mais 11 pedreiras idênticas a "bordejar" todo o parque natural da Arrábida.
Questionado sobre a responsabilidade do chefe do Governo, Louçã respondeu: "Ou há irresponsabilidade ou desatenção".
O candidato criticou a "esperteza saloia de um país retalhado por negócios espantosos, sujeito a "interesses económicos rasteiros".
Numa manhã de pré-campanha longe de eleitores, Francisco Louçã convidou os jornalistas a percorrer um carreiro em plena serra até ao local de onde queria mostrar a pedreira, que prejudica, disse, uma gruta recentemente descoberta perto do local e que tem formações únicas.
O alerta foi corroborado por Francisco Rasteiro, do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul e anfitrião do "passeio".
E numa manhã dedicada ao ambiente o candidato não deixou de frisar que esta é uma questão fundamental nem de que é matéria sobre a qual um Presidente da República não se pode alhear, sob pena de "não se respeitar a si próprio e ao país".
"A defesa de espaços como estes é uma questão fundamental", afirmou, acrescentando que também em questões ambientais o preocupam a poluição de rios por suiniculturas, a construção em espaços naturais, e o facto de Portugal não cumprir o protocolo de Quioto em termos de emissões de gases poluentes.
Na pedreira em questão - porque "a lei não é cumprida nenhum dia" -, um Presidente tem de actuar, "pedir contas ao Governo", porque "não pode permitir que a lei seja violada".
Hoje no distrito de Setúbal, o candidato visitou a doca de Sesimbra, conversando com pescadores de peixe- espada preto e ouvindo queixas sobre concorrência desleal e "falta de educação" de alguns profissionais.
Aqui Francisco Louçã afirmou-se preocupado com a falta de vigilância em relação à pesca ilegal e a "falta de respeito" pela sustentabilidade de recursos a longo prazo.
Apesar de dizer que o preocupam questões ligadas a esta faina referiu também que não estava ali para fazer promessas.
Sobre a campanha, frisou que está a disputar "cada voto de Cavaco Silva" e que um mau resultado no dia 22 seria a vitória do "candidato da direita".
Recusando-se a especificar o que seria, em termos pessoais, uma derrota, Francisco Louçã também negou que esteja a "colocar a fasquia" demasiado alta quando diz que quer disputar uma segunda volta nas eleições com Cavaco Silva.
"Há muitas pessoas indecisas. Cada abstenção é um voto em Cavaco Silva", disse.
O candidato deixou ainda outra crítica ao antigo primeiro-ministro: "Cavaco Silva acha que já ganhou em todo o lugar pelo simples facto de pôr um pé nesse lugar, é preciso muita arrogância para pensar que qualquer candidato já ganhou, eu digo, Cavaco Silva não ganhou".
O candidato a Presidente da República Francisco Louçã desafiou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, a resolver a situação das pedreiras na Serra da Arrábida, Sesimbra.
O candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda esteve hoje na serra da Arrábida, Sesimbra, junto de uma pedreira que disse ser ilegal e lembrou que José Sócrates, quando foi secretário de Estado do Ambiente, admitiu resolver situações idênticas.
"Disse que podia expropriar pedreiras ilegais, aqui estão elas", disse Francisco Louçã apontando para várias pedreiras a funcionar, junto à vila de Sesimbra.
O conjunto de pedreiras, alertou, são ilegais porque ficam a cerca de 200 metros do mar e junto de uma zona de protecção total, acrescentando que existem mais 11 pedreiras idênticas a "bordejar" todo o parque natural da Arrábida.
Questionado sobre a responsabilidade do chefe do Governo, Louçã respondeu: "Ou há irresponsabilidade ou desatenção".
O candidato criticou a "esperteza saloia de um país retalhado por negócios espantosos, sujeito a "interesses económicos rasteiros".
Numa manhã de pré-campanha longe de eleitores, Francisco Louçã convidou os jornalistas a percorrer um carreiro em plena serra até ao local de onde queria mostrar a pedreira, que prejudica, disse, uma gruta recentemente descoberta perto do local e que tem formações únicas.
O alerta foi corroborado por Francisco Rasteiro, do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul e anfitrião do "passeio".
E numa manhã dedicada ao ambiente o candidato não deixou de frisar que esta é uma questão fundamental nem de que é matéria sobre a qual um Presidente da República não se pode alhear, sob pena de "não se respeitar a si próprio e ao país".
"A defesa de espaços como estes é uma questão fundamental", afirmou, acrescentando que também em questões ambientais o preocupam a poluição de rios por suiniculturas, a construção em espaços naturais, e o facto de Portugal não cumprir o protocolo de Quioto em termos de emissões de gases poluentes.
Na pedreira em questão - porque "a lei não é cumprida nenhum dia" -, um Presidente tem de actuar, "pedir contas ao Governo", porque "não pode permitir que a lei seja violada".
Hoje no distrito de Setúbal, o candidato visitou a doca de Sesimbra, conversando com pescadores de peixe- espada preto e ouvindo queixas sobre concorrência desleal e "falta de educação" de alguns profissionais.
Aqui Francisco Louçã afirmou-se preocupado com a falta de vigilância em relação à pesca ilegal e a "falta de respeito" pela sustentabilidade de recursos a longo prazo.
Apesar de dizer que o preocupam questões ligadas a esta faina referiu também que não estava ali para fazer promessas.
Sobre a campanha, frisou que está a disputar "cada voto de Cavaco Silva" e que um mau resultado no dia 22 seria a vitória do "candidato da direita".
Recusando-se a especificar o que seria, em termos pessoais, uma derrota, Francisco Louçã também negou que esteja a "colocar a fasquia" demasiado alta quando diz que quer disputar uma segunda volta nas eleições com Cavaco Silva.
"Há muitas pessoas indecisas. Cada abstenção é um voto em Cavaco Silva", disse.
O candidato deixou ainda outra crítica ao antigo primeiro-ministro: "Cavaco Silva acha que já ganhou em todo o lugar pelo simples facto de pôr um pé nesse lugar, é preciso muita arrogância para pensar que qualquer candidato já ganhou, eu digo, Cavaco Silva não ganhou".
PINHEIRO BRAVO: GOVERNO QUER ABATER ÁRVORES COM NEMÁTODO PARA COMBATER DOENÇA
"Público", 4 de Janeiro de 2006
A nova estratégia de combate do nemátodo do pinheiro bravo vai obrigar ao abate imediato de todas as árvores infectadas para controlar a doença até 2008, anunciou hoje o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e Florestas.
A nova estratégia de luta contra a doença prevê a obrigatoriedade dos proprietários procederem ao abate imediato das árvores infectadas. Se não o fizerem, a responsabilidade pelo abate das árvores será assumida pela Direcção Geral dos Recursos Florestais que, neste caso, deverá proceder também ao abate de todos os pinheiros bravos existentes num raio de cinco metros.
Além do abate das árvores infectadas, a estratégia passa também pela criação de uma faixa de contenção fitossanitária com três quilómetros de largura - zona tampão onde deverão ser eliminados todos os pinheiros bravos - de forma a reduzir a zona infectada e a impedir a propagação da doença para a margem Norte do rio Tejo.
A zona tampão sem pinheiros bravos deverá evitar a propagação da doença, uma vez que os insectos responsáveis pela propagação do nemátodo têm um raio de acção inferior a 1,5 quilómetros.
"Só poderemos resolver o problema se tomarmos medidas mais eficazes ao nível do planeamento e da execução", disse Rui Gonçalves, que falava na apresentação da nova estratégia de luta contra a doença, realizada nos Viveiros Florestais de Valverde, em Alcácer do Sal.
Questionado pelos jornalistas, Rui Gonçalves disse que não estão previstas medidas compensatórias para os produtores florestais, que poderão, no entanto, realizar algumas receitas com a venda da madeira contaminada para biomassa florestal e produção de energia. Caso contrário, as receitas revertem para o Estado.
Além destas medidas, o director-geral dos Recursos Florestais terá ainda a possibilidade de definir, por despacho, a delimitação das zonas críticas e outras medidas adicionais que sejam consideradas adequadas para a erradicação da praga.
Dentro da área afectada há duas zonas críticas, na zona de Sesimbra e na Comporta, esta última com mais de 60 por cento das árvores infectadas e já algumas zonas de descoberto vegetal devido ao abate dos pinheiros atingidos pelo parasita.
O nemátodo do pinheiro bravo, proveniente da América do Norte ou da Ásia, é um parasita que impede a produção de resina e acaba por provocar a morte das árvores infectadas. Este parasita foi detectado pela primeira vez na região de Setúbal em 1999, ao que se julga transportado em "paletes" e madeiras de embalagem provenientes da Ásia.
Apesar das medidas adoptadas nos últimos seis anos para evitar a propagação da doença, verificou-se um aumento da área afectada, em direcção ao sul do país, havendo actualmente cerca de 107 mil árvores infectadas na zona compreendida entre Vila Franca de Xira e Porto Covo, concelho de Sines.
A nova estratégia de combate do nemátodo do pinheiro bravo vai obrigar ao abate imediato de todas as árvores infectadas para controlar a doença até 2008, anunciou hoje o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e Florestas.
A nova estratégia de luta contra a doença prevê a obrigatoriedade dos proprietários procederem ao abate imediato das árvores infectadas. Se não o fizerem, a responsabilidade pelo abate das árvores será assumida pela Direcção Geral dos Recursos Florestais que, neste caso, deverá proceder também ao abate de todos os pinheiros bravos existentes num raio de cinco metros.
Além do abate das árvores infectadas, a estratégia passa também pela criação de uma faixa de contenção fitossanitária com três quilómetros de largura - zona tampão onde deverão ser eliminados todos os pinheiros bravos - de forma a reduzir a zona infectada e a impedir a propagação da doença para a margem Norte do rio Tejo.
A zona tampão sem pinheiros bravos deverá evitar a propagação da doença, uma vez que os insectos responsáveis pela propagação do nemátodo têm um raio de acção inferior a 1,5 quilómetros.
"Só poderemos resolver o problema se tomarmos medidas mais eficazes ao nível do planeamento e da execução", disse Rui Gonçalves, que falava na apresentação da nova estratégia de luta contra a doença, realizada nos Viveiros Florestais de Valverde, em Alcácer do Sal.
Questionado pelos jornalistas, Rui Gonçalves disse que não estão previstas medidas compensatórias para os produtores florestais, que poderão, no entanto, realizar algumas receitas com a venda da madeira contaminada para biomassa florestal e produção de energia. Caso contrário, as receitas revertem para o Estado.
Além destas medidas, o director-geral dos Recursos Florestais terá ainda a possibilidade de definir, por despacho, a delimitação das zonas críticas e outras medidas adicionais que sejam consideradas adequadas para a erradicação da praga.
Dentro da área afectada há duas zonas críticas, na zona de Sesimbra e na Comporta, esta última com mais de 60 por cento das árvores infectadas e já algumas zonas de descoberto vegetal devido ao abate dos pinheiros atingidos pelo parasita.
O nemátodo do pinheiro bravo, proveniente da América do Norte ou da Ásia, é um parasita que impede a produção de resina e acaba por provocar a morte das árvores infectadas. Este parasita foi detectado pela primeira vez na região de Setúbal em 1999, ao que se julga transportado em "paletes" e madeiras de embalagem provenientes da Ásia.
Apesar das medidas adoptadas nos últimos seis anos para evitar a propagação da doença, verificou-se um aumento da área afectada, em direcção ao sul do país, havendo actualmente cerca de 107 mil árvores infectadas na zona compreendida entre Vila Franca de Xira e Porto Covo, concelho de Sines.
CHEGADA DOS "REIS" COM SABOR POLÍTICO
"Agência Ecclesia", 4 de Janeiro de 2006
Sesimbra este ano tem programada uma recepção aos «reis», no dia 6 de Janeiro, servindo este momento de saudação de Ano Novo do executivo municipal à população.
Assim pelas 16,30 horas dá-se a recepção dos ‘reis’ no Largo do Município, seguida de uma saudação pelo Grupo Coral de Sesimbra. O agrupamento 350 do CNE da Paróquia do Castelo faz, então, a encenação bíblica apropriada.
O executivo camarário dirige, posteriormente, à população os votos de bom ano, seguindo-se o cantar das janeiras pelos alunos das escolas do concelho e duma associação cultural.
A terminar será distribuída uma recordação alusiva à data: uma concha em miniatura com a expressão bíblica: ‘ofereceram-lhe presentes’.
De referir que entre 17 de Dezembro e 6 de Janeiro estiveram patentes ao público quatro representações doutras tantas figuras bíblicas (João Baptista, São José, Nossa Senhora e Jesus) e dezenas de presépios.
A. Sílvio Couto
Sesimbra este ano tem programada uma recepção aos «reis», no dia 6 de Janeiro, servindo este momento de saudação de Ano Novo do executivo municipal à população.
Assim pelas 16,30 horas dá-se a recepção dos ‘reis’ no Largo do Município, seguida de uma saudação pelo Grupo Coral de Sesimbra. O agrupamento 350 do CNE da Paróquia do Castelo faz, então, a encenação bíblica apropriada.
O executivo camarário dirige, posteriormente, à população os votos de bom ano, seguindo-se o cantar das janeiras pelos alunos das escolas do concelho e duma associação cultural.
A terminar será distribuída uma recordação alusiva à data: uma concha em miniatura com a expressão bíblica: ‘ofereceram-lhe presentes’.
De referir que entre 17 de Dezembro e 6 de Janeiro estiveram patentes ao público quatro representações doutras tantas figuras bíblicas (João Baptista, São José, Nossa Senhora e Jesus) e dezenas de presépios.
A. Sílvio Couto
sábado
IMIGRANTE FOI ESFAQUEADO COM DOIS GOLPES NO PESCOÇO
"Jornal de Notícias", 30 de Dezembro de 2005
Um imigrante moldavo de 22 anos está internado no Hospital de S. José, em Lisboa, em estado grave, na sequência de um ataque com arma branca, que o deixou tetraplégico.
O crime ocorreu na madrugada da véspera de Natal, em Brejos de Azeitão, Palmela, e está a ser investigado pela PJ de Setúbal que, até ao fim da tarde de ontem, ainda não tinha feito detenções.
As autoridades levantam várias hipóteses para as razões do crime, desde uma rixa até um ajuste de contas entre indivíduos de Leste. A
vítima, Constantin, tinha estado com outros moldavos num café em Brejos, até às quatro da madrugada de dia 24, a jogar bilhar, segundo José António, proprietário do estabelecimento o "Janica".
"Vinham cá às vezes, mas não com muita frequência", apontou o comerciante, classificando a conduta do grupo como "normal".
Saíram pouco depois das 4 horas horas e José António viu-os já na rua a interperlarem um indivíduo que estava na via pública, nas imediações do bar "Harducampo", do lado oposto da rua. O grupo deslocou-se para uma esquina, já em confronto, juntando-se mais gente à refrega.
"Havia por aí muitos gritos", conta um morador da zona. Pouco depois um dos envolvidos caiu no chão. Era Constantin, atingido com pelo menos dois golpes de arma branca no pescoço. Os gritos aumentaram e José António ligou ao 112, ao mesmo tempo que corria para o local onde o jovem moldavo estava caído no chão.
Mas os problemas não tinham ainda acabado. Com a chegada da GNR, a maioria dos intervenientes desapareceu, inclusive o autor da agressão. A vítima ainda foi transportada para Setúbal e daí foi transferida para Lisboa.
Um imigrante moldavo de 22 anos está internado no Hospital de S. José, em Lisboa, em estado grave, na sequência de um ataque com arma branca, que o deixou tetraplégico.
O crime ocorreu na madrugada da véspera de Natal, em Brejos de Azeitão, Palmela, e está a ser investigado pela PJ de Setúbal que, até ao fim da tarde de ontem, ainda não tinha feito detenções.
As autoridades levantam várias hipóteses para as razões do crime, desde uma rixa até um ajuste de contas entre indivíduos de Leste. A
vítima, Constantin, tinha estado com outros moldavos num café em Brejos, até às quatro da madrugada de dia 24, a jogar bilhar, segundo José António, proprietário do estabelecimento o "Janica".
"Vinham cá às vezes, mas não com muita frequência", apontou o comerciante, classificando a conduta do grupo como "normal".
Saíram pouco depois das 4 horas horas e José António viu-os já na rua a interperlarem um indivíduo que estava na via pública, nas imediações do bar "Harducampo", do lado oposto da rua. O grupo deslocou-se para uma esquina, já em confronto, juntando-se mais gente à refrega.
"Havia por aí muitos gritos", conta um morador da zona. Pouco depois um dos envolvidos caiu no chão. Era Constantin, atingido com pelo menos dois golpes de arma branca no pescoço. Os gritos aumentaram e José António ligou ao 112, ao mesmo tempo que corria para o local onde o jovem moldavo estava caído no chão.
Mas os problemas não tinham ainda acabado. Com a chegada da GNR, a maioria dos intervenientes desapareceu, inclusive o autor da agressão. A vítima ainda foi transportada para Setúbal e daí foi transferida para Lisboa.
domingo
DUARTE BENAVENTE ENCERROU 2005 EM 14º LUGAR
"O Norte Desportivo", 24 de Dezembro de 2005
(Celina Amoedo)
Terminada a temporada do Mundial de Motonáutica 2005, o único português em prova coloca os olhos no futuro, certo de que vai contrariar os maus resultados. Duarte Benavente parte para 2006 com vontade de vencer e confiante de que levantará a bandeira das «quinas» bem alto.
Duarte Benavente quer esquecer esta época. O único piloto luso presente no Campeonato Mundial de Motonáutica F1 teve um ano pouco positivo e agora o pensamento vira-se unicamente para 2006.
O atleta de Azeitão faz o balanço a O NORTE DESPORTIVO de uma temporada que não deixa boas recordações: “Este é um ano para apagar da memória rapidamente, porque nada correu bem. Como o Campeonato foi curto, e a partir do momento em que algo não acontece como queremos, já não há tempo para recuperar... Começámos mal, em Portimão, e a situação nunca melhorou”, lamenta.Benavente viu-se obrigado a desistir nas duas últimas corridas... Na penúltima (Abu Dhabi) o barco partiu e afundo. E na derradeira (Sharjah), mesmo após o respectivo arranjo, ressentiu-se e acabou traindo o piloto. A F1 Atlantic Team não contava que, uma semana depois, o catamaran de Benavente deixasse de trabalhar... “Quer nos treinos, quer nas corridas, se tudo correr de feição, andamos sempre na disputa pelos lugares cimeiros”, diz. Só que, nesta última prova, quando ocupávamos a sexta posição, em luta directa com o Philippe Dessertenne, eis que o motor do barco parou. O piloto recorda o que aconteceu: “Não foi um problema mecânico, mas eléctrico. Depois de se ter afundado no GP de Abu Dhabi, o sal pregou-nos esta partida... o que resultou no abandono, à oitava volta”.
Mas a culpa dos fracos resultados obtidos na temporada 2005 não é atribuída apenas à falta de sorte, mas “a um conjunto de circunstâncias”. Benavente confessa a intenção de trocar de barco no início da época, mas não o fez. A embarcação continua rápida, “mas já está muito velha”. O material acabou por ter grande influência. “Quando tudo corria bem, rodámos sempre em sexto ou sétimo, mas a fiabilidade não foi a melhor...”, logo, os resultados não podiam ser muito positivos”. Termina na 14.ª posição. Ao invés das habituais 10 provas, 2005 contou somente com seis, sendo que não pontuou em metade, devido a uma desclassificação por falsa partida (ainda não provada) e a duas desistências. “É um ano para esquecer”, sustenta.Terminado “o pior ano, no que concerne a resultados”, o campeão do Mundo e da Europa de F4 mostra-se desejoso que a próxima época desportiva comece, onde promete dar tudo. O piloto deseja que 2006 seja favorável a novos e bons ventos. Confiante, Benavente vai já dar que falar no Campeonato de Inverno, que tem início a 6 de Janeiro, no Dubai.
Para a classe rainha, o piloto oito vezes campeão nacional de F4 admite que em 2006, “já com mais experiência, algo importante na F1”, vai em busca de uma das seis posições cimeiras e até, quem sabe, de uma vitória num GP: “O investimento foi feito e, com muito esforço, vamos à procura de um temporada positiva”. A estrutura já foi reforçada, novos materiais vão agora acompanhar a equipa nesta caminhada pelo Campeonato Mundial.
Por cá, arrecadou as duas contendas do Campeonato Ibérico. Uma participação que muito prazer lhe deu, já que correu em águas nacionais. “Uma presença que aconteceu com a intenção de nos divertirmos e de mostrar o que temos feito na Fórmula 1, a nossa equipa, os nossos patrocinadores”.
(Celina Amoedo)
Terminada a temporada do Mundial de Motonáutica 2005, o único português em prova coloca os olhos no futuro, certo de que vai contrariar os maus resultados. Duarte Benavente parte para 2006 com vontade de vencer e confiante de que levantará a bandeira das «quinas» bem alto.
Duarte Benavente quer esquecer esta época. O único piloto luso presente no Campeonato Mundial de Motonáutica F1 teve um ano pouco positivo e agora o pensamento vira-se unicamente para 2006.
O atleta de Azeitão faz o balanço a O NORTE DESPORTIVO de uma temporada que não deixa boas recordações: “Este é um ano para apagar da memória rapidamente, porque nada correu bem. Como o Campeonato foi curto, e a partir do momento em que algo não acontece como queremos, já não há tempo para recuperar... Começámos mal, em Portimão, e a situação nunca melhorou”, lamenta.Benavente viu-se obrigado a desistir nas duas últimas corridas... Na penúltima (Abu Dhabi) o barco partiu e afundo. E na derradeira (Sharjah), mesmo após o respectivo arranjo, ressentiu-se e acabou traindo o piloto. A F1 Atlantic Team não contava que, uma semana depois, o catamaran de Benavente deixasse de trabalhar... “Quer nos treinos, quer nas corridas, se tudo correr de feição, andamos sempre na disputa pelos lugares cimeiros”, diz. Só que, nesta última prova, quando ocupávamos a sexta posição, em luta directa com o Philippe Dessertenne, eis que o motor do barco parou. O piloto recorda o que aconteceu: “Não foi um problema mecânico, mas eléctrico. Depois de se ter afundado no GP de Abu Dhabi, o sal pregou-nos esta partida... o que resultou no abandono, à oitava volta”.
Mas a culpa dos fracos resultados obtidos na temporada 2005 não é atribuída apenas à falta de sorte, mas “a um conjunto de circunstâncias”. Benavente confessa a intenção de trocar de barco no início da época, mas não o fez. A embarcação continua rápida, “mas já está muito velha”. O material acabou por ter grande influência. “Quando tudo corria bem, rodámos sempre em sexto ou sétimo, mas a fiabilidade não foi a melhor...”, logo, os resultados não podiam ser muito positivos”. Termina na 14.ª posição. Ao invés das habituais 10 provas, 2005 contou somente com seis, sendo que não pontuou em metade, devido a uma desclassificação por falsa partida (ainda não provada) e a duas desistências. “É um ano para esquecer”, sustenta.Terminado “o pior ano, no que concerne a resultados”, o campeão do Mundo e da Europa de F4 mostra-se desejoso que a próxima época desportiva comece, onde promete dar tudo. O piloto deseja que 2006 seja favorável a novos e bons ventos. Confiante, Benavente vai já dar que falar no Campeonato de Inverno, que tem início a 6 de Janeiro, no Dubai.
Para a classe rainha, o piloto oito vezes campeão nacional de F4 admite que em 2006, “já com mais experiência, algo importante na F1”, vai em busca de uma das seis posições cimeiras e até, quem sabe, de uma vitória num GP: “O investimento foi feito e, com muito esforço, vamos à procura de um temporada positiva”. A estrutura já foi reforçada, novos materiais vão agora acompanhar a equipa nesta caminhada pelo Campeonato Mundial.
Por cá, arrecadou as duas contendas do Campeonato Ibérico. Uma participação que muito prazer lhe deu, já que correu em águas nacionais. “Uma presença que aconteceu com a intenção de nos divertirmos e de mostrar o que temos feito na Fórmula 1, a nossa equipa, os nossos patrocinadores”.
sábado
HOMEM MORREU EM ACIDENTE DE TRABALHO
Operário procedia à substituição de um carreto quando a estrutura em que estava apoiado cedeu.
TVI, 23 de Dezembro de 2005
Um homem de 46 anos foi vítima de um acidente de trabalho num estaleiro de obras em S.Marcos da Serra, no Algarve.
O operário procedia à substituição de um carreto quando a estrutura em que estava apoiado cedeu, aparentemente, por razões técnicas. O homem terá, então, caído sobre um tapete rolante e ficado entalado numa máquina.
Os elementos da Inspecção-geral de Trabalho estiveram no local para apurar eventuais responsabilidades. A empresa, com sede em Sesimbra, disse à TVI que estão a ser averiguadas as condições em que ocorreu o acidente. O operário era natural de Seia, distrito da Guarda.
TVI, 23 de Dezembro de 2005
Um homem de 46 anos foi vítima de um acidente de trabalho num estaleiro de obras em S.Marcos da Serra, no Algarve.
O operário procedia à substituição de um carreto quando a estrutura em que estava apoiado cedeu, aparentemente, por razões técnicas. O homem terá, então, caído sobre um tapete rolante e ficado entalado numa máquina.
Os elementos da Inspecção-geral de Trabalho estiveram no local para apurar eventuais responsabilidades. A empresa, com sede em Sesimbra, disse à TVI que estão a ser averiguadas as condições em que ocorreu o acidente. O operário era natural de Seia, distrito da Guarda.
De Sesimbra a Porto Seguro
"O Sesimbrense", 21 de Dezembro de 2005
Foi há pouco mais de 24 horas, cumprindo o que estava programado, com meticulosa devoção: A “Nossa Se-nhora da Aparecida” - barca típica de Sesimbra - remodelada e alindada, com quatro tripulantes, tomou rumo de Sesimbra para Porto Seguro, a terra brasileira a que chegou Pedro Álvares Cabral, há 505 anos.
O comando pertence ao super-entusiasta Alexandre de Sousa Holstein e Sesimbra, com toda a naturalidade e justificação, associou-se ao empreendimento, tal qual outras entidades nacionais de relevo. Também alguns canais de televisão não faltaram à chamada.
A “viagem” começou no dia 18, ao meio-dia com concentração de convidados na nova sede do Clube Naval de Sesimbra (CNS).
Foi servido um pequeno cocktail com produtos típicos de Sesimbra e os discursos estiveram a cargo do presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, de Alexandre Holstein e do presidente do CNS, Lino Correia.
O edil de Sesimbra ofereceu algumas lembranças aos tripulantes para serem entregues em Porto Seguro e chamou a atenção dos presentes para um dos objectivos da viagem “enaltecer as profissões ligadas ao mar e homenagear os pescadores” acrescentando “o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida acaba com a pesca e com o próprio turismo”, sendo estes sectores importantíssimos na economia do Concelho.
Alexandre Holstein estava visivelmente emocionado e a actuação do grupo sesimbrense “Nova Galé” que interpretou uma música dedicada à viagem foi uma boa surpresa.
A partida da barca foi às 13h30 e os primeiros minutos do percurso foram acompanhados de outros barcos que se foram despedindo no azul do mar. Em cima do pontão algumas dezenas de pessoas acenavam e os barcos apitavam à medida que a “Nossa Senhora da Aparecida” desaparecia no horizonte.
A primeira paragem será em Tenerife, onde o quarteto de navegantes passará o Natal, seguindo depois rumo a Cabo Verde (S.Vicente). Se os bons ventos não alterarem estudos feitos a chegada a Porto Seguro será na primeira semana de Fevereiro/06, antecedida por uma pequena paragem em Ferando Noronha. Já no fecho desta edição não dispomos de espaço bastante para dar ao evento todo o merecido relevo o que faremos, adequadamente, no próximo número de “O Sesimbrense”, assim como continuaremos a acompanhar a viagem e a coragem deste grupo de nave gadores.
Entretanto, um caloroso visto: BOA VIAGEM!
"O Sesimbrense", 21 de Dezembro de 2005
Foi há pouco mais de 24 horas, cumprindo o que estava programado, com meticulosa devoção: A “Nossa Se-nhora da Aparecida” - barca típica de Sesimbra - remodelada e alindada, com quatro tripulantes, tomou rumo de Sesimbra para Porto Seguro, a terra brasileira a que chegou Pedro Álvares Cabral, há 505 anos.
O comando pertence ao super-entusiasta Alexandre de Sousa Holstein e Sesimbra, com toda a naturalidade e justificação, associou-se ao empreendimento, tal qual outras entidades nacionais de relevo. Também alguns canais de televisão não faltaram à chamada.
A “viagem” começou no dia 18, ao meio-dia com concentração de convidados na nova sede do Clube Naval de Sesimbra (CNS).
Foi servido um pequeno cocktail com produtos típicos de Sesimbra e os discursos estiveram a cargo do presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, de Alexandre Holstein e do presidente do CNS, Lino Correia.
O edil de Sesimbra ofereceu algumas lembranças aos tripulantes para serem entregues em Porto Seguro e chamou a atenção dos presentes para um dos objectivos da viagem “enaltecer as profissões ligadas ao mar e homenagear os pescadores” acrescentando “o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida acaba com a pesca e com o próprio turismo”, sendo estes sectores importantíssimos na economia do Concelho.
Alexandre Holstein estava visivelmente emocionado e a actuação do grupo sesimbrense “Nova Galé” que interpretou uma música dedicada à viagem foi uma boa surpresa.
A partida da barca foi às 13h30 e os primeiros minutos do percurso foram acompanhados de outros barcos que se foram despedindo no azul do mar. Em cima do pontão algumas dezenas de pessoas acenavam e os barcos apitavam à medida que a “Nossa Senhora da Aparecida” desaparecia no horizonte.
A primeira paragem será em Tenerife, onde o quarteto de navegantes passará o Natal, seguindo depois rumo a Cabo Verde (S.Vicente). Se os bons ventos não alterarem estudos feitos a chegada a Porto Seguro será na primeira semana de Fevereiro/06, antecedida por uma pequena paragem em Ferando Noronha. Já no fecho desta edição não dispomos de espaço bastante para dar ao evento todo o merecido relevo o que faremos, adequadamente, no próximo número de “O Sesimbrense”, assim como continuaremos a acompanhar a viagem e a coragem deste grupo de nave gadores.
Entretanto, um caloroso visto: BOA VIAGEM!
terça-feira
Barca típica a caminho do Brasil sempre à vela
"Jornal de Notícias", 19 de Dezembro de 2005
«Boas marés e bons ventos». Este foi o desejo expresso por Alexandre Holstein, ontem, minutos antes da partida para o Brasil da "Nossa Senhora da Aparecida", uma barca típica de Sesimbra, que seguirá a rota traçada há mais de 500 anos pelo navegador português Pedro Álvares Cabral.
A barca, recuperada num estaleiro naval de Sesimbra, tem 11 metros de comprimento e fará a viagem exclusivamente à vela, com o motor a servir apenas para manobras nos portos de escala previstos.Acompanhado por João Burnay, Nuno Pinheiro de Melo e Ricardo Costa, Alexandre Holstein não escondia a ansiedade de se lançar à água e iniciar a aventura, que terminará dentro de 50 dias, segundo está previsto, em Porto Seguro.
Receios apenas um, confessou ao JN Alexandre Holstein «Que algum contentor perdido possa abalroar a barca, pois de resto estou tranquilo, já que a viagem foi preparada com todos os pormenores».
Ontem, foram muitos os que se quiseram associar e desejar boa sorte aos quatro aventureiros.
Augusto Pólvora, presidente da Câmara, não faltou «Esta iniciativa pode ser entendida como uma homenagem à comunidade piscatória e à construção naval em madeira de Sesimbra, que vive tempos difíceis», disse.
"Jornal de Notícias", 19 de Dezembro de 2005
«Boas marés e bons ventos». Este foi o desejo expresso por Alexandre Holstein, ontem, minutos antes da partida para o Brasil da "Nossa Senhora da Aparecida", uma barca típica de Sesimbra, que seguirá a rota traçada há mais de 500 anos pelo navegador português Pedro Álvares Cabral.
A barca, recuperada num estaleiro naval de Sesimbra, tem 11 metros de comprimento e fará a viagem exclusivamente à vela, com o motor a servir apenas para manobras nos portos de escala previstos.Acompanhado por João Burnay, Nuno Pinheiro de Melo e Ricardo Costa, Alexandre Holstein não escondia a ansiedade de se lançar à água e iniciar a aventura, que terminará dentro de 50 dias, segundo está previsto, em Porto Seguro.
Receios apenas um, confessou ao JN Alexandre Holstein «Que algum contentor perdido possa abalroar a barca, pois de resto estou tranquilo, já que a viagem foi preparada com todos os pormenores».
Ontem, foram muitos os que se quiseram associar e desejar boa sorte aos quatro aventureiros.
Augusto Pólvora, presidente da Câmara, não faltou «Esta iniciativa pode ser entendida como uma homenagem à comunidade piscatória e à construção naval em madeira de Sesimbra, que vive tempos difíceis», disse.
Quando a concha pode servir de berço!
A. Sílvio Couto
in "Agência Ecclesia", 20 de Dezembro de 2005
A dinâmica do Natal de Jesus poderá e deverá ser vivida – em cada lugar, em cada época e em cada tempo – numa interpretação dos sinais em que nos inserimos. Assim parece não ser desadequado tipificar – para quem a conheça! – a configuração da vila de Sesimbra (sobretudo na geografia de Santiago) com uma concha. Esta enquanto sinal marítimo pode revestir uma multiplicidade de leituras, tanto materiais como alegóricas e ainda com perspectivas simbólicas.Enquanto revestimento do corpo dalguns moluscos serve-lhes de defesa e de habitat, tornando-se quando lhes é retirada de possibilidade decorativa.
Na linguagem alegórica ouvimos, por vezes, falar de ‘meter-se na sua concha’, significando não falar, fechar-se aos outros ou mesmo não fazer nada; por seu turno, ‘sair da concha’ poderá significar falar quem antes era tímido ou desconfiado.
Entretanto, na composição dalgumas palavras, podemos encontrar essoutras derivadas de ‘concha’, tais como: aconhegar-(se), enconchar-(se)... sobretudo enquanto verbos no reflexo.Desta forma poderemos propor como símbolo para este Natal a ‘concha’, no contexto desta terra/mar onde nos encontramos e como que podemos interpretá-la enquanto:
* desafio à ternura, tão nostálgica nesta época natalícia, mas obnubilada no resto dos outros dias do ano,
* promoção da vida como se este símbolo se pudesse entender comparável a um pequeno berço de criança recém-nascida ou a nascer,
* abertura à compaixão por contraste com alguma tendência consumista, promovida, agressiva e agressora,
* incentivo à simplicidade, provocando-nos nalgumas despesas desnecessárias... embora mais ou menos justificáveis.
Desta forma poderemos ir recuperando – neste contexto tão próprio, específico e subtil – a força das tradições típicas de Sesimbra, onde a dimensão cristã se nota presente mesmo que sob o pó e as cinzas.
A. Sílvio Couto
in "Agência Ecclesia", 20 de Dezembro de 2005
A dinâmica do Natal de Jesus poderá e deverá ser vivida – em cada lugar, em cada época e em cada tempo – numa interpretação dos sinais em que nos inserimos. Assim parece não ser desadequado tipificar – para quem a conheça! – a configuração da vila de Sesimbra (sobretudo na geografia de Santiago) com uma concha. Esta enquanto sinal marítimo pode revestir uma multiplicidade de leituras, tanto materiais como alegóricas e ainda com perspectivas simbólicas.Enquanto revestimento do corpo dalguns moluscos serve-lhes de defesa e de habitat, tornando-se quando lhes é retirada de possibilidade decorativa.
Na linguagem alegórica ouvimos, por vezes, falar de ‘meter-se na sua concha’, significando não falar, fechar-se aos outros ou mesmo não fazer nada; por seu turno, ‘sair da concha’ poderá significar falar quem antes era tímido ou desconfiado.
Entretanto, na composição dalgumas palavras, podemos encontrar essoutras derivadas de ‘concha’, tais como: aconhegar-(se), enconchar-(se)... sobretudo enquanto verbos no reflexo.Desta forma poderemos propor como símbolo para este Natal a ‘concha’, no contexto desta terra/mar onde nos encontramos e como que podemos interpretá-la enquanto:
* desafio à ternura, tão nostálgica nesta época natalícia, mas obnubilada no resto dos outros dias do ano,
* promoção da vida como se este símbolo se pudesse entender comparável a um pequeno berço de criança recém-nascida ou a nascer,
* abertura à compaixão por contraste com alguma tendência consumista, promovida, agressiva e agressora,
* incentivo à simplicidade, provocando-nos nalgumas despesas desnecessárias... embora mais ou menos justificáveis.
Desta forma poderemos ir recuperando – neste contexto tão próprio, específico e subtil – a força das tradições típicas de Sesimbra, onde a dimensão cristã se nota presente mesmo que sob o pó e as cinzas.
segunda-feira
Versão de antiga caravela virá ao Brasil
"Terra", 18 de Dezembro de 2005
Uma embarcação construída como as antigas caravelas, com quatro tripulantes a bordo, partiu hoje do porto português de Sesimbra com destino a Porto Seguro (BA), seguindo a rota marítima de Pedro Álvares Cabral.
A travessia transoceânica desta embarcação, chamada "Nossa Senhora Aparecida", padroeira do Brasil, serve de homenagem aos navegantes portugueses, segundo o promotor da iniciativa, Alexandre Holstein.
A aventura pôde se iniciada hoje depois que em 12 de outubro não conseguiu seguir a rota estabelecida por Cabral devido ao mau tempo provocado pela tempestade tropical "Vince" e a uma avaria no motor de apoio.
O navio, descendente das antigas caravelas de pesca dos séculos XIII e XIV, que deram origem às caravelas do Descobrimento da América, possui 11 de metros de comprimento, por isso Holstein considera que é suficientemente segura como para enfrentar o desafio desta travessia.
A embarcação, típica da vila de Sesimbra, nos arredores de Lisboa, realizará escalas técnicas em Tenerife (Espanha), São Vicente (Cabo Verde) e Fernando de Noronha (PE).
"Terra", 18 de Dezembro de 2005
Uma embarcação construída como as antigas caravelas, com quatro tripulantes a bordo, partiu hoje do porto português de Sesimbra com destino a Porto Seguro (BA), seguindo a rota marítima de Pedro Álvares Cabral.
A travessia transoceânica desta embarcação, chamada "Nossa Senhora Aparecida", padroeira do Brasil, serve de homenagem aos navegantes portugueses, segundo o promotor da iniciativa, Alexandre Holstein.
A aventura pôde se iniciada hoje depois que em 12 de outubro não conseguiu seguir a rota estabelecida por Cabral devido ao mau tempo provocado pela tempestade tropical "Vince" e a uma avaria no motor de apoio.
O navio, descendente das antigas caravelas de pesca dos séculos XIII e XIV, que deram origem às caravelas do Descobrimento da América, possui 11 de metros de comprimento, por isso Holstein considera que é suficientemente segura como para enfrentar o desafio desta travessia.
A embarcação, típica da vila de Sesimbra, nos arredores de Lisboa, realizará escalas técnicas em Tenerife (Espanha), São Vicente (Cabo Verde) e Fernando de Noronha (PE).
domingo
Seguir a rota de Cabral
"O Primeiro de Janeiro", 18 de Dezembro de 2005
Uma barca típica de Sesimbra com quatro tripulantes a bordo parte amanhã daquela vila piscatória para Porto Seguro, no Brasil, seguindo a mesma rota traçada há mais de 500 anos pelo navegador português Pedro Álvares Cabral.
A iniciativa partiu do piloto-aviador Alexandre Holstein e tem como objectivo homenagear os mareantes portugueses.O piloto juntou um grupo de quatro elementos para fazer a travessia do Atlântico numa barca típica de Sesimbra, uma embarcação semelhante às que eram utilizadas pelos marinheiros portugueses na época dos descobrimentos.
A partida para o Brasil estava inicialmente prevista para 12 de Outubro, mas devido ao mau tempo e a um atraso na reparação do motor de apoio da embarcação, foi adiada para amanhã, pelas 13h30.
Alexandre Holstein escolheu como companheiros de viagem os produtores de cinema Nuno Pinheiro de Melo e João Bustorff e o marinheiro Ricardo Couto, todos com experiência de mar. “A travessia do Atlântico é a realização de um sonho de criança, mas também uma oportunidade para homenagear as profissões ligadas ao mar, lembrar a tradição marítima às gerações mais novas e para unir os dois povos irmãos”, disse Alexandre Holstein. “Vamos navegar à vela durante toda a viagem e só deveremos utilizar o motor auxiliar para entradas e saídas nos portos”, acrescentou o promotor da viagem, que é também o proprietário da barca.Com o nome de baptismo de «Nossa Senhora da Aparecida», a barca de Sesimbra vai fazer escalas técnicas em Tenerife, São Vicente, e Fernando de Noronha, prevendo-se que a viagem demore cerca de 50 dias.
Antigas caravelas
A embarcação, que tem 11 metros de comprimento, foi adquirida há cerca de dois anos pela família Holstein e restaurada pelo mestre Acácio Farinha e pelo filho, no estaleiro naval mais antigo da vila de Sesimbra. Descendente das antigas caravelas de pesca, a barca de Sesimbra tem entre 9 e 12 metros de comprimento e é considerada suficientemente segura para atravessar o oceano atlântico.
"O Primeiro de Janeiro", 18 de Dezembro de 2005
Uma barca típica de Sesimbra com quatro tripulantes a bordo parte amanhã daquela vila piscatória para Porto Seguro, no Brasil, seguindo a mesma rota traçada há mais de 500 anos pelo navegador português Pedro Álvares Cabral.
A iniciativa partiu do piloto-aviador Alexandre Holstein e tem como objectivo homenagear os mareantes portugueses.O piloto juntou um grupo de quatro elementos para fazer a travessia do Atlântico numa barca típica de Sesimbra, uma embarcação semelhante às que eram utilizadas pelos marinheiros portugueses na época dos descobrimentos.
A partida para o Brasil estava inicialmente prevista para 12 de Outubro, mas devido ao mau tempo e a um atraso na reparação do motor de apoio da embarcação, foi adiada para amanhã, pelas 13h30.
Alexandre Holstein escolheu como companheiros de viagem os produtores de cinema Nuno Pinheiro de Melo e João Bustorff e o marinheiro Ricardo Couto, todos com experiência de mar. “A travessia do Atlântico é a realização de um sonho de criança, mas também uma oportunidade para homenagear as profissões ligadas ao mar, lembrar a tradição marítima às gerações mais novas e para unir os dois povos irmãos”, disse Alexandre Holstein. “Vamos navegar à vela durante toda a viagem e só deveremos utilizar o motor auxiliar para entradas e saídas nos portos”, acrescentou o promotor da viagem, que é também o proprietário da barca.Com o nome de baptismo de «Nossa Senhora da Aparecida», a barca de Sesimbra vai fazer escalas técnicas em Tenerife, São Vicente, e Fernando de Noronha, prevendo-se que a viagem demore cerca de 50 dias.
Antigas caravelas
A embarcação, que tem 11 metros de comprimento, foi adquirida há cerca de dois anos pela família Holstein e restaurada pelo mestre Acácio Farinha e pelo filho, no estaleiro naval mais antigo da vila de Sesimbra. Descendente das antigas caravelas de pesca, a barca de Sesimbra tem entre 9 e 12 metros de comprimento e é considerada suficientemente segura para atravessar o oceano atlântico.
sábado
Evocar rota histórica
“Correio da Manhã”, 16 de Dezembro de 2005
No próximo domingo, a barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ inicia uma viagem rumo ao Brasil. Com quatro tripulantes, esta tradicional embarcação de Sesimbra vai seguir a rota que Pedro Álvares Cabral realizou há 505 anos.
A bordo, tudo é feito para que a barca fique pronta para tão importante viagem, preparativos estes que foram ontem presenciados pelo CM.Para esta missão, a embarcação foi totalmente restaurada e adaptada a fim de responder às exigências e necessidades dos tempos modernos, uma tarefa que constituiu um desafio para o ateliê de arquitectura de interiores ‘e_dinteriores’.Optimizar um espaço exíguo, concedendo-lhe conforto e funcionalidade mas mantendo as características originais não foi tarefa fácil, como reconheceu ao CM Joana Beirão, responsável pelo ateliê.“A nossa preocupação maior foi criar um ambiente que fosse minimamente confortável, mas seguindo a traça original”, referiu a arquitecta, acrescentando: “Tendo em conta a especificidade da embarcação, esta preocupação reflectiu-se na escolha do material”.Aproveitando os espaços existentes e as medidas disponíveis da barca, o ateliê optou por uma decoração moderna, integrada no estilo tradicional, e concedeu funcionalidade à área de lazer, composta por um quarto, casa de banho e cozinha.A arrumação teve em atenção a segurança dos objectos, a fim de evitar a queda destes com a ondulação. Na cozinha, um micro-ondas ocupa um lugar de destaque, enquanto que a casa de banho possui um pequeno estendal amovível, prático para os dias de chuva em alto mar.A barca vai seguir a rota de Pedro Álvares Cabral, mas isso não significa que a tripulação tenha de abdicar da tecnologia moderna. Assim, a bordo e em lugar próprio e acessível, seguem também equipamentos informático, fotográfico e de segurança.
“EMBAIXADA ITINERANTE”
A viagem da barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ visa “homenagear os antigos navegadores e toda a gente do mar e as artes a eles ligadas”, disse Ana Souza e Holstein, mulher do proprietário e um dos membros da tripulação, Alexandre Souza e Holstein.Com paragens em Tenerife (Canárias), São Vicente (Cabo Verde) e Porto Seguro (Brasil), a tripulação – composta por homens com larga experiência marítima – pretende igualmente “fazer uma ligação histórica, cultural e religiosa” com os países de língua portuguesa, funcionando como uma “embaixada itinerante”.Nota curiosa e mais um ponto de união entre Portugal e o Brasil: a barca chama-se ‘Nossa Senhora da Aparecida’ em honra da Virgem e da devoção mariana a Nossa Senhora da Conceição. A mesma padroeira dos dois países: a de Vila Viçosa, em Portugal, e a da Aparecida, no Brasil.
HISTÓRIA DE UMA BARCA COM TRADIÇÃO
A barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ zarpa da marina de Sesimbra no domingo, quando for meio-dia. A bordo seguem quatro homens: Alexandre Souza e Holstein, patrão da costa e piloto aeronáutico (40 anos); Ricardo Ribeiro Couto, patrão de vela e motor e apanhador de mariscos (39); João Bustorff Burnay, patrão de alto mar e a trabalhar na produção de filmes (46); e Nuno Pinheiro de Melo, operador de câmara (38). Adquirida há três anos por Souza e Holstein num estado deteriorado, a embarcação foi construída em 1961 no antigo estaleiro de Sesimbra de Joaquim Silvestre Farinha. Durante os dois últimos anos, a barca foi alvo de restauro, missão dirigida pelo mestre Acácio Vidal Farinha.Arquétipo das antigas caravelas de pesca dos séculos XIII e XIV, esta embarcação era mais conhecida pelos nomes ‘barca de Sesimbra’ ou ‘barca do alto (mar)’. Mais pequena do que uma caravela de pesca, desconhece-se se, no passado, chegou a ir ao Brasil. A presente viagem, que se prevê termine a 4 de Fevereiro em Porto Seguro, poderá ser acompanhada através do ‘site’ www.portugalrumoaobrasil.com
TUDO PENSADO AO PORMENORTECNOLOGIA
Apesar de a viagem seguir a rota original de Pedro Álvares Cabral, a tripulação conta com equipamento sofisticado. No entanto, durante a travessia do Atlântico, apenas serão utilizadas as velas da embarcação.
CONFORTO
Respeitando o estilo tradicional, o conforto e a funcionalidade integram-se e respondem às necessidades e exigências actuais da tripulação para os mais de dois meses de viagem. O espaço é exíguo mas não falta nada.
“Correio da Manhã”, 16 de Dezembro de 2005
No próximo domingo, a barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ inicia uma viagem rumo ao Brasil. Com quatro tripulantes, esta tradicional embarcação de Sesimbra vai seguir a rota que Pedro Álvares Cabral realizou há 505 anos.
A bordo, tudo é feito para que a barca fique pronta para tão importante viagem, preparativos estes que foram ontem presenciados pelo CM.Para esta missão, a embarcação foi totalmente restaurada e adaptada a fim de responder às exigências e necessidades dos tempos modernos, uma tarefa que constituiu um desafio para o ateliê de arquitectura de interiores ‘e_dinteriores’.Optimizar um espaço exíguo, concedendo-lhe conforto e funcionalidade mas mantendo as características originais não foi tarefa fácil, como reconheceu ao CM Joana Beirão, responsável pelo ateliê.“A nossa preocupação maior foi criar um ambiente que fosse minimamente confortável, mas seguindo a traça original”, referiu a arquitecta, acrescentando: “Tendo em conta a especificidade da embarcação, esta preocupação reflectiu-se na escolha do material”.Aproveitando os espaços existentes e as medidas disponíveis da barca, o ateliê optou por uma decoração moderna, integrada no estilo tradicional, e concedeu funcionalidade à área de lazer, composta por um quarto, casa de banho e cozinha.A arrumação teve em atenção a segurança dos objectos, a fim de evitar a queda destes com a ondulação. Na cozinha, um micro-ondas ocupa um lugar de destaque, enquanto que a casa de banho possui um pequeno estendal amovível, prático para os dias de chuva em alto mar.A barca vai seguir a rota de Pedro Álvares Cabral, mas isso não significa que a tripulação tenha de abdicar da tecnologia moderna. Assim, a bordo e em lugar próprio e acessível, seguem também equipamentos informático, fotográfico e de segurança.
“EMBAIXADA ITINERANTE”
A viagem da barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ visa “homenagear os antigos navegadores e toda a gente do mar e as artes a eles ligadas”, disse Ana Souza e Holstein, mulher do proprietário e um dos membros da tripulação, Alexandre Souza e Holstein.Com paragens em Tenerife (Canárias), São Vicente (Cabo Verde) e Porto Seguro (Brasil), a tripulação – composta por homens com larga experiência marítima – pretende igualmente “fazer uma ligação histórica, cultural e religiosa” com os países de língua portuguesa, funcionando como uma “embaixada itinerante”.Nota curiosa e mais um ponto de união entre Portugal e o Brasil: a barca chama-se ‘Nossa Senhora da Aparecida’ em honra da Virgem e da devoção mariana a Nossa Senhora da Conceição. A mesma padroeira dos dois países: a de Vila Viçosa, em Portugal, e a da Aparecida, no Brasil.
HISTÓRIA DE UMA BARCA COM TRADIÇÃO
A barca ‘Nossa Senhora da Aparecida’ zarpa da marina de Sesimbra no domingo, quando for meio-dia. A bordo seguem quatro homens: Alexandre Souza e Holstein, patrão da costa e piloto aeronáutico (40 anos); Ricardo Ribeiro Couto, patrão de vela e motor e apanhador de mariscos (39); João Bustorff Burnay, patrão de alto mar e a trabalhar na produção de filmes (46); e Nuno Pinheiro de Melo, operador de câmara (38). Adquirida há três anos por Souza e Holstein num estado deteriorado, a embarcação foi construída em 1961 no antigo estaleiro de Sesimbra de Joaquim Silvestre Farinha. Durante os dois últimos anos, a barca foi alvo de restauro, missão dirigida pelo mestre Acácio Vidal Farinha.Arquétipo das antigas caravelas de pesca dos séculos XIII e XIV, esta embarcação era mais conhecida pelos nomes ‘barca de Sesimbra’ ou ‘barca do alto (mar)’. Mais pequena do que uma caravela de pesca, desconhece-se se, no passado, chegou a ir ao Brasil. A presente viagem, que se prevê termine a 4 de Fevereiro em Porto Seguro, poderá ser acompanhada através do ‘site’ www.portugalrumoaobrasil.com
TUDO PENSADO AO PORMENORTECNOLOGIA
Apesar de a viagem seguir a rota original de Pedro Álvares Cabral, a tripulação conta com equipamento sofisticado. No entanto, durante a travessia do Atlântico, apenas serão utilizadas as velas da embarcação.
CONFORTO
Respeitando o estilo tradicional, o conforto e a funcionalidade integram-se e respondem às necessidades e exigências actuais da tripulação para os mais de dois meses de viagem. O espaço é exíguo mas não falta nada.
quinta-feira
Eduardo, o Andarilho
"Jornal de Sesimbra", 2 de Novembro de 2005
Como todos os dias, ele caminhava com energia e ia ao porto de abrigo de Sesimbra no início da manhã.Eduardo Cagica Amigo nasceu em Sesimbra no dia 21 de Fevereiro de 1941. Salienta que sabe que era uma quarta-feira.António de Oliveira Salazar (1889-1970) era Presidente do Conselho de Guerra Mundial – que, causando mais de 60.000.000 mortos, seria a mais mortífera da História da Humanidade – grassava.Seu pai que era pescador faleceu em 1995. Sua mãe que trabalhava em casa tem 94 anos.Não foi à escola mas fez a quarta classe em Moçambique quando lá foi participar à guerra colonial. Sabe, portanto, ler e escrever.Foi à tropa de 1936 a 1966. Assentou praça no Regimento da Infantaria de Espinho onde era cozinheiro. Foi depois tirar a especialidade de cozinheiro na Póvoa de Varzim e, em seguida, veio a ser sapador de caminhos-de-ferro em Campo de Ourique. Foi finalmente mobilizado em Moçambique nos distritos de Manica e Sofala sendo ainda cozinheiro das tropas. Não gostou mas era obrigado a lá ir. Apreciou Moçambique, achou que a vila de Lourenço Marques era muito bonita e agradou-lhe a gente. Da guerra que considera injusta não gostou nada.Começou a trabalhar aos 13 anos de idade no ramo da pesca em terra empatando anzóis. Aos 16 anos, foi apanhar peixe (peixe-espada, pescada, chaputa) no mar. Gostou e não teve medo porque, diz: «Quem é novo não tem medo». Apanhou fortes tempestades.«O mar é tão profundo quando é calmo do que quando há tempestades», lê-se num dos sermões do poeta e padre inglês John Donne (1572-1631).Reformou-se em 2001 quando fez 60 anos.É o esposo de Regina Maria, igualmente oriunda de Sesimbra, que lhe deu dois filhos:- Maria da Conceição, 36 anos, educadora de infância em Almada;- Eduardo Manuel, 33 anos, que trabalha nas finanças do estado em Sesimbra.É, ademais, o avô de três netos: Marta Sofia, 12 anos; Rafael, 9 anos e David, 6 anos.Gosta de comer bem mas não é guloso. Sabe cozinhar. O prato que prepara melhor é o arroz de marisco. Como “gourmet” (gastrónomo) os seus pratos preferidos são conserva de atum e bife com batata frita.Na televisão gosta de ver os noticiários, os programas do canal história e a bola, sendo simpatizante do Sporting.Faz questão de votar a cada eleição.Solicitado de indicar, com a mesma franqueza, qual é o seu maior defeito, retorquiu primeiro: “Defeitos, não sei se tenho!” e confessou depois gostar muito de falar indicando que: “Falar muito é um defeito”.O dia mais feliz da sua vida foi o do seu casamento.O mais triste foi o que teve de ir no ultramar porque não gostava nada de ir para a guerra.Do que mais se orgulha é da sua vida própria, de ter casado, de ter filhos e de os ter mandado estudar.Acha que não fez nunca nenhum erro grave.Orgulha-se também da região na qual nasceu, a Estremadura, que considera bela acrescentando que o norte do país e o Algarve também o são. Por ele, na Beira-Mar só vivem boas pessoas.O que mais desejaria que acontecesse neste mundo seria que houvesse paz para toda a gente. Cinco séculos antes da nossa era, o historiador grego Heródoto recomendava: “ Prefiram sempre a Paz à guerra; pois , durante a paz, os filhos sepultam os pais, enquanto durante a guerra são os pais que sepultam os filhos.”Não há nenhum sitio do globo no qual preferia viver do que em Sesimbra.A personalidade dos tempos actuais pela qual tem a maior consideração é o papa João Paulo II (1920-2005) que “foi uma pessoa boa e fez muita coisa boa”.Há muitas personalidades pelas quais não tem a menor estima e nomeadamente:- O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugade “ que tirou os Ingleses que lá estavam a trabalhar”;- O actual Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush “que desja dominar o mundo todo”.O emprego que teria preferido a qualquer outro se tivesse tido a oportunidade é o de professor porque gosta muito de miúdos. O violoncelista espanhol Pablo Casals (1876-1973) declarou várias vezes: «Não conheço profissão mais importante do que o ensino».O emprego que teria recusado praticar é o de oficial do exército porque não gostas de mandar tropas e pensa que a tropa devia acabar.A palavra da língua portuguesa que acha a mais linda é “amor”A palavra da língua de Camões que acha mais feia é “mau”. O escritor latino do primeiro século antes de Cristo, Publius Syrus salienta que: “A maldade aprende-se sem mestre”.Tendo 64 anos, Eduardo Cagica Amigo foi pescador durante décadas e sabendo bem que o mar pode, ás vezes, ser perigoso, não teve medo. Foi à tropa duma maneira pouco comum sendo cozinheiro. O poeta, jornalista e romancista inglês Owen Meredith (1828-1909) salientou em “Lucile”, que “um homem civilizado não pode viver sem cozinheiro”. Seu lazer preferido hoje em dia, é de caminhar a passo de marcha o que, em “George Jackson Avenue”, Giovanni Marangonni disse que “é o Braille dos poetas. Eles lêem as vilas com os seus pés”. É exactamente o que faz Eduardo presentemente.
"Jornal de Sesimbra", 2 de Novembro de 2005
Como todos os dias, ele caminhava com energia e ia ao porto de abrigo de Sesimbra no início da manhã.Eduardo Cagica Amigo nasceu em Sesimbra no dia 21 de Fevereiro de 1941. Salienta que sabe que era uma quarta-feira.António de Oliveira Salazar (1889-1970) era Presidente do Conselho de Guerra Mundial – que, causando mais de 60.000.000 mortos, seria a mais mortífera da História da Humanidade – grassava.Seu pai que era pescador faleceu em 1995. Sua mãe que trabalhava em casa tem 94 anos.Não foi à escola mas fez a quarta classe em Moçambique quando lá foi participar à guerra colonial. Sabe, portanto, ler e escrever.Foi à tropa de 1936 a 1966. Assentou praça no Regimento da Infantaria de Espinho onde era cozinheiro. Foi depois tirar a especialidade de cozinheiro na Póvoa de Varzim e, em seguida, veio a ser sapador de caminhos-de-ferro em Campo de Ourique. Foi finalmente mobilizado em Moçambique nos distritos de Manica e Sofala sendo ainda cozinheiro das tropas. Não gostou mas era obrigado a lá ir. Apreciou Moçambique, achou que a vila de Lourenço Marques era muito bonita e agradou-lhe a gente. Da guerra que considera injusta não gostou nada.Começou a trabalhar aos 13 anos de idade no ramo da pesca em terra empatando anzóis. Aos 16 anos, foi apanhar peixe (peixe-espada, pescada, chaputa) no mar. Gostou e não teve medo porque, diz: «Quem é novo não tem medo». Apanhou fortes tempestades.«O mar é tão profundo quando é calmo do que quando há tempestades», lê-se num dos sermões do poeta e padre inglês John Donne (1572-1631).Reformou-se em 2001 quando fez 60 anos.É o esposo de Regina Maria, igualmente oriunda de Sesimbra, que lhe deu dois filhos:- Maria da Conceição, 36 anos, educadora de infância em Almada;- Eduardo Manuel, 33 anos, que trabalha nas finanças do estado em Sesimbra.É, ademais, o avô de três netos: Marta Sofia, 12 anos; Rafael, 9 anos e David, 6 anos.Gosta de comer bem mas não é guloso. Sabe cozinhar. O prato que prepara melhor é o arroz de marisco. Como “gourmet” (gastrónomo) os seus pratos preferidos são conserva de atum e bife com batata frita.Na televisão gosta de ver os noticiários, os programas do canal história e a bola, sendo simpatizante do Sporting.Faz questão de votar a cada eleição.Solicitado de indicar, com a mesma franqueza, qual é o seu maior defeito, retorquiu primeiro: “Defeitos, não sei se tenho!” e confessou depois gostar muito de falar indicando que: “Falar muito é um defeito”.O dia mais feliz da sua vida foi o do seu casamento.O mais triste foi o que teve de ir no ultramar porque não gostava nada de ir para a guerra.Do que mais se orgulha é da sua vida própria, de ter casado, de ter filhos e de os ter mandado estudar.Acha que não fez nunca nenhum erro grave.Orgulha-se também da região na qual nasceu, a Estremadura, que considera bela acrescentando que o norte do país e o Algarve também o são. Por ele, na Beira-Mar só vivem boas pessoas.O que mais desejaria que acontecesse neste mundo seria que houvesse paz para toda a gente. Cinco séculos antes da nossa era, o historiador grego Heródoto recomendava: “ Prefiram sempre a Paz à guerra; pois , durante a paz, os filhos sepultam os pais, enquanto durante a guerra são os pais que sepultam os filhos.”Não há nenhum sitio do globo no qual preferia viver do que em Sesimbra.A personalidade dos tempos actuais pela qual tem a maior consideração é o papa João Paulo II (1920-2005) que “foi uma pessoa boa e fez muita coisa boa”.Há muitas personalidades pelas quais não tem a menor estima e nomeadamente:- O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugade “ que tirou os Ingleses que lá estavam a trabalhar”;- O actual Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush “que desja dominar o mundo todo”.O emprego que teria preferido a qualquer outro se tivesse tido a oportunidade é o de professor porque gosta muito de miúdos. O violoncelista espanhol Pablo Casals (1876-1973) declarou várias vezes: «Não conheço profissão mais importante do que o ensino».O emprego que teria recusado praticar é o de oficial do exército porque não gostas de mandar tropas e pensa que a tropa devia acabar.A palavra da língua portuguesa que acha a mais linda é “amor”A palavra da língua de Camões que acha mais feia é “mau”. O escritor latino do primeiro século antes de Cristo, Publius Syrus salienta que: “A maldade aprende-se sem mestre”.Tendo 64 anos, Eduardo Cagica Amigo foi pescador durante décadas e sabendo bem que o mar pode, ás vezes, ser perigoso, não teve medo. Foi à tropa duma maneira pouco comum sendo cozinheiro. O poeta, jornalista e romancista inglês Owen Meredith (1828-1909) salientou em “Lucile”, que “um homem civilizado não pode viver sem cozinheiro”. Seu lazer preferido hoje em dia, é de caminhar a passo de marcha o que, em “George Jackson Avenue”, Giovanni Marangonni disse que “é o Braille dos poetas. Eles lêem as vilas com os seus pés”. É exactamente o que faz Eduardo presentemente.
Clube Naval de Sesimbra
Ainda não houve espadarte...
"Jornal Regional", 25 de Outubro de 2005
A fama internacional atribuída a Sesimbra como “Paraíso de Pesca” deve-se, sem dúvida à “Pesca Grossa” que em tempos, atraía a esta Vila nume-rosos praticantes da modalidade, provenientes de vários países, que devido ao elevado número de capturas, conseguiram admiráveis records nacionais e Europeus. Nesta classe distinguiram-se belos exemplares do rei do Big-Game, o gladiador dos mares, o famoso espadarte.José Pinto Braz, foi sem margem para dúvidas, um dinamizador do turismo, dito de qualidade, que deu uma imagem turística a Sesimbra, que ainda hoje perdura.A Pesca do Espadarte à moda de Sesimbra é uma Pesca tradicional única no mundo, em “aiolas” (pequenas embarcações a remos), que são rebocadas para o largo de Sesimbra, em pleno Oceano Atlântico, em que uma equipa de dois pescadores, um desportivo e um profissional, tentam ter um duelo com um Espadarte.A cana, o carreto e um par de remos serão as armas que os pescadores terão para levar de vencida o Gladiador dos Mares. A luta será intensa, podendo durar mais de duas ou três horas, dependendo o sucesso das capacidades de cada um dos contendores.Foi para recuperar esta memória colectiva de Sesimbra e recordar o papel de José Pinto Braz, que o Clube Naval de Sesimbra continua a organizar este encontro com o “Gla-diador dos Mares”, que contou com o apoio da APSS- Administração do Porto de Se-simbra e de vários patrocinadores.Neste encontro de procura dos espadartes, denominado “VI Torneio de Pesca ao Espadarte – José Pinto Braz”, que teve lugar entre os dias 21 a 23 de Outubro de 2005, participaram as embarcações de recreio Sophia, Maré Nostrum, Maritan e Robalo I. Além das embarcações de apoio Santiago e Navegador.O objectivo era tentar um período de pesca nocturna, mais eficaz e propícia para a desejada captura do espadarte, pois mostra-se mais activo durante a noite. O arranque da prova teve de ser adiado de sexta feira à tarde para sábado de manhã devido ao estado do mar. As embarcações mantiveram-se em acção de pesca até às 15 horas de 23 de Outubro, mas o espadarte voltou a faltar ao esperado encontro. Contudo não faltaram os tubarões azuis e alguns anequins. A grande maioria dos tubarões capturados foram devolvidos ao mar com vida, depois de marcados e reanimados. Também houve alguns que não se deixaram capturar, como o anequim que está na foto da 1.ª página que acabou por escapar. Apenas duas das capturas de maior dimensão vieram para terra e depois da pesagem foram doadas à Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra.Os primeiros classificados foram os seguintes: embarcação «Sophia» em primeiro lugar, o «Maritan» em segundo o «Robalo I» em terceiro.O jantar no Domingo à noite decorreu de forma animada no restaurante PEDRA ALTA, que uma vez mais se associou ao evento, onde foi visionado um filme sobre a competição e foi realizada a entrega de prémios que contou com a presença do Cte. Crispim de Sousa, Capitão do Porto de Setúbal, entre outros convidados. Apesar do “Xiphias gladius” ter faltado ao encontro, este evento foi um grande sucesso da pesca desportiva e da recupe-ração das tradições da Vila de Sesimbra e quem sabe se no próximo ano a sorte bafeja os audazes pescadores. Esperemos que sim.
Ainda não houve espadarte...
"Jornal Regional", 25 de Outubro de 2005
A fama internacional atribuída a Sesimbra como “Paraíso de Pesca” deve-se, sem dúvida à “Pesca Grossa” que em tempos, atraía a esta Vila nume-rosos praticantes da modalidade, provenientes de vários países, que devido ao elevado número de capturas, conseguiram admiráveis records nacionais e Europeus. Nesta classe distinguiram-se belos exemplares do rei do Big-Game, o gladiador dos mares, o famoso espadarte.José Pinto Braz, foi sem margem para dúvidas, um dinamizador do turismo, dito de qualidade, que deu uma imagem turística a Sesimbra, que ainda hoje perdura.A Pesca do Espadarte à moda de Sesimbra é uma Pesca tradicional única no mundo, em “aiolas” (pequenas embarcações a remos), que são rebocadas para o largo de Sesimbra, em pleno Oceano Atlântico, em que uma equipa de dois pescadores, um desportivo e um profissional, tentam ter um duelo com um Espadarte.A cana, o carreto e um par de remos serão as armas que os pescadores terão para levar de vencida o Gladiador dos Mares. A luta será intensa, podendo durar mais de duas ou três horas, dependendo o sucesso das capacidades de cada um dos contendores.Foi para recuperar esta memória colectiva de Sesimbra e recordar o papel de José Pinto Braz, que o Clube Naval de Sesimbra continua a organizar este encontro com o “Gla-diador dos Mares”, que contou com o apoio da APSS- Administração do Porto de Se-simbra e de vários patrocinadores.Neste encontro de procura dos espadartes, denominado “VI Torneio de Pesca ao Espadarte – José Pinto Braz”, que teve lugar entre os dias 21 a 23 de Outubro de 2005, participaram as embarcações de recreio Sophia, Maré Nostrum, Maritan e Robalo I. Além das embarcações de apoio Santiago e Navegador.O objectivo era tentar um período de pesca nocturna, mais eficaz e propícia para a desejada captura do espadarte, pois mostra-se mais activo durante a noite. O arranque da prova teve de ser adiado de sexta feira à tarde para sábado de manhã devido ao estado do mar. As embarcações mantiveram-se em acção de pesca até às 15 horas de 23 de Outubro, mas o espadarte voltou a faltar ao esperado encontro. Contudo não faltaram os tubarões azuis e alguns anequins. A grande maioria dos tubarões capturados foram devolvidos ao mar com vida, depois de marcados e reanimados. Também houve alguns que não se deixaram capturar, como o anequim que está na foto da 1.ª página que acabou por escapar. Apenas duas das capturas de maior dimensão vieram para terra e depois da pesagem foram doadas à Santa Casa da Misericórdia de Sesimbra.Os primeiros classificados foram os seguintes: embarcação «Sophia» em primeiro lugar, o «Maritan» em segundo o «Robalo I» em terceiro.O jantar no Domingo à noite decorreu de forma animada no restaurante PEDRA ALTA, que uma vez mais se associou ao evento, onde foi visionado um filme sobre a competição e foi realizada a entrega de prémios que contou com a presença do Cte. Crispim de Sousa, Capitão do Porto de Setúbal, entre outros convidados. Apesar do “Xiphias gladius” ter faltado ao encontro, este evento foi um grande sucesso da pesca desportiva e da recupe-ração das tradições da Vila de Sesimbra e quem sabe se no próximo ano a sorte bafeja os audazes pescadores. Esperemos que sim.
Sempre no bom caminho
"Jornal Regional", 27 de Novembro de 2005
Para sublinhar o significado da visita a Sesimbra do Governador do Distrito 1960, Eng.º José Manuel Pereira (do Algarve) realizou-se na noite da passada 6.ª feira, 25/XI, mais um jantar festivo do Rotary Club de Sesimbra a que preside a nossa boa amiga e consocia, Eng.ª Maria Lucília Baioneta a quem coube, com bons apoios as honras da casa. Foi no Hotel do Mar, com apreciável assistência, contando-se a LAS e o nosso Jornal entre os convidados, com representatividade correspondida a cargo dos Drs. Manuel Nabais e David Sequerra.Cumpridas as praxes protocolares sob a responsabilidade de José Oliveira Martins, com aplaudida saudação às bandeiras, decorreu em tom ameno a prevista confraternização, devendo assinalar-se a presença de re-presentantes de outros Clubes Rotários (Se-túbal-Sado, Amadora, Portela e Loulé).De referir, ainda, que momentos antes do jantar, esteve no Hotel do Mar o presidente da Câmara Arq.to Augusto Pólvora apresentando cumprimentos e justificando a sua não participação por, à mesma hora, se efectuar uma importante sessão da Assembleia Municipal.O cerimonial dos discursos foi breve e denso. Em nome de “O SESIMBRENSE” falou David Sequerra, pelos clubes visitantes interveio o presidente de Amadora e, com muito a propósito, o muito jovem Rafael Pereira, do “Rot-Child” de Loulé.Em seguida, coube ao Eng.º José Ro-drigues fazer a entrega do muito signi-ficativo Prémio Rotary, de Relações Públicas – 2004, ao Clube de Sesimbra com o “past-president” Eng.º Alfredo Filipe a receber tal honraria, dividindo-a com a actual n.º 1, Lucília Baioneta, sob intensos aplausos.A fechar a luzida reunião, o Governador, Eng.º José Manuel Pereira, de excelente humor e vincado dom de palavra, fez o discurso de circunstância divagando sobre o mundo em que vivemos, preocupantemente, e a razão de se ser rotário, de grande alcance social.Foi um discurso forte e valioso que a todos impressionou. E a reunião acabou em beleza com fotos em série e troca de prendas, em acção pré-natalícia, com uma especial refe-rência do visitante a Teresa Mayer que bem poderá ser, a curto prazo, a primeira mulher portuguesa a ascender ao cargo cimeiro de governadora rotária.
"Jornal Regional", 27 de Novembro de 2005
Para sublinhar o significado da visita a Sesimbra do Governador do Distrito 1960, Eng.º José Manuel Pereira (do Algarve) realizou-se na noite da passada 6.ª feira, 25/XI, mais um jantar festivo do Rotary Club de Sesimbra a que preside a nossa boa amiga e consocia, Eng.ª Maria Lucília Baioneta a quem coube, com bons apoios as honras da casa. Foi no Hotel do Mar, com apreciável assistência, contando-se a LAS e o nosso Jornal entre os convidados, com representatividade correspondida a cargo dos Drs. Manuel Nabais e David Sequerra.Cumpridas as praxes protocolares sob a responsabilidade de José Oliveira Martins, com aplaudida saudação às bandeiras, decorreu em tom ameno a prevista confraternização, devendo assinalar-se a presença de re-presentantes de outros Clubes Rotários (Se-túbal-Sado, Amadora, Portela e Loulé).De referir, ainda, que momentos antes do jantar, esteve no Hotel do Mar o presidente da Câmara Arq.to Augusto Pólvora apresentando cumprimentos e justificando a sua não participação por, à mesma hora, se efectuar uma importante sessão da Assembleia Municipal.O cerimonial dos discursos foi breve e denso. Em nome de “O SESIMBRENSE” falou David Sequerra, pelos clubes visitantes interveio o presidente de Amadora e, com muito a propósito, o muito jovem Rafael Pereira, do “Rot-Child” de Loulé.Em seguida, coube ao Eng.º José Ro-drigues fazer a entrega do muito signi-ficativo Prémio Rotary, de Relações Públicas – 2004, ao Clube de Sesimbra com o “past-president” Eng.º Alfredo Filipe a receber tal honraria, dividindo-a com a actual n.º 1, Lucília Baioneta, sob intensos aplausos.A fechar a luzida reunião, o Governador, Eng.º José Manuel Pereira, de excelente humor e vincado dom de palavra, fez o discurso de circunstância divagando sobre o mundo em que vivemos, preocupantemente, e a razão de se ser rotário, de grande alcance social.Foi um discurso forte e valioso que a todos impressionou. E a reunião acabou em beleza com fotos em série e troca de prendas, em acção pré-natalícia, com uma especial refe-rência do visitante a Teresa Mayer que bem poderá ser, a curto prazo, a primeira mulher portuguesa a ascender ao cargo cimeiro de governadora rotária.
Uma acção de sonho
"O Sesimbrense", 22 de Novembro de 2005
A viagem de Sesimbra a Porto Seguro
(Brasil) cujo início está agendado
para 18 de Dezembro deixou, no passado sábado (19 de Novembro) 20 jovens alunos do Clube Naval de Sesimbra a sonhar.
A acção inicialmente prevista para 12 de Novembro teve de ser adiada uma semana mas com grande empenho de todos conseguiu concretizar-se, mesmo apesar do mau tempo que se fez sentir nesse dia. Os alunos do “Naval” tiveram oportunidade de contactar com a história e ver de perto a antiga barca de Sesimbra que irá atravessar o Atlântico, realizando o “sonho” de Alexandre Holstein (Palmela).
“Eu adorava poder ir...” disse a Joana a sorrir, deixando-se embalar no sonho. “Não sabia que isto era um barca” ou “nunca tinham visto uma barca assim!” foram expressões ouvidas durante a manhã à medida que os alunos iam chegando para a regata com a Nossa Senhora da Aparecida. Apesar da chuva e do vento os jovens velejadores não recuaram e mostraram toda a sua valentia perante um mar que estava particularmente agitado.
João ficou surpreendido quando lhe disseram que a “Nossa Senhora da Aparecida” era uma réplica das caravelas antigas. “Eram em barcas como estas que os marinheiros portugueses andavam?”, perguntou. As respostas e perguntas seguiram-se em catadupa e a “lição” de história foi-se desenvolvendo em jeito de uma conversa informal. Falaram das descobertas, nomeadamente da do Brasil por Pedro Álvares Cabral que cruzou o Atlântico nas antigas caravelas, guiado pelo vento e pelas estrelas, até Porto Seguro. Nesta acção também ficaram a conhecer o responsável pela recuperação da barca. Mestre Acácio foi o homem que aos 84 anos conservou e foi capaz de pacientemente, ao longo de um ano e meio, restaurar a embarcação danndo forma física ao sonho de Alexandre de Souza e Holstein.
A “Nossa Senhora da Aparecida” foi construída em 1961 (não com este nome), e estava a degradar-se. Com a intervenção que sofreu, ficou operacional para que Alexandre Holstein, com outros três portugueses, retomem a rota de Cabral, de Sesimbra rumo ao Brasil.
Quanto à regata, a grande vencedora foi a história de Portugal e de Sesimbra.
Até 18/XII vamos continuar muito atentos, a “fazer-força” para que tudo corra bem.
"O Sesimbrense", 22 de Novembro de 2005
A viagem de Sesimbra a Porto Seguro
(Brasil) cujo início está agendado
para 18 de Dezembro deixou, no passado sábado (19 de Novembro) 20 jovens alunos do Clube Naval de Sesimbra a sonhar.
A acção inicialmente prevista para 12 de Novembro teve de ser adiada uma semana mas com grande empenho de todos conseguiu concretizar-se, mesmo apesar do mau tempo que se fez sentir nesse dia. Os alunos do “Naval” tiveram oportunidade de contactar com a história e ver de perto a antiga barca de Sesimbra que irá atravessar o Atlântico, realizando o “sonho” de Alexandre Holstein (Palmela).
“Eu adorava poder ir...” disse a Joana a sorrir, deixando-se embalar no sonho. “Não sabia que isto era um barca” ou “nunca tinham visto uma barca assim!” foram expressões ouvidas durante a manhã à medida que os alunos iam chegando para a regata com a Nossa Senhora da Aparecida. Apesar da chuva e do vento os jovens velejadores não recuaram e mostraram toda a sua valentia perante um mar que estava particularmente agitado.
João ficou surpreendido quando lhe disseram que a “Nossa Senhora da Aparecida” era uma réplica das caravelas antigas. “Eram em barcas como estas que os marinheiros portugueses andavam?”, perguntou. As respostas e perguntas seguiram-se em catadupa e a “lição” de história foi-se desenvolvendo em jeito de uma conversa informal. Falaram das descobertas, nomeadamente da do Brasil por Pedro Álvares Cabral que cruzou o Atlântico nas antigas caravelas, guiado pelo vento e pelas estrelas, até Porto Seguro. Nesta acção também ficaram a conhecer o responsável pela recuperação da barca. Mestre Acácio foi o homem que aos 84 anos conservou e foi capaz de pacientemente, ao longo de um ano e meio, restaurar a embarcação danndo forma física ao sonho de Alexandre de Souza e Holstein.
A “Nossa Senhora da Aparecida” foi construída em 1961 (não com este nome), e estava a degradar-se. Com a intervenção que sofreu, ficou operacional para que Alexandre Holstein, com outros três portugueses, retomem a rota de Cabral, de Sesimbra rumo ao Brasil.
Quanto à regata, a grande vencedora foi a história de Portugal e de Sesimbra.
Até 18/XII vamos continuar muito atentos, a “fazer-força” para que tudo corra bem.
Subsistemas da Quinta do Conde e Sesimbra avançam
"Distritonline", 30 de Novembro de 2005
A SIMARSUL, empresa concessionária da gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal lançou recentemente novos concursos de Empreitada de Concepção-Construção. Os concursos, num valor total de 11,1 milhões de euros, referem-se às Empreitadas de Concepção-Construção da Reabilitação da Estação Elevatória de Azeitão, à ETAR da Quinta do Conde e à Beneficiação da ETAR de Sesimbra.
Estes concursos reforçam o conjunto dos trabalhos levados a cabo pela SIMARSUL, que se referem aos Estudos Prévios e Impacte Ambiental das ETAR Barreiro/Moita e Seixal; Projectos de Execução dos Sistemas de Drenagem e Elevatórios dos Subsistemas; Empreitadas de Levantamento Topográfico e Prospecção Geotécnica; Prestação de Serviços de Fiscalização, Gestão da Qualidade e Coordenação de Segurança em Obra; Execução de Expropriações e Servidões; e Empreitadas de Concepção-Construção das infra-estruturas que, uma vez concluídos permitirão resolver muitos dos problemas de saneamento básico na área de concessão dos municípios a servir na Península de Setúbal. O Sistema de infra-estruturas a criar, permitirá até ao final do ano de 2008 atingir um nível médio de atendimento no tratamento de efluentes de 95% na área de concessão da SIMARSUL.
A Estação Elevatória de Azeitão a reabilitar recebe as águas residuais do concelho de Setúbal e de Sesimbra, fazendo parte do Subsistema da Quinta do Conde.
A empreitada compreende a desmontagem e remoção do equipamento existente; a construção de um novo poço de bombagem e canal de gradagem; o fornecimento e montagem do equipamento necessário, metalo e electromecânico, bem como de instalações eléctricas, instrumentação e sistemas de desodorização; fornecimento e montagem da rede interior de abastecimento de água e da nova rede de água de serviço; execução de câmaras para medição de caudal a montante e a jusante da estação elevatória.
O concurso público internacional para a empreitada de Concepção-Construção da ETAR da Quinta do Conde, localizada no concelho de Sesimbra, com um valor base de 9,5 milhões de duros, tem por objecto a ampliação e beneficiação deste equipamento para cerca de 94 mil habitantes equivalentes de capacidade, em pelo menos duas linhas de tratamento da fase líquida, podendo consistir na reabilitação da ETAR existente e construção da nova linha ou demolição da ETAR existente e construção de duas novas linhas de tratamento. O nível de tratamento será secundário, seguido de microtamisação e desinfecção. Será construída uma nova linha de tratamento de lamas com valorização de biogás por co-geração.
A empreitada inclui demolição ou reabilitação das infra-estruturas existentes e construção de novas infra-estruturas, incluindo a execução das obras de construção civil e de fornecimento e montagem de equipamentos da ETAR.
Foi também lançado um concurso púlico internacional para a empreitada de Concepção-Construção da Beneficiação da ETAR de Sesimbra, que serve cerca de 30 mil habitantes equivalentes de capacidade, localizada no Concelho de Sesimbra.A reformulação/beneficiação da ETAR de Sesimbra incluirá o fornecimento e instalação de dois tamisadores mecânicos de limpeza automática, a cobertura dos dois parafusos de elevação intermédia entre os biofiltros, instalação de silos horizontais para armazenamento de lamas desidratadas, instalação de motores de co-geração para valorização energética do biogás e aproveitamento da energia térmica para o aquecimento das lamas, construção do prolongamento do muro de protecção marítima “quebra-mar”, substituição total da rede de rega e beneficiação/construção de alguns circuitos hidráulicos, incluindo a execução das obras de construção civil e de fornecimento e montagem de equipamentos da ETAR.
http://www.mundopt.com/dir/detail/6179/helder-fraguas-juiz-de-direito.html
http://codigopostal.ciberforma.pt/dir/empresa.asp?emp=374044
http://www.rtp.pt/wportal/entretenimento/familiartp/familia.php?id=8235
http://processocriminal.blogspot.com/
"Distritonline", 30 de Novembro de 2005
A SIMARSUL, empresa concessionária da gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal lançou recentemente novos concursos de Empreitada de Concepção-Construção. Os concursos, num valor total de 11,1 milhões de euros, referem-se às Empreitadas de Concepção-Construção da Reabilitação da Estação Elevatória de Azeitão, à ETAR da Quinta do Conde e à Beneficiação da ETAR de Sesimbra.
Estes concursos reforçam o conjunto dos trabalhos levados a cabo pela SIMARSUL, que se referem aos Estudos Prévios e Impacte Ambiental das ETAR Barreiro/Moita e Seixal; Projectos de Execução dos Sistemas de Drenagem e Elevatórios dos Subsistemas; Empreitadas de Levantamento Topográfico e Prospecção Geotécnica; Prestação de Serviços de Fiscalização, Gestão da Qualidade e Coordenação de Segurança em Obra; Execução de Expropriações e Servidões; e Empreitadas de Concepção-Construção das infra-estruturas que, uma vez concluídos permitirão resolver muitos dos problemas de saneamento básico na área de concessão dos municípios a servir na Península de Setúbal. O Sistema de infra-estruturas a criar, permitirá até ao final do ano de 2008 atingir um nível médio de atendimento no tratamento de efluentes de 95% na área de concessão da SIMARSUL.
A Estação Elevatória de Azeitão a reabilitar recebe as águas residuais do concelho de Setúbal e de Sesimbra, fazendo parte do Subsistema da Quinta do Conde.
A empreitada compreende a desmontagem e remoção do equipamento existente; a construção de um novo poço de bombagem e canal de gradagem; o fornecimento e montagem do equipamento necessário, metalo e electromecânico, bem como de instalações eléctricas, instrumentação e sistemas de desodorização; fornecimento e montagem da rede interior de abastecimento de água e da nova rede de água de serviço; execução de câmaras para medição de caudal a montante e a jusante da estação elevatória.
O concurso público internacional para a empreitada de Concepção-Construção da ETAR da Quinta do Conde, localizada no concelho de Sesimbra, com um valor base de 9,5 milhões de duros, tem por objecto a ampliação e beneficiação deste equipamento para cerca de 94 mil habitantes equivalentes de capacidade, em pelo menos duas linhas de tratamento da fase líquida, podendo consistir na reabilitação da ETAR existente e construção da nova linha ou demolição da ETAR existente e construção de duas novas linhas de tratamento. O nível de tratamento será secundário, seguido de microtamisação e desinfecção. Será construída uma nova linha de tratamento de lamas com valorização de biogás por co-geração.
A empreitada inclui demolição ou reabilitação das infra-estruturas existentes e construção de novas infra-estruturas, incluindo a execução das obras de construção civil e de fornecimento e montagem de equipamentos da ETAR.
Foi também lançado um concurso púlico internacional para a empreitada de Concepção-Construção da Beneficiação da ETAR de Sesimbra, que serve cerca de 30 mil habitantes equivalentes de capacidade, localizada no Concelho de Sesimbra.A reformulação/beneficiação da ETAR de Sesimbra incluirá o fornecimento e instalação de dois tamisadores mecânicos de limpeza automática, a cobertura dos dois parafusos de elevação intermédia entre os biofiltros, instalação de silos horizontais para armazenamento de lamas desidratadas, instalação de motores de co-geração para valorização energética do biogás e aproveitamento da energia térmica para o aquecimento das lamas, construção do prolongamento do muro de protecção marítima “quebra-mar”, substituição total da rede de rega e beneficiação/construção de alguns circuitos hidráulicos, incluindo a execução das obras de construção civil e de fornecimento e montagem de equipamentos da ETAR.
http://www.mundopt.com/dir/detail/6179/helder-fraguas-juiz-de-direito.html
http://codigopostal.ciberforma.pt/dir/empresa.asp?emp=374044
http://www.rtp.pt/wportal/entretenimento/familiartp/familia.php?id=8235
http://processocriminal.blogspot.com/
segunda-feira
Helder Fráguas: 2 livros
Pediram-me referências sobre dois livros, de minha autoria, que se encontram esgotados há muito. Sei que estão disponíveis nalgumas bibliotecas. Poderão, eventualmente, ainda ser encontrados numa ou noutra livraria (como a Bulhosa, ao que creio). Aqui ficam alguns resultados da pesquisa que fiz pela Web.
DocBwebAutor: Helder Fráguas
Título: Se a Justiça Falasse…
ISBN 972-8718-89-6
Edição: Lisboa, Booktree, 2004
http://www.cm-coimbra.pt/bmc/plinkres.asp?Base=ISBD&Form=COMP&StartRec=0&RecPag=5&NewSearch=1&SearchTxt=%22TI%20Se%20a%20justi%E7a%20falasse...%22
Booktree
Título: Se a Justiça Falasse...
Autor: Helder Fráguas
Editora: BOOKTREE
Nº de páginas: 184
Tipo de edição: brochada
P.V.P. (c/ IVA): € 14,50
Data de edição: Março 2004
http://www.booktree.pt/justica-falasse.htm
Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa
Se a justiça falassse… / Helder Fráguas, 1ª ed., Lisboa, Booktree, 2004, ISBN 972-8718-89-6
Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias
Biblioteca Municipal Camões
http://catalogolx.cm-lisboa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=127U434490S78.236846&profile=rbml&uri=link=3100018~!285920~!3100024~!3100022&aspect=basic_search&menu=search&ri=1&source=~!rbml&term=Fr%C3%A1guas%2C+Helder&index=AUTHOR#focus
BookFinder
Se a Justica Falasse.
by Helder Fraguas
ISBN 9728718896 / 9789728718893 / 972-8718-89-6
Publisher Booktree
Country Portugal
Language Portuguese
Edition Hardcover
http://www.bookfinder.com/dir/i/Se_a_Justica_Falasse./9728718896/
Crítica Literária
Se a Justiça Falasse…
Helder Fráguas
Booktree 2004
ISBN 9728718896 / 972-8718-89-6
EAN 9789728718893
http://www.criticaliteraria.com/9728718896
OLX.PT
Title Se a Justiça Falasse
Author Helder Fraguas
ISBN- 10 972-8718-89-6 / 9728718896
ISBN-13/EAN: 9789728718893
http://isbn2book.com/972-8718-89-6/se_a_justica_falasse./
Livraria 115
SE A JUSTIÇA FALASSE…
Autor HELDER FRAGUAS
Data 2004
Páginas 179
Preço 14.5 Euros
NESTE LIVRO ENCONTRAMOS CENAS DO QUOTIDIANO DOS TRIBUNAIS.
ISBN9728718896
Editora BOOKTREE
Assunto ENSAIO – JUSTIÇA
http://www.livraria-115.com/livros/resultado.aspx?codc=27&codl=86538
PORBASE – Biblioteca Nacional
Se a justiça falasse... / Helder Fráguas ; pref. Artur Varatojo
AUTOR(ES): Helder Fráguas, 1966
EDIÇÃO: 1a ed
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Booktree, 2004
DESCR. FÍSICA: 183 p. ; 23 cm
ISBN: 972-8718-89-6
DEP. LEGAL: PT -- 206225/04
CDU: 34(469)(046)
http://porbase.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=GH79403619S69.277729&profile=porbase&uri=link=3100027~!8148678~!3100024~!3100022&aspect=basic_search&menu=search&ri=1&source=~!bnp&term=Se+a+justi%C3%A7a+falasse...&index=ALTITLE#focus
Escaparate
HELDER FRÁGUAS
Sucesso nas carreiras jurídicas / Helder Fráguas . - Mem Martins : Roma Editora, 2006
Alguns dos aspectos abordados neste livro: 1. O que fazer após o estágio de advocacia; 2. Técnicas de argumentação; 3. Ser bem sucedido nas provas do Centro de Estudos Judiciários; 4. Os cursos que deve frequentar após a licenciatura; 5. As áreas profissionais em que se aufere rendimentos mais elevados; 6. Ascender numa carreira empresarial; 7. Relacionamento com colegas.
http://escaparate.bookmarc.pt/sirius.exe/do?queryED&sed=ED+ROMA+EDITORA
Livraria Minho
Sucesso nas Carreiras Jurídicas
Helder Fráguas
Roma Editora
ISBN 9728490887
Preço € 10,00
http://www.livrariaminho.pt/?goPage=3&Tema=31
Sítio do Livro
Sucesso nas Carreiras Jurídicas - Guia para Licenciados e Estudantes de: Helder Fráguas Editora: Roma Editora
ISBN: 9789728490881
www.sitiodolivro.pt/pt/catalogo/editoras/k4/chave/p=7537
Bertrand
Sucesso nas Carreiras Jurídicas - Guia para Licenciados e Estudantes
Autor: Helder Fráguas
Editora: Roma Editora
http://www.bertrand.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=92655
http://sol.sapo.pt/blogs/helderfraguas/archive/2010/07/18/Helder-Fr_E100_guas_3A00_-2-livros.aspx
http://www.rtp.pt/wportal/entretenimento/familiartp/familia.php?id=8235
http://sol.sapo.pt/blogs/helderfraguas/archive/2010/07/18/Helder-Fr_E100_guas_3A00_-2-livros.aspx
http://pt-pt.facebook.com/people/Helder-Fraguas/100000699906636
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http://twitter.com/HJCSF
http://clubiberico.ning.com/profile/HelderFraguas?xg_source=profiles_memberList
http://www.mundopt.com/dir/detail/6179/helder-fraguas-juiz-de-direito.html
http://processocriminal.blogspot.com/
http://www.aeiou.pt/cat/h/Helder-Fraguas-Juiz-de-Direito-1032834.html
http://www.leme.pt/pesquisa/linfo.cgi?id=12024
http://www.residencial-mirasol.net/livro.php?show=2
http://emsc.wordpress.com/2010/03/22/centenario-da-republica-bernardino-machado/
http://codigopostal.ciberforma.pt/dir/empresa.asp?emp=376381
http://pt.linkedin.com/in/fraguas
http://fraguasonline.blogspot.com/
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